Conforme noticia publicada pelo Divinews no dia 19 de dezembro, tanto Dárcio, quanto Lúcio foram afastados temporariamente, por 180 dias em cumprimento de uma decisão judicial determinada pelo juiz criminal, Mauro Riuji, em conseqüência do envolvimento dos dois em um provável desvio de verba federal relativas ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
No decreto assinado pelo prefeito Vladimir Azevedo, a justificativa do afastamento e não a exoneração direta, tinha a intenção não configurar um pré-julgamento de culpabilidade. O que teria mudado para, faltando apenas oito dias, acontecer a exoneração, mesmo que tenha sido “a pedido” dos dois?
Como os dois tinham o mesmo salário, algo em torno de R$ 10 mil reais, de dezembro ao mês de junho, os dois consumiram dos cofres públicos, em seis meses, somente de salário, sem levar em consideração o 13º salário e férias, ambos proporcionais, mais de R$ 120 mil reais.
O Divinews no dia 31 de maio publicou uma entrevista em que o Delegado Federal, que preside o inquérito 370. Antônio Benicio de Castro Cabral, que investiga o desvio da verba do PAC, deixou quase explicito os fortes indícios de culpabilidade dos dois servidores públicos. E avaliou como pouco conveniente politicamente, que os dois secretários tenham “migrados” do governo Demetrius Arantes (2005-2008) para a administração de Vladimir Azevedo (2009 – 2012) e ainda que tivessem continuado no primeiro ano do segundo mandato do atual prefeito.
Antônio Benicio, como se afastou por cerca de 40 dias para trabalhar na Copa do Mundo, coordenando a segurança da seleção do Chile, estima que somente no final do ano poderá encerrar as investigações, após ouvir todos os envolvidos, leia-se o ex-prefeito, Demetrius Arantes, o atual Vladimir Azevedo, Lucio Espínola, Darcio Abud e alguns empresários que foram beneficiados com os desvios das obras, além de outros servidores públicos. Todavia, Segundo Benicio, podem ocorrer ainda mais atrasos se a Delação Premiada for usada pelos réus.
![]() |
Leia também


.jpg)
.jpg)



