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Denisia disse que no seu quarto dia, a greve estava forte, de um movimento que começou em abril e que a diretoria do hospital não deu a devida importância e segue intransigente. A presidente acusou a direção do hospital em falar mentira para a mídia de que o sindicato não teria se feito a tramitação legal para decretar greve e que o sindicato foi intimado para nesta segunda-feira (09) às 16h30min ter uma reunião de conciliação na Justiça do Trabalho. A dirigente sindical acusou ainda a direção de dizer que, os grevistas não estariam fazendo falta alguma na operacionalização do serviço e não é isto que ela constata ao informar que cerca de 70% aderiram a greve.
A categoria não arreda pé em suas reivindicações de 10% de aumento e um ticket no valor de R$ 200 reais, além de outros benefícios para os trabalhadores, principalmente o término do assédio moral que Denisia diz ser gritante é que é uma questão de honra combater esse tipo de coisa.
A proposta que o HSJD fez, segundo o SINDEESS foi de apenas mais R$ 10 reais no ticket, somando R$ 80 reais e a correção do salário pelo INPC.
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O superintendente do Hospital São João de Deus, Afrânio Emilio negou que a direção do hospital esteja sendo intransigente nas negociações, e reforçou que as portas estão abertas para o diálogo. Contudo, foi taxativo ao afirmar que não é possível conceder o que o sindicato está pedindo pela própria situação financeira debilitada das contas do HSJD. E disse que os salários que são pagos para a categoria são os melhores da cidade comparando com outros hospitais. E estranhou a afirmação da presidente do sindicato (SINDEESS), Denisia Aparecida de que seja praticado assédio moral na unidade hospitalar – Afrânio finalizou falando sobre a decisão da Justiça do trabalho que determinou que 70% dos funcionários, em cada área, devem estar em seus postos para não prejudicar o atendimento da população. E que vai exigir do sindicato que isto seja cumprido.
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O médico Jorge Abdala Tarabal disse que a UPA já está sofrendo e muito com as conseqüências da greve, pois existe uma superlotação de pacientes aguardando a transferência para o HSJD. Existem alguns casos de pacientes graves que estão aguardando há dois ou três dias a transferência para o Hospital São João de Deus e a maior lotação está no setor de pediatria. Tarabal afirmou que se a greve não for encerrada rapidamente o caos vai piorar ainda mais.
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Geraldo Couto, o diretor da empresa terceirizada que administra a Unidade de Pronto Atendimento confirmou a dificuldade que está enfrentando ao não conseguir transferir os pacientes para o Hospital São João de Deus para serem internados. E disse que nesta segunda-feira (09), ainda na parte da manhã, por volta das 10 horas, existiam 32 pacientes aguardando vagas para serem transferidos da UPA para o HSJD. “A conseqüência disto é a sobrecarga da urgência e emergência e a observação dos pacientes que ficam aqui. Todos estão mal acomodados, em uma situação, às vezes desumana por que estão ficando em macas e cadeiras, aguardando a remoção – Estamos trabalhando com hospitais da região, Formiga, Lagoa da Prata, Campo Belo, Oliveira, Santo Antonio do Monte e Claudio, que tem recebido que tem recebido esses pacientes na tentativa de minimizar esse desconforto – A greve tem dificultado a colocação de tais pacientes no São João de Deus”.
Couto, falou ainda das conseqüências que podem ocorrer se a greve não for encerrada rapidamente: “As conseqüências, que você acabou de ver aqui agora (ele estava no telefone tentando conseguir vagas) estou com dois pacientes entubados aqui na UPA, que não tem lugar para eles ficarem e a gente não consegue remover o paciente daqui, existe o risco de morte iminente que pode ocorrer aqui dentro, em consequencia disto. Nós temos um paciente que precisa de uma cirurgia neurológica e tem um hematoma subdural. Os médicos já aceitaram e infelizmente está tendo dificuldade em aceitar esse paciente que só pode ser atendido no Hospital São João de Deus”.
Segundo Cida Melo, que exerce o cargo de confiança na função de coordenadora de enfermagem, a greve tem prejudicado demais as operações no hospital. E que a tensão começa antes mesmo das trocas de turnos que ocorrem às 19 horas e as 7 horas. A ansiedade de saber quais são os funcionários que vão trabalhar e os que vão aderir a greve. No último sábado (07) tinha 32 crianças na pediatria sem nenhum funcionário. E que foi necessário cobrar do sindicato que acabou por enviar um único funcionário para o setor.
A coordenadora disse ainda que o principal problema é que a escala mínima não tem sido obedecida por parte do sindicato. “A greve é um direito, mas tem que pensar no paciente” afirmou Cida.
“Existem pacientes de alta na UTI de adulto que não podem descer para os leitos por que não tem pessoal para cuidar deles nos setores de internação. Com isto, consequentemente não abre vaga na Unidade de Terapia Intensiva para receber outros pacientes”, contou a coordenadora.
“Quando reclamamos, o sindicato nos diz que é para fazermos remanejamento interno, mas não temos nenhuma condição de fazer, por que estamos trabalhando com uma escala mínima. Não existe pessoal para remanejar” finalizou Cida.
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