Aécio Neves em entrevista ao Roda Viva diz que acusações sobre ele usar cocaína vêm do “submundo da internet”

Publicado por: suporte

Logo no inicio da entrevista, foi o próprio Aécio Neves quem pautou o tema e deu gancho para o diretor de redação da Piauí entrar no espinhoso assunto, que é uma sombra na vida do senador Aécio Neves, e que poderá lhe causar grandes dissabores quando a campanha começar pra valer.

Continua depois da publicidade

Fizeram parte do programa a jornalista Cida Damasco, editora chefe do jornal Estado de São Paulo, Fernando Barros e Silva, diretor de redação da Revista Piauí, Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes , Fernando Rodrigues, colunista e repórter do Jornal Folha de São Paulo em Brasília e Ricardo Setti, colunista do site da Revista Veja.

{youtube}1f6LmE7vHIo#t=16{/youtube}

Como pode ser visto, na composição da bancada entrevistadora estavam os jornalistas membros de veículos que são considerados pelos “blogs sujos”, assim adjetivados pela imprensa tradicional, como pertencentes ao PiG, Partido da Imprensa Golpista, Folha, Estadão, Veja. O que destoava um pouco do grupo era Fernando Mitre da Band e o que destoou totalmente e apimentou o programa, o tirando do marasmo das perguntinhas corriqueira, politicamente correta dentro de um enredo já conhecido, foi Fernando Barros, da Piauí.

Na abertura do programa foi exibido um clip com o resumo da carreira do presidenciável Aécio Neves, dando uma apimentada, quando ele em certa ocasião disse que era especialista em derrotar o PT.

O ancora do programa, Augusto Nunes, após a apresentação dos Jornalistas entrevistadores, falou da presença dos tuiteiros e do cartunista Paulo Caruso que ao longo do programa criava várias charges em tempo real, que foram exibidas ao longo da entrevista.

Foi o próprio Augusto Nunes quem fez a primeira pergunta para o presidenciável e ele na resposta entrou no tema: “Qual será a primeira medida anunciada pelo presidente Aécio Neves?” O senador respondeu que cortaria o número de ministério pela metade. E nomearia homens e mulheres independentemente de representatividade deste ou daquele partido. Pessoas qualificadas que vão nos ajudar a administrar o país. Disse ainda que criaria uma Secretaria extraordinária para em um prazo máximo de seis meses, para apresentar ao Brasil uma proposta de simplificação da reforma tributária, para avançar em uma profunda reforma tributaria no Brasil.

“Apresentarei três pontos da tão falada da reforma política que ao meu ver ela será essencial para as relações políticas no Brasil e avançar nas outras reformas estruturantes. O retorno com uma carência de uma ou duas eleições, da clausula de desempenho, que reduziria o quadro hoje de 22 partidos funcionando no Congresso Nacional para algo em torno de 7 partidos a 8 partidos. Iria implantar o voto distrital misto que aproxima o representante do representado, que é mais plural, onde as pessoas se comunicam, onde os temas são debatidos. Devemos isto tudo a internet. Essencial as transfmações positivas que o mundo vem vivendo. Mas ela não impede a atuação de quadrilhas virtuais. O termo é esse quadrilhas virtuais na concpção de que estabelece o código penal. Um grupo de pessoas que se reúne para praticas de crime. Se você olhar, e eu já busquei junto ao próprio Google, quando achei necessário. Não em uma reclamação, mas adverti-los de que havia ali um cometimento de crimes”.

Continua depois da publicidade

E resolveu citar um exemplo envolvendo a internet: “Quando eu era governador de Minas Gerais, nós fizemos saneamento básico nas regiões mais distantes do estado, os pequenos aglomerados no vale do Jequitinhonha e Mucuri, foi essencial para a melhoria do estado de saúde naquelas regiões. Isto era permitido antes da regulamentação da emenda 29. E todos os anos isto era aprovado pelo Tribunal de Contas. Em determinado momento, uma promotora de Justiça, legitimamente, argüiu que havia ali um desvio de finalidade naquela aplicação de recurso. A ação foi extinta, foi encerrada rapidamente por que não tinha nenhuma razão ser. Mas aí um desses sites pago com o dinheiro público isto é muito mais grave, por que recebem financiamento público, bota a seguinte manchete: “Aécio é acusado de desvio” não coloca a noticia toda. Então o que acontece, robôs são disparado no Brasil inteiro. Se você vai acessar o meu nome no Google, você vai ver lá; Aécio é acusado de desvio de dinheiro em Minas Gerais” Não existe ação, não existe desvio de um real. E isto é disseminado por todas as outras áreas; “Aécio é acusado de usar drogas”, “Aécio é acusado de traficar diamantes”. “Aécio é acusado de estelionato” – E eu tenho que acreditar firmemente no bom senso das pessoas, mas é preciso que também os instrumentos de estado ajam. O Ministério Público investiga uma prefeitura de Guarulhos que confessadamente era uma das bases para construção desses perfis falsos. No Rio de Janeiro, funcionários da Eletrobrás, uma empresa estatal, colocavam os computadores para funcionar, criando ofensas calunias, em relação ao meu nome. Exatamente para no momento da busca aparecerem essas acusações, portanto começa a haver uma reação. Vou citar um outro exemplo, o Ministro Joaquim Barbosa que agora se afasta do STF. É atacado o tempo inteiro, me disse ele que recentemente as coisas chegavam aos seus espaços pessoais de internet. Então, é preciso que de um lado, nós aprimoremos as regras da internet e aceitamos essa diversidade, mas o crime, se ele é cometido fora ou dentro da internet, ele tem que ser punido. E nós, com os instrumentos que temos, quando detectamos que há um crime cometido, obviamente nós buscamos que este crime seja punido. Felizmente já começa acontecer alguma reação “”

Ricardo Setti da Veja, perguntou ao senador: “Mas em relação a essas acusações que o senhor mencionou, o negocio da droga, o senhor prefere não responder?”

Aécio respondeu: “São os absurdos de sempre existe uma listagem enorme de acusações – Na verdade existe um personagem que disputa contra o PT. Na apresentação aqui nós falávamos, uma coisa que eu brinquei outro dia, que eu fiquei especialista em vencer o PT em Minas Gerais, realmente nos últimos 25 anos nós vencemos, e sempre com todo tipo de leviandade e de acusações”

E continuou: “São coisas tão absurdas, tão distante da realidade de um homem publico que tem 30 anos de mandato como eu. Deixei meu governo com 92% de aprovação.Levando Minas a ter a melhor educação do Brasil, a melhor saúde da região sudeste”

“A grande realidade é a seguinte: estou aqui hoje no Roda Viva, tenho andado por todo Brasil, por que eu quero encerrar esse ciclo de governo que está ai que tão mal vem fazendo ao Brasil. Eu não espero facilidades, por que esta não é uma eleição normal. Eu acho que nós estamos disputando contra grupos que não podem deixar o poder e querem manter o mesmo padrão de vida” “Daqui pra frente podemos esperar que essa guerrilha vai continuar. Outro dia eu vi uma dessas matérias, de que 20 mil pessoas estão sendo contratadas para atuar na internet nessas eleições. Imagino lá o que vão fazer na internet, 20 mil pessoas contratadas. O que me move, o que está em jogo, é algo tão relevante, tão importante para o Brasil, que essa periferia, esse submundo da política, confesso que não está em nenhuma das minhas prioridades, em nenhuma das minhas preocupações”.

Fernando Rodrigues, da Folha continuou no tema: “O senhor tem se manifestado contra a descriminalização das drogas, não obstante líderes como Fernando Henrique Cardoso, do seu partido se manifesta a favor de uma política mais flexível em relação as drogas. E mais recentemente tem uma declaração de Pimenta da Veiga que é candidato ao governo de Minas Gerais, que diz o seguinte: “duas questões me sensibilizam (isto é o Pimenta da Veiga seu aliado lá em Minas Gerais), o Uruguai que legalizou a maconha e a posição e a forma desabrida que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso coloca o tema, minha tendência é estar alinhado com esta tendências”, isto falou Pimenta da Veiga. O Senhor tem posição diversa. Afinal se o senhor for eleito presidente da República, dentro do seu partido haverá uma posição unificada a respeito disso?”.

Aécio respondeu: “Minha posição Fernando é muito clara. Eu presido o PSDB que é um partido plural onde todos tem o direito de ter suas opiniões. O presidente Fernando Henrique é um homem que depois da trajetória que construiu, ele está absolutamente a vontade para fazer este debate, e é bom que o faça. Não é a minha posição. Eu não acho que o Brasil deva ser o laboratório para a descriminalização de maconha ou qualquer droga. Existe a experiência Uruguaia, existe a experiência em Portugal. Vamos observar o que está acontecendo no mundo. Mas esta não é uma agenda que eu acho que atenda ao interesse e expectativa do cidadão brasileiro. Nós precisamos sim, ter uma política nacional de segurança, que não existe hoje no Brasil que impeça essa disseminação da epidemia do crack, que devasta famílias inteiras, enquanto as nossas fronteiras continuam absolutamente abertas. E não há política para enfrentar o tráfico de droga, o trafico de armas que são responsabilidade da União. Eu tenho uma divergência nesse ponto. Talvez seja um dos poucos pontos com o presidente Fernando Henrique. Não sou a favor da descriminalização das drogas”

O  entrevistador, Fernando Barros, diretor da Revista da Piauí, aproveitou a “deixa” e entrou de sola no espinhoso tema que tira o senador do sério.

“Eu ia começar por outra questão, mas vou dar seguimento a este assunto por que as coisas funcionam melhor assim – É verdade que a internet tem esses sites muitas vezes difamatórios e isto recrudesce em época de eleição. Mas, a sua vida privada é vista como um ponto vulnerável. Não só pela internet e pelo PT, muitos dos seus aliados falam isto também. Então queria que o senhor esclarecesse”.

“Eu vou falar. O Setti (Ricardo, da Veja) falou drogas o Fernando Rodrigues mencionou o assunto. O senhor deu uma entrevista a Folha, há duas semanas, e o senhor reconheceu ter fumado maconha aos 18 anos e nunca mais. Existe, no entanto um zum zum zum pela internet que o senhor foi usuário de cocaína. Vou usar a palavra (cocaína). Então queria que o senhor respondesse para o programa, com clareza. Se o senhor foi usuário de cocaína ou não foi?”

Aécio interrompe: “Fernando, jamais. Talvez seja exatamente isto que busca esse submundo da internet”.

Aécio ri e diz: “Um jornalista qualificado como você”.

Fernando: “Estamos em uma campanha presidencial”

Aécio: “Claro que não Fernando. Eu tenho uma vida da qual eu me orgulho muito. Sou um homem do meu tempo, Fernando. Eu nunca vesti um figurino de um político tradicional. Nunca deixei de ter as minhas relações pessoais. Nunca deixei de ser alguém de bem com a vida. Tenho uma família extraordinária. Busquei me dedicar à política integralmente. E os que me conhecem vem me reelegendo tem 30 anos, me dando todas as oportunidades que eu tive até hoje. Mas infelizmente não conseguem dizer que sou desonesto, efetivamente. Não conseguem dizer que sou incompetente. Enfim de alguma forma, alguns ataques tem que vir. Mas repito a você com absoluta franqueza, o que me move hoje é algo tão maior, Fernando. É buscar restabelecer a ética no pais, a eficiência na gestão pública, a coragem para fazer as reformas que vão melhorar a tua vida, a dos nossos filhos. É isso que me move. Se o ataque que tem que fazer a mim é esse do submundo, das denuncias que circulam sem qualquer tipo de prova, sem qualquer…”

Foi interrompido pelo jornalista. Ao mesmo tempo que o ancora, Augusto Nunes também entrou no debate, ao estilo “deixa disso”. Mas Fernando continuou.

“Existe um jogo, Brasil e Argentina que a torcida gritava o seu nome relacionando a droga, a cocaína especificamente. E em dezembro do ano passado. Na semana em que o senhor estava anunciando a sua candidatura. Reuniu a imprensa no “Piantella”, no dia 12 de dezembro e no dia 17 o senhor lançou no Congresso um pré-programa de campanha, de governo. No intervalo desses dois eventos, que o senhor estava em uma semana de ofensiva da candidatura de colocar as primeiras estacas, o seu correligionário José Serra, 15 de dezembro, em um domingo, publicou um artigo na Folha de São Paulo, com o título…(Eu vou tirar o óculos para ver – e foi examinar seu texto).

“O debate sobre cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014”, palavras de Serra

Aécio disse: “É bom que seja”.

O jornalista afirmou: “Muita gente relacionou ao senhor. Eu não estou fazendo nenhum juízo de valor mas ()

Aécio (já aborrecido): “Quando você tiver alguma coisa sobre a minha conduta, seja pessoal ou publica, faça a acusação. Se nós queremos dar aqui vazão ao submundo das redes e da internet. Isto significa que ninguém pode disputar com esses adversários. É as armas que tem. Olha Fernando eu tenho uma vida extremamente honrada, extremamente limpa, tenho espírito público. Olha, estou me jogando de cabeça em um projeto a favor do Brasil. Então, vamos conversar sobre aquilo que interessa aos brasileiros. Acho que a oportunidade que o Brasil tem agora de construir uma etapa nova, um tempo novo é tão grandiosa que não vale nós perdermos tempo, repito, com o submundo – Qualquer acusação ela tem que vir. Qualquer homem público tem que estar pronto para responder qualquer denúncia, a qualquer acusação. Mas é preciso que ela haja. A infâmia, a calunia. Isto não pode merecer o tempo de jornalismo tão qualificado quanto os que estão aqui e também talvez o meu.

O ancora, Augusto Nunes, acode Aécio Neves e intervém passando a vez para o Fernando Mitre da TV Bandeirante fazer a sua pergunta.

A entrevista continuou com outros temas. Mais tranquilos para o presidenciavel, Aécio Neves.

 

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados