Na audiência pública do 17.03.14, na presença de inúmeras autoridades (prefeito, vereadores, secretário municipal de saúde, diretora da Regência Regional de Saúde/SES, promotor de justiça, diretores do Hospital São João de Deus e representantes do Conselho Municipal de Saúde, Conselho Regional de Medicina e de Enfermagem), a Semusa prometeu revolucionar a saúde pública de Divinópolis, acabando com a fila de espera para internação, implantando o SAMU e ampliando o horário de atendimento em centros de saúde até as 22 horas. Até agora falta quase tudo!
Internação hospitalar
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A média de espera para internação hospitalar na unidade II do HSJD, que não poderia ultrapassar 24 horas aumentou e continua num crescente progressivo. Neste ritmo, e como o número de leitos caiu pela metade com a mudança da UPA, a tendência é que em pouco prazo a situação pode sair do controle. Pior para os doentes graves que perderam o CTI que existia na UPA Central e agora são tratados em uma enfermaria de livre acesso. Doentes em situação crítica – até mesmo aqueles que necessitam de respiração artificial, aguardam mais que 24 horas, tendo a sua chance de cura seriamente comprometida. Um servidor que não quis se identificar, temeroso por retaliações, denuncia que os novos leitos de CTI do HSJD foram construídos com dinheiro público, mas os pacientes particulares/convênio é que tem prioridade. Os doentes do SUS freqüentemente são transferidos para o CTI de Oliveira, Formiga e Lagoa da Prata.
SAMU
![]() Usuário violento quebra vidraça – E não ha segurança para os servidores |
Nem mesmo o vereador Dr. Delano voltou a falar da implantação do SAMU, após a transferência da UPA no dia 27/03/14. Isto não é novidade, pois depois que traiu os servidores e ajudou o prefeito a extinguir os cargos de seus colegas de trabalho ele sumiu na branquearia. Porém uma coisa é certa, segundo os bombeiros do resgate é notória a piora da situação. Ficou muito mais difícil chegar à unidade de emergência, o que complica muito o estado de saúde daqueles que precisam de um atendimento rápido. O mesmo servidor que não quis se identificar alegou que uma pesquisa irá mostrar que o número de pacientes que dão entrada em óbito seguramente aumentou, pois em situação crítica o tempo é fundamental para salvar uma vida.
Centro de saúde até 24 H
Também não está funcionando. O Divinews visitou algumas unidades e foi informado que nem sempre a presença do médico está garantida. Na UPA Ponte Funda conversamos com alguns usuários que confirmaram esta informação. Eles alegam que, para correr o risco de ir ao centro de saúde e não ter o atendimento preferem procurar diretamente a UPA. Isto acaba congestionando a unidade, aumentando o tempo de espera, deixando os usuários nervosos e criando um verdadeiro clima de guerra na unidade. Há alguns dias um paciente perdeu a paciência, esmurrou uma janela, quebrou o vidro e feriu seriamente o braço. Posteriormente o Divinews apurou tratar-se de um morador da cidade de Arcos, ferido em briga de rua por um aidético e que veio a Divinópolis para iniciar o tratamento com o coquetel ante HIV. Interessante que na audiência pública o prefeito prometeu que “Divinópolis não iria mais arcar com os custos da saúde da região centro oeste” e não há argumento que justifique a transferência de um cidadão de Arcos com o único objetivo de conseguir comprimidos para prevenir a Aids.
E como fica?
Esta é a dúvida que passa na cabeça de todos. Como irão se posicionar os envolvidos neste assunto e que têm a obrigação de assegurar o direito à saúde. Como fica a imagem do Ministério Público, que acompanhou a administração municipal em vários encontros com a sociedade civil, dando respaldo para o programa? O que tem a dizer o Conselho Municipal de Saúde, órgão responsável pelo controle social e que perdeu o rumo da história? E o vereador Edimilson do PT, presidente da Comissão de Saúde da Câmara, que muitos alegam ser conivente com os inimigos tucanos? E a Diretoria Regional de Saúde/SES continuará se fingindo de morta? O que está certo é que a prometida revolução na saúde pública de Divinópolis está longe de acontecer e parece que os mandatários da Semusa não dispõem de bala na agulha para reverter a situação.








