VEREADORES FOGEM E PROJETO É APROVADO: Câmara de Divinópolis aprova projeto de extinção e terceirização de cargos

Publicado por: suporte

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A indignação dos dirigentes do SINTRAM era tamanha diante dos vários acordos que os vereadores fizeram com o sindicato e não cumpriram que eles não os pouparam, os adjetivando de fujões e traidores, entre outros bem piores.

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O projeto de autoria do Executivo era o único na pauta do dia, que após alguns pronunciamentos, basicamente da oposição, já que a situação ficou acuada e só se mostrou na hora da votação. Nenhum dos vereadores, exceto o eloqüente Marcos Vinicius, ousou usar a palavra para defender a aprovação do EM-056/2013. “Eles votam envergonhados, por que sabem que não estão na mesma mão da população – Votam por pressão ou por algum motivo não muito republicano” afirmou uma das “xiitas” presentes no plenário.

Depois dos pronunciamentos do vereador Adair Otaviano (PMDB) que foi aplaudido de pé pelo público presente. Falou o vereador Anderson Saleme (PR) que também foi muito aplaudido. Já o vereador Marcos Vinicius, sempre confiante no seu poder de oratória, que consegue pressupõe conseguir contornar qualquer situação adversa, foi solenemente vaiado. O vereador do PT Edmilson Andrade falou inicialmente que o voto contra, era do partido, depois de pressionado por um cidadão presente, é que decidiu dizer que também era o seu voto quanto vereador.

Dessa vez, sob a administração do novo secretário geral, Flávio Ramos, o policiamento e a segurança atuaram de forma bem mais discreta e secreta. A guarnição da Policia Militar fardada ficou do lado de fora do prédio, dentro apenas alguns agentes infiltrados, disfarçados. Os seguranças da Câmara se posicionaram mais na lateral da sala e só se posicionaram mais ostensivamente ao final da sessão quando o projeto foi aprovado e houve um inicio de tumulto, logo controlado e cessado.

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O vereadores Adair Otaviano e Anderson Saleme votaram contra a aprovação do projeto, com a mesma opinião de que no futuro a saúde financeira do DIVIPREV será afetada. Adair disse que fica impressionado com a frieza da “turma que apóia o prefeito e do próprio Executivo que tem um índice de mais de 76% de rejeição e mesmo assim tem o apoio maciço aqui na Casa, em uma votação contra o povo e contra os servidores – Lugar que tira e não coloca a tendência é quebra – Este mesmo PSDB quebrou o IPSEMG no passado e vão quebrar e DIVIPREV no futuro”, finalizou Adair.

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O vereador Anderson Saleme afirmou que: “o projeto foi derrotado por uma manobra do governo, com suas artimanhas acabou influenciando negativamente alguns vereadores que não tinham opinião formada ou condições de analisar a matéria de forma sensata objetiva e correta – Fomos derrotados lamentavelmente com a ausência de alguns colegas e é lamentável por que os grandes prejudicados foram os servidores públicos e a previdência privada, o DIVIPREV que terá menos recursos, pois os funcionários terceirizados não recolheram para a aposentadoria dos que já estão” afirmou Saleme.

O vereador do PR desancou o governo dizendo que a partir da aprovação do 056, qualquer pessoa que tiver um padrinho na administração pública poderá ser indicado para trabalhar na Prefeitura, ganhando acima que os servidores concursados ganham e pior sem contribuir para a previdência privada.

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O vereador Marcos Vinicius (PSC), que foi um dos edis que inicialmente fez um acordo com o SINTRAM e depois desfez. Não teve nenhum problema em dar entrevista para a TV Integração, dizendo que existem servidores que chegam a ganhar R$ 14 mil reais atuando nos serviços gerais. Mas ao ser abordado pelo Divinews, tentou sair pela tangente, fugindo mesmo. Mas não deu certo.

Disse Marcos Vinicius: “Os documentos que nós recebemos, que estão instruindo o processo, projeto no caso, nos garante que não haverá prejuízo a saúde financeira do Diviprev. São documentos que estão integrando o projeto. De acordo com este documento em que existe a manifestação de pessoas sérias. Dr. Rogério Farnesi, nós temos a Dra. Taciana Alcantara, que juridicamente se posicionou e temos também o secretário de administração. Temos várias pessoas do governo que garantiram que este projeto não vai prejuízo a saúde financeira do Diviprev. Isto nos trouxe tranqüilidade por isso votamos favorável, entendendo que para a cidade vai facilitar a contratação de servidores braçais, por exemplo para a capina da cidade que está um caos. Então nós precisamos internamente de uma mudança. Por que essa metodologia de terceirização já acontece no Forum, no Poder Judiciário, no Ministério Público, na Câmara Municipal. Então eu não entendo por que esta discussão, entendo que para a cidade é bom, por isso nós votamos favorável” finalizou o edil.

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Marcos quando questionado pelo Divinews sobre a entrevista que ele concedeu para a TV Integração que existem altos salários entre os auxiliares de serviços, que chegariam até mesmo a R$ 14 mil reais, o edil concluiu a entrevista: “A porta de entrada para a Prefeitura, por que o cargo teoricamente é mais fácil. Então a pessoa começa com um serviço mais simples, ganhando um piso e meio e depois de pouco tempo essa pessoa passa a ocupar outros cargos e isto vai quebrar o município. Tem auxiliar de serviço ganhando mais de R$ 13 mil reais. São situações que tem que ser corrigidas, por que a folha de pagamento está completamente comprometida e isso acaba repercutindo na comunidade que fica prejudicada. Hoje um auxiliar de serviço, no mercado, em qualquer lugar, ganha um salário. Na prefeitura tem auxiliar de serviço que ganha mais de R$ 13 mil reais, é uma distorção. A gente não pode permitir, por que isto é dinheiro público. Não sai do bolso do prefeito, não sai do bolso dos vereadores. Sai do bolso daquele que paga IPTU, da população. Isto a gente não pode permitir”.

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Ivanete Ferreira, dirigente do SINTRAM afirmou que até certo ponto era um resultado esperado por que, segundo ela, todos eles tem um preço: “E esse preço é em dinheiro, é em carro, é em perdão de divida. E nós não temos esse cacife para comprar os que foram comprados. Então já era um resultado esperado. Mas esse pessoal não perde por esperar. Só agora que nós vamos detoná-los em toda imprensa e meios de comunicação. Não vai ser só agora não, será na época das eleições também. Eu quero ver no futuro quem é que vai ter razão. A hora que a Diviprev não conseguir pagar, eu quero saber se eles vão pagar. Por que o senhor secretário de administração disse que se a previdência quebrar, a prefeitura aumenta a alíquota dela. Como? Se desde o inicio do ano era para a Prefeitura aumentar a alíquota, ela não aumentou e ainda está devendo e questionando dizendo que não tem dinheiro”.

 

Após a provação do projeto, foi hilária a situação. A sessão ordinária foi encerrada abruptamente, e os vereadores governistas saíram quase que de um pulo só de suas cadeiras e se esgueiraram pelos cantinhos. Teve até mesmo um tombo entre o plenário e o plenarinho, um dos vereadores teria caído, segundo informações dos seguranças que ficaram atordoados com o barulho. Já os vereadores que votaram contra o projeto, surfaram nos braços do povo, conversando e dando entrevistas.

A pergunta que todos fizeram é se os vereadores estavam tão seguros de seus votos, por que razão ficaram com tanta vergonha e saíram, fugiram?

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