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Depois de uma boa lição dos “parlamentares” ao votarem de uma tacada só 42 emendas do Plano Diretor, em que pese os interesses poucos republicanos do Executivo em suas manobras com relação as áreas polêmicas como a Mata do Noé, em que várias emendas foram retiradas pelos vereadores da base, para que no futuro o governo tenha liberdade de colocar em votação tais áreas, sem estar atreladas ao Plano Diretor, foi sobrestado pelo vereador Hilton de Aguiar o tragicômico projeto do “Dia do Palhaço” de autoria do vereador Edimar Máximo, assim como o Projeto que crias as ZUE (Zonas Urbanas Especiais), conhecida popularmente como Cidade Tecnológica.
O vereador Adair Otaviano, não poderia ser diferente, como opositor que é do governo e em franco crescimento se viabilizando como um potencial candidato para o Executivo em 2016, passando a ser o alvo do governo e da base governista foi quem teve o maior número de emenda rejeitada.
Eduardo Print Junior e Anderson Saleme foram os vereadores que mais apresentaram emendas, cada um apresentou 9 (nove). Seguido pelo vereador/presidente Rodrigo Kaboja que apresentou 6(seis) emendas, sendo a mais importante a EM-014/2014, que retirou a prerrogativa do Conselho da Cidade de ser um órgão deliberativo. Kaboja justificou a emenda assim:
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“Estabelecer o caráter deliberativo, não vinculante, é no mínimo subversão de poderes, uma vez que estamos consagrados por uma democracia representativa, com os poderes estabelecidos constitucionalmente. Não se quer a exclusão da participação popular nas decisões sobre os rumos do município e seu desenvolvimento social, cultural, ambiental, habitacional, enfim sobre todos os aspectos que interferem na qualidade de vida das pessoas, pois possuímos todos os meios e prerrogativas consagradas constitucionalmente, dentre eles as audiências públicas, consultas populares, plebiscito, referendo e outros congêneres, todos inclusive previsto na presente proposta de lei. É salutar e necessária a participação popular nas decisões de estabelecimentos das metas para o município, porém deve se observar os preceitos estabelecidos constitucionalmente”.
Trocando em miúdos, Kaboja com sua emenda retirou a prerrogativa que Gilson Soares, que elaborou o PD, junto com sua equipe da FUNEDI, por R$ 700 mil reais, queria que o Conselho da Cidade se sobrepusesse à própria Câmara. Gilson, como foi falado por alguns vereadores queria exercer o papel similar de um prefeito biônico de Divinópolis, usando como ferramenta de gestão, o Conselho da Cidade. Kaboja com sua emenda, cortou suas “asas”.
O tucano Rodyson do Zé Milton apresentou 3 (três) emendas e toda vez que usava a palavra para defender suas emendas, era vaiado. Até que cansaram e pararam.
Marcos Vinicius apresentou duas emendas individuais. Nilmar Eustaquio apenas uma e o Bloco Parlamentar, que os componentes (Edimar Maximo, Edimar Felix, Careca, Marquinhos Clementino e Marcos Vinicius) dizem ser “independente” apresentou 5 (cinco).
Periquito Beleza, Edimar Rodrigues, Delano Santiago e Adilson Quadros não apresentaram nenhuma emenda.
O prefeito biônico de Divinópolis, Gilson Soares, por enquanto, diretor da FUNEDI/UEMG, em entrevista ao jornal Gazeta do Oeste disse que se o Plano Diretor fosse aprovado com emendas improcedentes acionará o Ministério Público. O presidente da Câmara Rodrigo Kaboja, ao fazer a defesa da sua emenda que tirou a prerrogativa do Conselho da Cidade ser deliberativo, afirmou “Esse negócio do Gilson falar que acionará o MP, é uma besteira”.
Após a votação e aprovação do Plano Diretor, havia a expectativa que o projeto que cria Cidade Tecnológica fosse votada e aprovada nesta terça-feira (08). Contudo, como o vereador Rodyson apresentou uma emenda, a votação só poderá ocorrer na próxima reunião. Sem saber, alguns empresários apareceram no plenário, “para dar uma força”.
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