Por Jairo Gomes
O lastimável episódio se intensificou gravemente no domingo 23, à margem direita (Bairro Porto Velho). No momento, foi notada espuma bege que descia sobre o leito fluvial. Os peixes apresentavam problemas graves, um grupo numeroso de alevinos com manchas brancas, outro grupo manchas avermelhadas e mais um grupo pequenas protuberâncias (inflamações) paralelas, comumente uma de cada lado do corpo e outra no dorso próximo da cabeça. Os alevinos esfregavam nas pedras submersas como se tentasse se livrar das anomalias irritantes, que atingindo os olhos, estes eram projetados para fora do orifício orbicular. O problema voltou a agravar no dia 29.
Provavelmente as saliências nos peixes originavam as manchas, seguidas de perda de escamas, viscosidade e pigmentação da pele. Feridas também foram notadas, sangramento nas guerras e nadadeiras de alguns peixes maiores das espécies cascudos, tilapias, bagres e timburés. Foi possível observar que as piabas adultas além das manchas, apresentavam perda de escamas, de pigmentação, ferimentos circulares contornados por sangue, movimentos lentos e vermelhidão na barriga.
O curioso é que na maioria dos casos, os aspectos eram semelhantes a uma doença contagiosa que atingiu de forma quase que idêntica à maioria dos alevinos da espécie lambari (piaba), como se os peixes fosse lentamente corroídos. Para agravar o sofrimento dos peixes combalidos, os predadores como pássaros e aves pescadoras, as trairas e os bagres africanos aproveitavam a situação para atacar presas fáceis, o que seguramente permite a transmissão do problema de uma espécie para outras.
Intrusos
As trairas são peixes que tem o habito de emergir, encostar-se à orla dos rios para desova e não apresentavam problemas que atingiram outras espécies. Já os bagres africanos foram introduzidos no Brasil, país cujas autoridades não controlam a entrada de espécies que não pertencem à fauna local. Indevidamente solto no Rio Itapecerica, o bagre africano prolifera, como um predador contumaz, resistente por ser capaz de sair do rio para procurar comida na a margem e é uma ameaça às outras espécies locais.
Outra introdução estúpida foi o caramujo também africano, que a princípio foi cogitado para substituir o escargô e em Divinópolis, já foi encontrado até na Praça da Rua São Paulo. Este molusco agora está presente em todos as regiões da cidade, possivelmente em todo o Brasil e podem ser vistos às dezenas na orla e na margem do Rio Itapecerica.
O fato de várias espécies de peixes emergirem ao mesmo tempo em grandes cardumes, agirem de forma semelhante, buscarem a superfície e aproximarem da orla do rio, significa ausência (falta) de oxigênio na água e possível presença de componentes químicos tóxicos. A mortandade de peixes também foi notada a partir do ponto onde o córrego Flecha Catalão deságua no Rio Itapecerica, até o viaduto da Rua Goiás.
Um dado importante é que a cerca de 300 metros a jusante da Barragem Espírito Santo, os alevinos apresentavam aspectos saudáveis sem qualquer tipo de manchas ou outro acometimento. Já as águas fluviais que deslizam sobre a soleira do referido barramento e que descem por entre as pedras apresentavam volume significativo de espuma de detergentes que pelo odor possivelmente é oriunda de indústria têxtil que lida com tingimento. Apesar da espuma branca, os alevinos presentes à esquerda, a 5,00 m do barramento, não apresentavam problemas.
A distância entre o córrego Flecha Catalão e a Barragem Espírito Santo é o trecho de maior concentração de emissores de esgoto, consequentemente de poluição e contaminação hídrica. Nesta extensão de rio existem é lançado esgoto doméstico e industrial compatível a uma população de mais cem mil habitantes. Entre as duas pontas as águas do Rio Itapecerica adquirem aspecto denso, extremamente lentas, com dificuldades de fluir.
Aguapés e cipos d’água
São vegetais aquáticos presentes em quase todos os rios do mundo, principalmente nos países tropicais como o Brasil. A péssima condição do Rio Itapecerica permite à condição de infestação. Com isso, as presenças dos aguapés e dos cipós d’água se tornaram negativas, associadas à exagerada carga de esgoto doméstico e industrial. Estas plantas aquáticas começaram a proliferar como pragas, a partir do ano de 2000 e hoje, as que estão presentes no leito do rio, sãos as remanescentes de meados do ano 2013. A administração pública aguardava que a cheia de 2013 de forma natural, promovesse a limpeza do leito fluvial ao carrear os vegetais rio abaixo. A ação natural representaria economia ao evitar a retirada das plantas com a utilização de máquinas e de homens. Esta sempre foi à atitude adotada pelas administrações públicas que não atacam as causas logo no início que se dá no mês de maio quando começam a descer o rio e ancorar em alguns pontos para praticamente duplicarem, mes a mes.
Como não teve enchente e sim uma estiagem prolongada, o que era esperado não aconteceu, tanto os aguapés como os cipós d’água novamente aos poucos, infestam o Rio Itapecerica, como aconteceu no ano de 2010.
Partindo do princípio que o inverno se aproxima, teremos 7 meses de estiagem, com chuvas esporádicas. Isso significa que se a administração não tomar providências imediatas, tanto os aguapés como o cipós d’água vão virar pragas e cobrirem extensa área de leito fluvial. O Rio Itapecerica está demasiadamente lento, entre o trecho citado e isso pode se agravar ainda mais, com a estação climática que está por vir.
As raízes de ambas as espécies vegetais, se assemelham a fios de cabelo, podem atingir mais de trinta centímetros de comprimento e retém uma lama extremamente fina, suspensa na água, de onde ambas as espécies absorvem os nutrientes. Ao encontrar a extensa barreira vegetal compacta, a corrente fluvial passa a fluir abaixo do nível das raízes dos aguapés e dos cipós d’água, na superfície são retidos todo tipo de lixo flutuante que chega ao leito do rio.
Do viaduto da Goiás até próximo da Barragem Espírito Santo as vegetações aquáticas fecharam uma extensa área de leito fluvial. Qualquer contaminante químico lançado no leito do Rio Itapecerica, entre o córrego Flecha Catalão e o barramento centro/Bairro Niterói, não dissiparia facilmente e seu efeito negativo teria tempo prolongado de reação. Neste referido trecho de rio, existe apenas dois pontos para agitar e oxigenar as águas, um sob a ponte Noé Bueno (Esplanada/Antônio Fonseca) e outro próximo à capitação da Gerdau, margem direita, onde na década de 1970, a siderúrgica Pains lançou toneladas de escórias siderúrgicas no rio para represar o leito e assim facilitar a captação de água fluvial.
A jusante da Gerdau não existe nenhum outro ponto de agitação fluvial para oxigenar as águas do rio, o que volta a acontecer somente quando o rio desce pela soleira da Barragem Espírito Santo e as águas fluviais chocam contra as pedras.
O preço da inoperância
Descaso, abandono, estiagem, temperatura fluvial alta para os peixes, lentidão fluvial, aguapés, cipós d’água, poluição, contaminação hídrica, irresponsabilidade empresarial e inoperância, são fatores preponderantes para ocorrência de mortandade de peixes em qualquer rio do mundo que não seja cuidado, como é a normalidade do Rio Itapecerica.
Estas situações facilmente incidem no OD – Oxigênio Dissolvido por Mg/L, que consequentemente influência na DBO, fazendo aumentar a Demanda Bioquímica de Oxigênio e também pode alterar o PH – Potencial Hidrogeniônico que quando muito abaixo dos parâmetros, torna a água ácida.
Ocorrendo alguma anormalidade num corpo d’água como os rios, sejam por razões fisioquímica ou química, as bactérias atuam rapidamente na busca de oxigênio e podem levá-lo a nível zero. Alguns produtos como óleo diesel ou de cozinha, detergentes, metais pesados e outros químicos podem influenciar, impedindo até a atuação das bactérias, matando-as. A presença de óleos e graxas e alguns compostos químicos dificultam o tratamento do esgoto que necessita da ação bacteriana, o que eleva os custos do tratamento.
Num rio ou em outro corpo, d’água a rápida atuação das bactérias pode tornar o gás vital escasso para os peixes que emergem a linha da água para buscar o ar na superfície e geralmente encontram a morte por asfixia. Os peixes de água doce são animais de respiração branquial e não conseguem processar o oxigênio fora d’água, como as espécies terrestres e anfíbias.
Falta de preparo e ocorrências de mortandade
Informações da Copasa apontam para uma situação que confirmam as suspeitas de que no momento da ocorrência da mortandade dos peixes, o oxigênio dissolvido estava bem abaixo dos valores satisfatórios. Acima da capitação 6.2 MG/L de OD (satisfatório) e a jusante do córrego Flecha Catalão, foi identificada situação de 1.2 MG/L (preocupante), ou seja, pouquíssimo oxigênio dissolvido, o que faz aumentar a DBO, causando a morte dos peixes pela ausência de oxigênio e “veneno” nos efluentes industriais.
Compostos químicos que seguramente causaram as anomalias nos peixes, não foram analisados, mas as presenças graves de químicos no leito do rio se confirmam com a constante espuma branca, ou seja, detergente industrial na Barragem Espírito Santo.
Divinópolis nunca esteve preparada para catástrofes ecológicas. Entre 2000 a 2014, fora os pequenos eventos, tivemos 4 ocorrências de mortandade peixes preocupantes. No ano de 2001 evento considerável, 2002 alarmante, 2007 descomunal e agora 2014, que embora não tenha ocorrido mortandade alarmante, o problema comprometeu a saúde de dezenas de milhares de alevinos que não terão a mínima condição de sobreviverem e por serem diminutos não são vistos a distância, morrem sem serem notados como antes.
No ano de 2002 (fenômeno alarmante) milhares de peixes agonizavam no leito do Rio Itapecerica com sintomas de sangramentos e perda de viscosidade, aspectos de envenenamento. O ano de 2007 ficou marcado como a maior catástrofe ambiental registrada na história de Divinópolis, quando o Rio Itapecerica praticamente ficou coberto de peixes mortos de tamanhos e espécies diversas e não apresentavam aspetos de toxicidade. Em quase todas as mortandades as causas não foram identificadas pelos órgãos ambientais.
Passados 13 anos, nada se fez para evitar novas ocorrências e o que causa perplexidade é o fato de saber que em Divinópolis, não se pode contar com nenhum órgão para identificar as causas do problema. Não se tem convênio com laboratórios especializados ou com as universidades. Nem para os aguapés e os cipós d’água dão solução, ainda que seja a mais simples, como evitar que estas vegetações virem pragas.
Numa situação grave como a de domingo, 23 de março, até para ações bucólicas, como solicitar a abertura gradual da comporta da Barragem Espírito Santo é impossível. A idéia era a de tentar alguma medida para renovar as águas fluviais, oxigenar mais rapidamente o leito do Rio Itapecerica, a montante do barramento, mas não se encontra ninguém para discutir a proposta. Nenhum órgão assume esta responsabilidade e o controle da comporta não está nas mãos da administração pública, mas sim da Hidrelétrica Plural Ltda.
Num momento grave onde situações conhecidas associam as circunstâncias raras e desconhecidas, para as quais são necessárias medidas cabíveis, como coletar amostras de água em pontos distintos do rio e peixes para averiguar o problema, não se acha o prefeito, o vice prefeito, o secretário de meio ambiente, a diretora de meio ambiente, vereadores, comitê de bacia e demais instituições ambientais. Todos os órgãos e agentes competentes para tratar da questão estavam em reunião, ao que parece os funcionários vão ao trabalho, para apenas reunirem e são bem pagos para isso. Enquanto, acontecem às reuniões, passado mais de uma semana, milhares de peixes padeciam nas poluídas e contaminadas águas do Rio Itapecerica, sem que até o momento as causas do problema tenham sido apuradas.
Parece que as autoridades não leem jornais, não assistem os noticiários das TVs e não usam a Internet, ou então se fazem de alheias. Se não tiver alguém, cuja residência e telefone estão para muitos como o braço dos órgãos ambientais o problema provavelmente passaria despercebido.
Não há como buscar alternativa, mesmo que sejam medidas paliativas, para atenuar a situação. Sequer preocuparam com algo que necessitaria de pesquisar as causas para descobrir os efeitos. O mal se contagioso poderia perfeitamente atingir todas as espécies de peixes existentes no Rio Itapecerica, chegar à cadeia alimentar, primeiramente nos peixes predadores, consequentemente nos pássaros e aves que alimentam destes animais.
Se fosse um produto tóxico que comprometesse o tratamento e o abastecimento de água potável? Se o contaminante químico não pudesse ser excluído do tratamento tradicional de água e chegasse à população como uma virose, diarréia ou algo mais sério?
A Copasa não foi acionada pelas autoridades, fez as analises da água a pedido do NEA, mas quem faria as autopsiais dos peixes?
Frustração
A SUPRAM – ASF me informou quanto ao Núcleo de Emergência Ambiental (NEA), órgão ligado a FEAM, que a meu pedido, na manhã da terça-feira 25 de março, enviou o técnico de nome Sergio Zanute. In loco, apresentei ao técnico uma situação que já não era a mesma do domingo 23, mas muitos alevinos, como alguns peixes maiores ainda demonstravam os mesmos sintomas, aspectos e comportamento.
Conforme recomendado pelo NEA, coletei e acondicione as amostras de peixes para analises. O técnico do referido núcleo se comprometeu depois de ir a Copasa, passar em minha casa, pegar as amostras para análises. Para minha frustração infelizmente isso não aconteceu e no dia 2 de março por telefone ao Jornal Agora, Sergio Zanute disse apenas o obvio, que a mortandade de peixes e resultante da alta carga de esgoto lançada diariamente no rio.
Por décadas que até uma criança sabe desta realidade. O que se desejava saber é as causas e o que provocou anomalias jamais vistas nos peixes. O que causou ferimentos nos peixes, como se um tipo de acido fosse lançado no leito do rio. O que foi capaz de corroer a barriga de um peixe cascudo que geralmente fica no fundo dos rios, repousa sobre as pedras de fundo e o que atingiu gravemente outros exemplares de peixes.
Não foi por falta de tentar, procurei vários órgãos e as respostas eram semelhantes: “não temos condições para analisar ou responsável se encontra em reunião”. Apenas a Policia Militar Ambiental esteve no local no dia 23, registrou os fatos num BO, para encaminhar a Promotoria do Cidadão (Ministério Público). Como diz J. Batista: “Isso não vai dar em nada, em absolutamente nada”.
Por um engano no discar o telefone pude conversar com o secretário João Luiz de Oliveira (Pancho) que se disponibilizou fazer algo, marcar uma reunião e pelo menos discutir o problema, solicitar da Copasa realização das analises necessárias, o que também não aconteceu até a publicação deste texto.
Apoio das Universidades
Na noite do dia 27 de março em contato com a Unifenas – Universidade José do Rosário Vellano, atendendo minha solicitação, através da pesquisadora e professora Cíntia da Silva Moura em nome da universidade, se prontificou analisar gratuitamente as amostras das águas, por mim coletadas em quatro pontos distintos do rio.
Feito todo o procedimento de coleta e envio do material, no sábado 29, recebi a informação da Unifenas que apresentou a impossibilidade de realizar as análises físico-química da água, devido à falta de componentes e reagentes químicos específicos às pesquisas. Sem o procedimento químico não se pode definir e comprovar as causas do evento, tornando irresponsável e até leviano apontar uma ou mais empresas como responsáveis ou dizendo melhor como irresponsáveis.
No momento trágico evento, não encontramos o apoio dos órgãos competentes e esquecemos que a solução pode estar nas universidades. Tanto a Unifenas, a Universidade São João Del – Rei, e a Funedi UEMG se dispuseram a colaborar, disponibilizando os respectivos corpos técnicos, para a partir de este lamentável evento analisar as causas.
Exatamente como nas outras vezes, não saberemos o que realmente afetou dezenas de milhares de peixes, principalmente alevinos que não chegaram à fase adulta, o que é uma perda ambiental considerável. As chuvas entre o dia 30 de março a 2 de abril, podem ter restabelecido as condições de oxigênio das águas do Rio Itapecerica, colaborando na dissipação do que causou danos gravíssimos nos peixes. A precipitação chuvosa certamente que acabou com a possibilidade de identificar o que afetou dezenas de milhares de peixes.
Auto monitoramento comprovadamente ineficaz
Devido à falta de estrutura dos órgãos ambientais do Estado de Minas Gerais, chegou se a conclusão de que o melhor seria instituir o auto monitoramento. No momento de obterem os licenciamentos, os empresários se comprometem auto monitorar qualidade dos efluentes (venenos) que lançam nos rios e córregos. Então foi instituída a irresponsabilidade ambiental que resulta em inúmeras agressões ao meio ambiente, por que é o lobo quem vigia as ovelhas. Melhor acreditar nos duendes que esperar que empresários criem provas contra si mesmos. Além disso, não se faz contra provas.
Infelizmente não será a última vez que peixes vão morrer no Itapecerica, noutra infeliz oportunidade pode ser que as autoridades estejam mais interessadas, se envolvam de forma competente e com maior disposição para apurar com eficiência necessária, as causas do problema.
Por fim enviei ofício a Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, onde solicitei do presidente vereador Edimilson Andrade, audiência com as presenças da Copasa, Ministério Público, SUPRAM – ASF, Codema, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Políticas Urbanas, Policia Militar Ambiental, Defesa Civil, setor jurídico da prefeitura, representante do Executivo e Ambientalistas. O objetivo é o de apontar os problemas relacionados ao Rio Itapecerica, apresentar as falhas no processo de apuração dos fatos, encontrar solução e respostas para o que não pode mais ficar a espera de o esgoto ser tratado, como se despoluir o rio resolvesse todos os problemas hídricos.
Não se pode deixar um evento trágico passar em branco, os aguapés virar praga e aguardar passivamente que a solução venha de forma natural.
Além de outras providências ambientais, nos falta uma política de gestão dos recursos hídricos, que realmente prime pela proteção e conservação dos corpos d’água existentes em todo território de Divinópolis. Uma política que também contemple a disposição de recursos para emergências ambientais que necessitam de respostas rápidas via análises químicas. É necessária logística para solucionar a questão dos aguapés, dos cipós d’água e de várias outras pendências ambientais, como as mortandades de peixes.
Quanto aos empresários divinopolitanos, para a maioria acima de tudo falta responsabilidade ambiental. O que novamente aconteceu com os peixes do Rio Itapecerica é uma prova contundente de que é necessário critério, mais rigor e seriedade no liberar da certificação ISO, que algumas empresas locais tem sem merecer.
A certificação ISO, seja 9002, 1401 e 1000.000…., está sendo banalizada, por que o joio está misturado ao trigo, quando para algumas empresas certificadas falta compromisso e responsabilidade. Seja qual a certificação, a instituição que libera o ISO, não observa bem as empresas certificadas, ao que parece é um titulo que serve apenas para melhorar o marketing empresarial.
Em tempo:
Diante de uma situação de irresponsabilidade, em que centenas de milhares de criaturas indefesas sofrem agonizantes, que para as quais a melhor remédio é a certeza da morte, é que se vê o quanto (sem distinção) somos inoperantes, principalmente na condição de humanos, seres racionais e inteligentes.
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