Política estadual pode mudar correlação de forças na Câmara de Divinópolis forçando vereadores do PROS a irem para oposição

Publicado por: suporte


Em Belo Horizonte e Minas:

“A administração do PSDB se desgastou ao longo do tempo e, aos olhos do PROS, não interessa à toda a população de Minas Gerais. É um grupo que se esqueceu de fazer política social. Por isso, decidimos de forma unânime seguir um caminho diferente para Minas”, disse o deputado Ademir Camilo (Pros-MG), que preside a sigla no estado; “Será uma honra caminharmos juntos em Minas”, devolveu Pimentel.

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) anunciou durante o 1º Encontro Estadual da legenda, em Belo Horizonte, que apoiará a futura candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel (PT) ao Governo de Minas Gerais. Com isso, o palanque que vier a ser formado pelo PT em Minas ganha cerca de 50 segundos de tempo de televisão.

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No encontro, que reuniu lideranças dos dois partidos, o deputado federal Ademir Camilo, presidente regional e vice-presidente nacional do PROS, ressaltou a necessidade de oxigenar um “modelo esgotado”. O deputado disse reconhecer em Pimentel “competência e compromisso” e adiantou que o partido quer contribuir com um plano de governo que atenda a todo o Estado de Minas Gerais.

Conforme Pimentel, o PT tem uma aliança muito forte com o PROS desde sua fundação e “será uma honra caminharmos juntos em Minas”. “O partido já tem lideranças expressivas no interior do estado, tem nove prefeitos, 255 vereadores, tem deputados federais. É um partido que vem com força e energia e certamente vai contribuir muito”, disse o ex-prefeito de Belo Horizonte.

O presidente do diretório estadual do PT, deputado federal Odair Cunha, afirmou que o partido irá reforçar a construção de um novo projeto para Minas Gerais. “Esse apoio fortalece a frente democrática que queremos construir aqui no estado”, elogiou.

Em Divinópolis
Atualmente, depende muito do sabor das ondas. Mas o fato é que o prefeito Vladimir Azevedo só pode contar integralmente como sua tropa de choque com os seguintes vereadores, governistas até debaixo d´água: Rodyson do Zé Milton (PSDB), Eduardo Print Junior (SDD), Periquito Beleza (SDD), Edimar Rodrigues (PSD) Nilmar Eustáquio (PP) = ( 6 votos ) mais o presidente Rodrigo Kaboja (PSL) = (7 votos).

Um pouquinho na retaguarda, mas também governistas de carteirinha. Contudo depende do assunto, e como está o mar. Se para peixinho ou tubarão: estão os evangélicos, Marcos Vinicius (PSC), menos e Edimar Máximo, mais (PHS). = ( 2 votos ).

O vereador e médico Delano Santiago (PRTB) é uma incógnita. Tem horas que é governista, e chega a declarar que é da base do prefeito. E tem horas que vota contra o governo, mesmo sendo da base. Tem horas que faz discursos inflamados contra a administração e tem horas que é favorável. Delano pode ser o voto de minerva no plenário. Tanto para o governo quanto para a oposição. Não tem cargos de apadrinhados na prefeitura e nem pratica o fisiologismo preocupado com ruas da sua base calçada ou asfaltada. Contudo, se for reconhecido e valorizado pala administração convidado para participar das reuniões, torna-se efetivamente e de fato da base do prefeito. Caso contrário se irrita e fica na oposição. Delano será o fiel da balança = (1 voto).

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Declaradamente como oposição são os vereadores, Adair Otaviano (PMDB) e Anderson Saleme (PR) = (2 votos) – Hilton de Aguiar (PMDB) e Edimilson Andrade, são oposições mais por força partidária e não por eles + 2 votos = (4 votos).

Com o fechamento do PROS do presidente Estadual Ademir Camilo, com o PT do pré-candidato governo de Minas, Fernando Pimentel, que segundo informações, a direção do PROS não deixará que os vereadores em todos os municípios mineiros fiquem livre, leve e solto. Os vereadores Marquinhos Clementino, Careca da Água Mineral e Edimar Feliz, todos do PROS, terão que obrigatoriamente, por deliberação partidária, tornar-se oposição. = (3 votos).

Elucubrações matemática de votações em plenário

1ª simulação
A se confirmar o PROS como oposição. Para o governo ganhar nas votações dos seus projetos, ele precisará dos seus 6 votos certos (kaboja não conta, só em caso de empate) e mais 3 para ganhar direto, sem a necessidade do voto de minerva do presidente Kaboja, que também é governista. O governo não poderá perder nenhum dos 6 votos que já tem no bolso e mais os votos de Marcos Vinicius, Edimar Máximo e de “preferência” o do Delano Santiago.

Rodyson + Print Junior + Piriquito + Edimar Rodrigues + Nilmar = 6 votos – Ele vai precisar dos votos do Marcos Vinicius + Edimar Máximo para ter 8 votos e Kaboja desempatar favorável ao governo. Se a administração conseguir seduzir o vereador Delano o governo ficará com 9 votos, sem a necessidade do voto de minerva do presidente.

2ª Simulação
Se Delano não se seduzir com uma repentina e estratégica valorização dele quanto médico nas resoluções dos problemas da saúde do município. O quadro poderá ficar empatado.
Adair + Hilton + Edimilson + Anderson + Careca + Marquinhos + Edimar Felix = 7 votos da oposição + Delano = A oposição poderá ficar com 8 votos e empatar. Neste caso, o desempate será com o voto do presidente do Legislativo.

Valor do passe
Com este cenário o “passe” mais valorizado é do vereador Delano, depois o de Marcos Vinicius e Edimar Máximo.

Com a observação que tanto Marcos Vinicius quanto Edimar Máximo, são governistas e ambos têm benefícios no governo. Esta situação é uma excepcionalidade, já que os evangélicos, não só de suas igrejas, mas de outras denominações tem cobrado o posicionamento político deles.

Lembrando, só para constar, que o PR de Anderson Saleme é outro partido em vias de fechamento com o projeto do petista Fernando Pimentel.

O fato é que a situação não é nada confortável para o governo, que terá que ceder às pressões dos vereadores da base. Se não o fizer e perder um voto que seja, perde a votação dos projetos de seu interesse.

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