Rede mineira de supermercados vai construir lojas em Betim, Varginha, Piumhi e Campo Belo Valdemar Martins do Amaral, 65, quer fazer do ABC, com sede em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, uma grande empresa para prestar o melhor serviço. Esse é o sonho de todo empresário. Mas o grupo Alimentos a Baixo Preço (ABC) – com 25 supermercados ABC Divinópolis em 13 municípios – já está consolidado no mercado. “Já passei por um sequestro, o maior do Brasil, com 1.300 horas, em 1996, perdi todo o meu centro de distribuição em um incêndio em 2008. A minha missão é buscar o equilíbrio pessoal entre o ter e o ser, gerando emprego”, conta Amaral. Continua depois da publicidade Para isso, outros 500 empregos serão criados neste ano com a abertura de mais quatro lojas do ABC: Betim, Varginha, Piumhi e Campo Belo. E por que essas cidades? “Pesquisamos e são municípios em que ainda não estamos. Vamos colocar um pezinho lá dentro”, diz o executivo, sem revelar estratégias. Atualmente, a empresa tem 3.700 empregados com carteira assinada, mais os fornecedores nas lojas: são 4.000 no total. “Neste ano, vamos fechar com 4.500 empregos”, calcula. Faturamento, Amaral não divulga, mas diz que vai investir, neste ano, R$ 28 milhões para a abertura dos quatro supermercados. “Uma loja de atacarejo (uma mistura de atacado com varejo) custa R$ 7 milhões, com terreno próprio e equipamento. Fazemos financiamento pelo banco e trabalhamos com recursos próprios”, conta. Outra característica do ABC, e muito comentada no setor supermercadista, é o mix de produtos nas unidades. Ele privilegia a produção local, estratégia que até desbancou a concorrência como em Passos, no Sul de Minas, onde a rede tem duas lojas. Amaral explica que 65% dos produtos vendidos na rede ABC são comprados de produtores no Estado. “Temos cidades com 35 marcas de café. É mais difícil para trabalhar, mas dá um diferencial”, explica. Amaral diz que Minas é um Estado cheio de café e leite e todo consumidor quer comprar um produto da região dele. “Porque pode ter alguém da família dele que trabalha na empresa. Então, são produtos que ele quer que estejam na prateleira do supermercado”. No caso de Passos, Amaral diz que o ABC incomodou uma multinacional que quis colocar produtos de renome. “Lá, colocamos os produtos que o consumidor queria e foi aprovado, e o grande concorrente teve que rever o negócio dele”. Continua depois da publicidade Composição
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ECONOMIA & NEGÓCIO: Valdemar Amaral diz que ABC abrirá mais 4 (quatro) lojas em Minas

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