Até o ano passado, cinco escolas recebiam a EJA nos bairros Bela Vista, Niterói, Centro, Santa Clara e Davanuze. Mais de 600 alunos estudavam anualmente, desde a criação em 2006, nas cinco unidades. Para 2014, as inscrições foram realizadas de dezembro a 15 de janeiro e 261 pessoas se inscreveram para as cinco unidades. De acordo com o professor da EJA, Cláudio Guadalupe, era desejo da secretaria a unificação dos polos e, por isso, usou-se basicamente de números preliminares para se extinguir três polos. “É do saber de todos que trabalham com a EJA que as matriculas acontecem no final de fevereiro e início de março. Todos os anos temos uma média de 600 alunos matriculados, mas como a secretaria tem o desejo de unificação, inclusive já havia sido proposto no final de 2013, eles colocaram as matrículas em um período de pouca procura e justificaram a junção por pouca demanda”, informou Cláudio.
Os alunos matriculados não foram informados que somente as escolas Cetepe e João Severino receberão as aulas e a desistência pode ser em massa. “As escola João Severino, no bairro Davanuze, também seria cortada, mas como não há ônibus que faça o trajeto, conseguimos que ela fosse mantida. A escola do Bela Vista atendia mais de doze grandes bairros da região. Com a unificação, as pessoas poderão ficar no ônibus mais de 40 minutos para ir ou voltar do Cetepe. Para pessoas que trabalham o dia todo, é muito pesado ”, explicou Guadalupe.
De acordo com o vice-presidente do Sintram, Eduardo Parreira, a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu Artigo 4º, inciso 7 garante o acesso e a permanência do aluno na modalidade EJA – Educação de Jovens e Adultos. “Não se trata de o aluno ter boa vontade de se deslocar de casa para a escola ou não. Trata-se de assegurar um direito a este trabalhador, que é estudar, entendendo que, em função de sua condição socioeconômica, foi obrigado a abandonar os estudos de forma precoce. É apenas a correção de mais uma das inúmeras injustiças que nossa sociedade impõe a quem produz a riqueza em nossa sociedade e, para tanto, foi obrigado a abandonar seus projetos e seus estudos.
Quando é de interesse de quem detém o poder, a lei é aplicada. Quando não lhes convém, ele simplesmente é ignorada”, informou.
Demanda
O IBGE de 2010 em Divinópolis apontou que mais de um terço da população, ou seja, 60 mil divinopolitanos, não têm o ensino fundamental.
FONTE: MATÉRIA SINTRAM
![]() Reunião realizada no Sintram entre educadores para definição de mobilização dos estudantes da EJA. |







