Cherie Mourão (trecho do discurso proferido na audiência pública do dia 19/11/13): “O que acontece com os servidores? Por qualquer razão que exista para que ele não vá trabalhar ele apresenta um atestado, ou apresenta um atestado depois. Isto acontece, inclusive, aqui na Upa Central, que tem que funcionar 24 horas, com plantonistas instalados, tanto na área médica, na área de enfermagem, como nas demais áreas. Simplesmente os plantonistas não aparecem: “depois eu mando o atestado”. Um plantão não pode esperar. Um plantão de 24 horas não espera e esta dificuldade nós passamos com a nossa rede de atenção primária, atenção secundária e na Upa. Agora você imagina uma abstenção deste nível num ambiente de complexidade hospitalar. Não tem outra forma de enfrentar isto a não ser através de outras regras legais de relacionar com o trabalhador. Não quero generalizar, pois sou servidora pública há décadas e me orgulho muito disto. Sei que existem honrosas exceções. Mas, em se pensando na complexidade de um hospital, no porte que ele vai representar para a cidade, isto seria absolutamente inadiministrável.”
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Rodyson: o presidente do legislativo municipal expressou opinião idêntica a de Cherie Mourão. Porém, como ela não representa o conjunto dos vereadores, optamos por não divulgá-la.
Gigante, diretor do Sintram e servidor de carreira da prefeitura, presente à mesma audiência, discordou do argumento de Rodyson e Cherie: “Não quero acobertar má conduta de ninguém, mas sei que os desvios são muito maiores nos inúmeros contratados por indicação política desta administração e estes sequer foram mencionados. Todos se lembram das graves denúncias envolvendo o chefe de governo, Antônio Faraco, citando apenas um caso emblemático. Penso que o exemplo vem de cima e sugiro que os atuais gestores façam uma reflexão: será que eles têm autoridade moral para questionar os servidores? E o que é pior, a administração atual encheu a prefeitura de cabos eleitorais que, mesmo sem a devida aptidão para o cargo se tornaram chefes, tomando o lugar dos servidores de carreira. Se é permitido ao temporário agir como bem entende, como cobrar rigor daquele que se submeteu a um difícil concurso público e é, na verdade, quem faz a prefeitura andar. Na hora que os atuais gestores entenderem esta lógica, por certo começarão a resolver um problema que eles mesmos criaram.”
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