Os deputados estaduais Rogério Correia e Pompílio Canavez se reuniram com o presidente da Cemig, Djalma Morais, para levar as reivindicações dos trabalhadores e tentar agendar uma reunião de negociação. Morais se recusou a receber os trabalhadores e insistiu na proposta já rejeitada pelos eletricitários e repudiada pelo Sindieletro de contratação dos concursados para trabalhar nas empreiteiras da Cemig.
Histórico da Cemig S
A Cemig Serviços foi criada em 2008 e chegou a ter mais de 200 eletricitários, contratados para a leitura e entrega de contas de energia aos consumidores. Em 2013 a subsidiária foi fechada e a Cemig demitiu todos os trabalhadores.
Quando candidato, o governador Antônio Anastasia prometeu criar empregos de qualidade em Minas Gerais e os trabalhadores cobram este compromisso de campanha. Na Cemig Serviços os eletricitários tiveram, ao longo de quatro anos, empregos diferenciados dos da Cemig Distribuição. Apesar das diversas tentativas de negociação, a Cemig nunca se mostrou de fato aberta ao diálogo. Os trabalhadores da Cemig S recebiam salários inferiores aos praticados na Distribuição e Geração, não tinham plano de saúde, Forluz (previdência privada) e outros benefícios. Além disso, as condições de trabalho eram péssimas.
Além da mobilização para conseguir a transferência para a Cemig Distribuição, os eletricitários da Cemig Serviços também buscam seus direitos na Justiça do Trabalho. O Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em depoimentos, denúncias e reivindicações dos trabalhadores que atuaram no Grupo Cemig, apresentou ação civil pública à Justiça do Trabalho. O MPT pede que os demitidos sejam reaproveitados na Cemig Distribuição, com a mesma alegação: eles fizeram concurso público, obtiveram o direito de trabalhar na Cemig e como manda a Constituição, trabalhadores da administração direta e indireta não podem ser demitidos arbitrariamente.
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