O HOJE – GOIÂNIA: “Materno-Infantil tem prédio de 50 anos” (Ex-frei do HSJD é o gestor do hospital)

Publicado por: suporte


O Hospital é Centro de referência da saúde pediátrica em Goiânia, o Hospital Materno-Infantil (HMI) teve a estrutura criticada pela presidente do SindSaúde, Maria de Fátima Veloso. Em defesa da gestão, o diretor-geral do HMI, Ronan Pereira Lima, acusa a idade do prédio como fator agravador da infraestrutura do ambiente hospitalar. “É um edifício cinquentenário, com deficiências importantes, mas já fizemos projeto de revitalização de parte do prédio e estamos aguardando autorização”, pontuou.

Piso quebrado, portas danificadas, janelas e móveis estragados são alguns dos problemas da unidade. A reforma, entretanto, prevê ainda a reestruturação da unidade e da recepção, com móveis novos, construção de banheiros para portadores de necessidades especiais e a modificação da estrutura da fachada. “Vamos ainda melhorar a Unidade de Pronto Atendimento Pediátrico, o Centro de Terapia Intensiva (CTI) Neo Natal e dobrar para 20 o número de leitos da CTI”, afirma o diretor.

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Apesar disso, Ronan reconhece o momento difícil dizendo que uma história de 50 anos não pode ser mudada rapidamente. “Os recursos são limitados, mas fazemos o possível para trocar os equipamentos constantemente”. Segundo o diretor-geral do HMI, foram compradas ultimamente uma nova autoclave (esterilizador de instrumentos) e um carrinho de anestesia.

Na atual estrutura, o HMI possui 180 leitos e atende em torno de 1,5 mil pacientes ambulatoriais por mês. A unidade emprega 150 médicos de várias especialidades.

Secretário Municipal de Saúde (SMS), Fernando Machado afirma concordar com os funcionários sobre a precariedade de alguns prédios, como o do Cais do Bairro Goiás, que, segundo ele, deverá receber reforma completa no próximo mês. Entretanto, ele apresenta nova discordância sobre a falta de insumos (medicamentos, algodão, seringa, por exemplo) e materiais apontados pelos funcionários do sistema. “De uma lista de 2,2 mil itens, alguns podem faltar, mas isso pode ser causado tanto pela produção da indústria como pela pouca celeridade da lei vigente do ponto de vista de aquisições”, justifica.

Representantes do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás e do SindSaúde apontaram ao HOJE a escassez de itens como luvas e medicamentos. Em defesa, Fernando Machado diz que luvas, tesouras e agulhas não estão em falta. “Quem afirma isso está mal informado”, alega.

Apesar de defender a gestão, o secretário se diz consciente de que a situação da Saúde poderia estar melhor, mas critica o posicionamento da mídia ao informar apenas os números ruins. “Temos superlotação das urgências, é fato, mas esse é o único indicativo que os jornais mostram”. Segundo ele, desde 2008, o número de atendimentos realizados pelo SUS, de vacinações a cirurgias, no município triplicou, passando de 500 mil para 1,5 milhão.

Mortalidade infantil em queda
Para ilustrar, o secretário informa que a taxa de mortalidade infantil, em Goiânia, está abaixo da média nacional. A capital apresenta 13,1 mortes a cada mil crianças, contra 16 falecimentos a cada mil infantes apresentados na média nacional. “A expectativa é que o ano de 2013 seja fechado com um índice menor, em torno 10 mortes a cada mil pessoas”, número inferior à meta de 2012, de 12, 43 a cada mil pequenos habitantes.

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A atuação do Projeto Nascer Cidadão seria responsável por grande parte desses resultados, afirma Machado. “Com ele, estamos dando um grande passo para a catalisação de uma mudança estrutural no atendimento da SMS, o que propicia uma acentuada diminuição nas mortalidades materna e infantil, que é nosso objetivo maior”. O projeto nasceu em 1999 instituído pela secretaria municipal em parceria com o Sistema Único de Saúde.

Ronan foi ex-superintendente do Hospital São João de Deus em Divinópolis

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