Que a Abril, capitaneada pela Revista Veja há muito deixou de ser apenas uma revista e tornou-se um partido de extrema direita, isto não é mais novidade. Que a Veja com seus artigos, claro, opinativos contra tudo que estiver à esquerda e favorável a tudo que estiver à direita, também não é novidade. Tanto é que ela faz parte, e é um dos carros-chefe do que o jornalista Paulo Henrique Amorim classificou de Partido da Imprensa Golpista (PiG).
No artigo de Veja principal da edição da revista, sim artigo, pois aquilo nunca foi e não será uma matéria, é apenas uma ilação opinativa, em alguns trechos sem consistência nenhuma, partido apenas de uma opinião e elucubração da autoria do artigo Thais Oyama que teve como ponto de partida o livro do escritor “abrilino”, totalmente “isento”, já que ele é repórter de política da própria Revista Veja, com passagem anterior pela Folha de São Paulo, Otavio Cabral que disse ter analisado exatamente 15 mil (ele contou e a conta deu redondinho 15 mil) documentos muitos inéditos e entrevistou 63 pessoas para escreve a biografia não autorizada “DIRCEU” .
Na capa a Veja colocou um Dirceu com cara de um demoniozinho do mal, retirando uma máscara com o título “A VERDADE SOBRE JOSÉ DIRCEU”, e diz que ele seqüestrou, teve múltiplas identidades, e até mesmo chantageou Lula.
Vamos nos ater inicialmente quando o biógrafo fala sobre a suposta chantagem de José Dirceu sobre Lula.O texto está escrito exatamente assim: “… a conversa, sem testemunhas, foi tensa…”. Quem teria contado o teor da ameaça e a chantagem para o escritor? Será que foi Lula ou o próprio Dirceu. Estranho não. Pura elucubração do biógrafo.
A história que o biógrafo contou e a jornalista reproduziu chega às raias de implicância pueril ao dizer em determinado trecho que Dirceu em sua fase de adolescente foi um cruel torturador de gatos.
Depois entra na vida particular de Zé Dirceu, falando dos seus romances, casamentos, separações.
O interessante e que na capa em que a Revista retratou o senador Aécio Neves como um grande herói, suas mazelas conhecidas de quase todos os mineiros, principalmente os mineiros da região centro-oeste que residem na própria cidade de Claudio e São João Del Rei, os em cidades limítrofes , não foi falado nada. Dos seus casamentos, e descasamentos, do que ele gosta de praticar nas horas vagas, os seus hobbies, os seus vícios, afinal cada um tem os seus vícios os seus muros baixos. Um gosta de cigarro de palha outro de cigarro industrializado, um gosta de tomar uma branquinha, afinal ninguém é de ferro e nas horas vagas, quase tudo é permitido, afinal homens públicos, no privado são normais iguais a quaisquer outros. Será que para alguns fatos virem à tona será necessário um biografo, também não autorizado escreva um título “AÉCIO NEVES”.
A matéria faz um estardalhaço sobre as meninas de programa da cafetina Jeany Mary Corner que Silvio Pereira teria arrumado umas 15 para animar uma festa de aniversário de Dirceu, mas que ele não compareceu e ainda deu uma bronca no companheiro de partido. Ele (Zé) teria dito: “Sacanagem a gente faz sozinho ou num grupo pequeno. Vocês estão deslugabrods demais com o poder, vão acabar se f….” Que afinal contou isto para o biográfo, o próprio Silvio Pereira, exatamente com tais palavras. Pega leva na mentirá né!.
Em Brasília não existe apenas uma Jeany Mari Corner existem dezenas de cafetinas, centenas de garotas de programas e muitos políticos, leia-se deputados, entre outros graduados da administração publicas, e os lobistas que pagam mulheres para agradar, ajudar a seduzir os “seu parceiros de negócios” . Contar isto como se fosse uma coisa do outro mundo é pura ação tendenciosa. O editor mesmo deste site, no dia 17 de abril, quando esteve em Brasília à convite, viu perambulando pelos corredores do Congresso, várias “periquetes”.
O livro, assim como a matéria baseado nos escritos do biógrafo é cheia de inconsistência inverossímil, fatos que não se amarram. Como é uma biografia não autorizada o “escritor” tira uns fatos da imaginação. E que escrevinhador r mais suspeito: Repórter da Veja. Dá para acreditar?
O objetivo da Revista que não mudou um milímetro sua linha editorial sensacionalista com a morte de Roberto filho do fundador da Abril Vitor. E sinaliza que os Civita continuarão na mesma linha. Totalmente anti esquerda mesmo com uma grande fatia publicitária vindo republicanamente desta mesma esquerda.
Leiam o artigo, pois isto não é uma matéria e tirem suas conclusões
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