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Maria Tereza Lara, deputada estadual, que presidiu a Audiência Pública sobre o Bullying realizada na Câmara de Divinópolis, disse ao Divinews “É extremamente importante porque estamos em um momento que existe muita violência e o Bullying é um tipo de violência, então para construir uma cultura da paz, para trazer qualidade de educação é importantíssimo nós trabalharmos contra o Bullying. Para isso nós temos que esclarecer o que o Bullying e quais são suas conseqüências – Nós sabemos que o Bullying leva muitos prejuízos aos jovens, podendo levá-lo inclusive à depressão. O jovem ficam com baixa auto estima. Pode não se sair bem em sua profissão diante da força da palavra negativa que é o Bullying. Precisamos trabalhar mais a qualidade da educação e que a gente possa acabar com qualquer tipo de preconceito, de violência e o
A analista educacional da SRE Ana Paula de Oliveira explicou que foi aplicado um questionário em 134 escolas estaduais e foi constatado que o bullying é a 2ª maior causa da violência dentro das escolas.
Ariane Garrocho de Faria, professora da Fundação Educacional de Divinópolis (Funedi/Uemg) disse que crianças com doenças crônicas, principalmente as que são acometidas de asma e diabetes, são três vezes mais sujeitas a serem vítimas de bullying. De acordo com Ariane, essas enfermidades demandam uso de equipamentos especiais para tratamento e, muitas vezes, esses instrumentos são tomados das crianças.
Carlos José Fortes, promotor da Infância e Juventude em Divinópolis disse que alguns atos de bullying podem ser tipificados como crime. Case afirmou ainda que a característica do agressor é que ele é um covarde que também precisa de ajudar, pois geralmente é produto de um lar desequilibrado. Ele explicou ainda que a família da vitima de bullying pode entrar com um processo contra o agressor e se esse for menor o processo pode ser contra os pais ou ainda contra a escola.
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Já o deputado estadual Fabiano Tolentino disse achar importante a atuação da Assembléia Legislativa de Minas (ALMG) ao sair pelo Estado para debater um importante tema como é o bullying, que, quando a criança é vitima na infância e na adolescência pode causar um grande transtorno.
Fabiano diz que o bullying também é praticado e existem vitimas na idade adulta, no trabalho, no ambiente profissional. Contudo, em sua análise é mais danoso para as crianças que ainda estão desenvolvendo suas personalidades.
O deputado estadual diz que é preciso ter cuidado com as palavras que são proferidas, pois elas não voltam. “Pensem bem antes fazer críticas pejorativas, de criarem apelidos” finalizou Fabiano Tolentino.
O deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) relatou uma situação em que ele sofreu com agressões de um professor. Segundo o seu relato, o professor o chamou de “fracassado” e essa ofensa o fez repetir de ano. “Eu, com 12 anos de idade, estava sendo displicente na escola e logo no primeiro mês de aula da 5ª série, um professor, ao me entregar o resultado de uma prova de matemática, fez a seguinte observação para toda a turma: ‘esse aqui é um fracassado’. A partir daí, não voltei mais a essa aula e perdi o ano. Um aluno que se sente humilhado pode ter a trajetória de vida destruída”, relatou.
Maria Tereza Lara (PT) que presidiu a Audiência Pública sobre o tema e o deputado Fabiano Tolentino (PSD) reforçaram o quanto o bullying pode marcar a trajetória das vítimas e como uma fala pode ferir. “Temos que ter cuidado com a questão do bullying porque isso pode virar um estigma na vida de uma pessoa”, afirmou Tolentino.
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O vereador que solicitou a Audiência Pública, Edimilson Andrade, lembrou do caso do massacre ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro, no bairro do Realengo em que o serial killer, um jovem assassino foi vitima de bullying e deu no que deu ele matou várias crianças.
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