Continua depois da publicidade
Movimentam-se as cadeiras
Os comentários davam conta de que o Coronel Paulo Adriano Cunha tinha se despedido da Prefeitura (Seplag) na base da “gata parida”. Segundo ele a verdadeira pressão não veio do prefeito e nem de Antônio Faraco, pelos quais garante, nutre o respeito devido.
A gota d´água, continuou ele, foi a falta de autonomia, já que o poder fica restrito ao trio, Prefeito, Faraco e Pancho (nesta ordem) o que retirava-lhe a autoridade perante o funcionalismo pagão, aquele que não gosta de trabalhar, mas adora receber privilégios.
Excesso de gratificações, horas extras indevidas, desmobilizações convenientes, ausência de regras contratuais, falta de critérios para licitações, desvios de condutas, de funções, e mais um emaranhado de irregularidades que ele sonhava combater, foram os verdadeiros motivos de seu pedido de demissão.
Segundo o militar aposentado Paulo Adriano, ele vinha sendo chamado jocosamente de “Coronel” por funcionários diretamente atingidos por seus métodos disciplinares e que queriam vê-lo pelas costas, diante de sua intransigência na implantação da moralidade – a esse respeito fez questão de pontuar que tem orgulho de sua condição na hierarquia militar obtida através de seus esforços individuais.
O movimento dos garimpeiros do dinheiro público foi que conseguiu demovê-lo (por enquanto) da idéia de disciplinar o serviço público municipal, com regras rígidas exigindo que cada um cumpra a sua função. Ou seja, que cada um faça um pequeno esforço para simplesmente trabalhar e cumprir com suas obrigações.
Continua depois da publicidade
(comentário do colunista: a turma lá não gosta de assinar ponto, ainda mais o eletrônico! E na Câmara é a mesma coisa. Tudo com a conveniência dos chefes. Eles querem votos e ponto final. A cidade é que se dane!)
As críticas reservadas aos companheiros esparramados pelas várias secretarias se resumem em que a maioria atende à condição política antes das razões técnicas e administrativas. “Razão pela qual pouca coisa funciona na prefeitura” – disse o ex-Secretário de Planejamento.
Paulo Adriano confessou sonhar com uma cidade na qual os antigos vícios sejam extirpados, a cultura retrógrada extinta, e um novo município ressurja trazendo um futuro mais promissor. Não descartou uma investida na vida partidária, onde através do voto consciente pudesse ajudar na reestruturação administrativa do município. “Do jeito que está não chegaremos a lugar algum”. O sistema é cruel e pesado. Quem está dentro não sai e quem está fora não tem condições de entrar” assegurou finalizando a entrevista.
O adeus ao Canoa
Morreu o conhecido Cléber Canoa. Amigo de sempre e de todas as horas, Canoa foi um Samaritano que viveu para confortar os doentes, aos quais doava medicamentos, arranjava-lhes consultas e internamentos. Diabético e hipertenso, mas muito bem humorado, não resistiu aos últimos ataques de um Acidente Vascular Encefálico.
Foi enterrado nesta segunda-feira no Cemitério do Bom Pastor.
Carta do Leitor – Bolsa Família
Os tumultos gerados pelo boato da suspensão dos pagamentos do bolsa família deveriam servir de alerta ao governo federal para o exagerado número de pessoas dependentes desse auxílio. A proposta da bolsa-família é auxiliar as pessoas em situação de extrema pobreza, entretanto, ao consultar as listas de beneficiários – disponível na internet – é comum encontrar pessoas aptas ao trabalho, com um padrão de vida satisfatório. Ressalto que programa tem um custo mínimo ao governo, entretanto gera escassez de mão-de-obra, sendo uma forma populista e desleal de perpetuação no poder político.
Daniel Marques – Dionísio/MG
Poluição, FCA, Judiciário
Por dezenas de vezes a Ferrovia Centro Atlântica foi denunciada por lançamento ilegal de óleo diesel no leito do rio Itapecerica. Essa prática somente foi abandonada em 2011.
Uma dessas ocorrências gerou processo no Fórum em 2003, mas as partes somente foram ouvidas seis anos depois, em 2009. Nos dois anos seguintes o denunciante, Jairo Gomes compareceu ao Fórum e nessas ocasiões foi informado de que o processo continuava em trâmite.
Mas a surpresa veio em 2013, quando ao procurar mais uma vez o Judiciário, o ambientalista tomou conhecimento da extinção da punibilidade. Os motivos? Prescrição gerada pela falta de tempo para julgar a questão. A medida foi determinada pelo juiz Dalton Soares Negrão.
O ambientalista Jairo Viana pôde então conhecer a frieza dos andamentos processuais, considerando ter feito papel de palhaço, levado pela notícia que acabou por inocentar e beneficiar o infrator.
Indignado, Jairo Viana lamentou o fato de que os crimes contra a natureza deixem de receber o mesmo tratamento urgente de outros processos. Disse ainda ser necessário a criação da Vara do Meio Ambiente, para que os crimes, a exemplo dos cometidos pela FCA, não fiquem impunes.
Sustentabilidade
O Hospital São João de Deus é um patrimônio de Divinópolis. Quando ele é afetado, saímos todos perdendo. Porque definitivamente não há um só habitante da região que não tenha dependido do HSJD.
Na marcha de sua reestruturação econômica, um grupo de 100 empresários está se multiplicando para o objetivo de recuperar o antigo prestígio da entidade e provê-lo de sustentabilidade.
O grupo é liderado por um Conselho Gestor, composto por Ronan Eustáquio da Silva, José Alonso Dias, Alair Rodrigues, Dr. Expedito Lucas e Leides Nogueira. Nos próximos dias as lideranças prometem uma entrevista coletiva para levar a público a informação dos passos percorridos até agora pelo Conselho.
Claro que esse movimento conta com a simpatia de todos os habitantes de Divinópolis e região. O São João de Deus é do tamanho desta cidade.
Por Itamar de Oliveira – Radio City





