Provável diálogo por telefone dá indícios de conivências e cumplicidades escusas entre os poderes Legislativo e Executivo de Divinópolis

Publicado por: suporte

Este provável diálogo, permeado em suas entrelinhas por fortes indícios de corrupção, teria acontecido entre o vereador Hilton de Aguiar (PMDB) e João Luis de Oliveira, conhecido como Pancho, secretário especial de governo, que ao lado do assessor de governo, Antonio Faraco, formam a dupla de orientação estratégica/política do prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo.

O teor da conversa entre os dois foi denunciado através de um folhetinho impresso, distribuído com o nome de “Bururu Bururu”, de autoria de Itamar de Oliveira, jornalista, proprietário do Pinga Fogo, ex-editorialista do Jornal Agora e também ex-parceiro do governo, como um pequeno empreiteiro de calçamento de ruas, que teve encerrada sua curta relação comercial com os tucanos, por ter sido considerado “um estranho no ninho”.

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Há alguns dias, João, sócio de Itamar de Oliveira, relatou ao editor do Divinews, a conversa que teria existido entre o vereador e o Pancho. E, que era intenção deles reproduzi-la no panfletinho. A conversa, segundo João, existiu em conseqüência de um pedido de ajuda, para que o vereador Hilton Aguiar, interferisse junto à prefeitura nas dificuldades que eles estavam tendo para atuar calçando as ruas indicadas pelo próprio vereador.

O vereador, segundo João (Itamar), ao receber a reclamação, na hora, em um ímpeto, pegou o telefone e na frente deles, ligou para João Luiz de Oliveira (Pancho), colocando o aparelho telefônico no “viva voz” para que a resposta do assessor fosse ouvida.

O editor do Divinews, nesta sábado (14), por volta das 18 horas, entrou em contato com o vereador relatando o teor do panfleto e pedindo a confirmação do diálogo. Hilton, a principio não entendeu direito a pergunta e começou a falar assuntos da época da CPI, dizendo que mesmo como presidente não tomava decisões sozinho e que tudo que ia fazer colocava em votação. E, que João e Itamar querem é tumultuar. “Se eles estão querendo prejudicar o Simonides, eles não vão me usar não”, afirmou.

Depois de muito explicar, o vereador entendeu que o questionamento não era sobre a CPI em si, mas sobre o diálogo dele com Pancho. Ele confirmou que o que houve foi uma conversa sobre as ruas Bayssur, Califórnia e Nigéria com João e Itamar. Mas, negou a sua conversa ao telefone com Pancho.

Quando perguntado pelo editor do Divinews se ele tinha o número do celular do Pancho, Hilton afirmou que não tinha, e que quando quer falar com ele (Pancho), é a sua secretária do gabinete, quem liga para ele, então o número do telefone estaria na Câmara, em seu gabinete.

Se realmente houve o telefonema e a cobrança em forma de ameaça, de um vereador para um secretário de governo, fica claro que houve ingerência e manipulação do governo para que alguns membros da CPI a encerrassem sem que nenhuma responsabilidade e culpa fosse imputada aos acusados pelo denunciante Itamar de Oliveira, livrando desta forma o governo de qualquer constrangimento.

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A resposta de João Luis de Oliveira (Pancho) no suposto diálogo, pedindo calma ao vereador e dizendo que vai ver o que pode fazer, e ainda que o “caso” será resolvido, é sintomático, diante da ameaça do vereador, que possa existir corrupção. Pois se não existisse o acordo para encerrar a CPI, a resposta de Pancho a resposta não seria a que ele deu e sim outra, de total indignação diante da ameaça do vereador.

O fato é que, era, e é esperado a negativa da inexistência deste diálogo, como já fez Hilton Aguiar e provavelmente o fará Pancho.

Somente a justiça, através do Ministério Público poderá sanar a dúvida da existência ou não deste importante telefonema entre o vereador Hilton Aguiar (PMDB) e o secretário especial de governo, João Luis de Oliveira, o Pancho.

 

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