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Os ciclos do mal
No contexto federal o PT opera no sentido de permanecer por um mínimo de 20 anos no poder. Se nada acontecer em contrário vai atingir os 24. Se reelege Dilma Rousseff, já serão 16. Isto seria a recondução de Lula logo em seguida. Com seu inegável carisma e distribuição de bolsas, Lula conquistaria facilmente mais dois períodos. Depois, restará ao PT fechar o livro da história, abrindo o organismo para futura dissecação.
Tem sido assim. Os militares quiseram se perpetuar. Permaneceram por exatos 21 anos; com FHC os tucanos pretendiam fazer o mesmo, mas foram apeados por Lula. No momento o PSDB acena com o boneco Aécio, produto de um Brasil mal-resolvido, na tentativa de reiniciar o ciclo.
A política divinopolitana fecha-se num quadro diferente, mas com os mesmos objetivos. Sustentada a partir de oligarquias, ela almeja os mesmos 20 anos. Sem sustentação popular, procura agregar-se de dentro da elite, pela compra de lideranças e dos meios de comunicação, inflando a máquina pública e malversando receitas. Ambos, PT (em âmbito federal) e PSDB, (estadual e municipal) valem-se da mídia para infundir sensações de bem-estar coletivo, mas sem compromissos com a objetividade. O ciclo do mal é programado para 20 anos, porque a partir daí vem a imobilidade natural. Fosse por eles, o poder estender-se-ia pela eternidade.
Trabalhadores domésticos
Com o advento da internet os parlamentos de todos os níveis copiam uns aos outros. Pode ser bom ou pode ser ruim. Os aspectos mais negativos estão ligados às leis aprovadas pelos congressistas, empurradas goela abaixo da população, como por exemplo, a dos trabalhadores domésticos. Com os novos encargos trabalhistas, as demissões estão acontecendo em massa. Soterrados por impostos cada vez mais intensos, os brasileiros não suportam a carga gerada pela manutenção de trabalhadores e trabalhadoras domésticos, tornando a lei um presente de grego.
Mais uma vez o Estado interfere nas relações entre patrões e empregados, sem dar a contrapartida que seria o oferecimento de creches para os filhos dos trabalhadores, educação, transporte e saúde, que contribuiriam para melhor interação entre todas as partes.
Em todo caso, houvesse a ação do governo, a profissão das empregadas domésticas, com o tempo seria extinta. Países desenvolvidos há muito tempo não comportam mais esse tipo de prestação de serviços. No máximo, contratam diaristas. A empregada doméstica, do tipo mucama, é herança da escravidão. Por sua vez, o contribuinte, ou contratador, espera apenas pelo dia da “derrama”.
Oposição barulhenta
A oposição é barulhenta. Tem de ser barulhenta. No que diz respeito às oposições populares, mais ainda. Porque há dois tipos delas: aquela produzida em níveis parlamentares, portanto com recursos do contribuinte, e a feita a partir do idealismo, muito mais difícil de ser sustentada. Os recursos são mínimos, vez que o capitalismo não investe em oposições – o capitalismo estará sempre do lado do poder.
Em 2012 este colunista advertia os insurgentes da Frente Popular sobre a ineficácia de apoiar parlamentares de oposição detentores de mandato. Dizia-lhes que eram oposicionistas enquanto pudessem se valer da infraestrutura de seus gabinetes.
Não deu outra. A partir do dia 2 de janeiro deste ano nunca mais se ouviu falar em Edson Sousa ou Heloísa Cerri, que se posicionavam como os condottières da nova revolução. Hoje se sabe que as inquietações populares não partem dos congressos, senão, que das ruas. E de preferência com muito barulho.
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Acenos improváveis
O deputado Domingos Sávio é considerado um político de estilo refinado, talvez o maior orador da política de Divinópolis em todos os tempos. Inteligente, vivaz, obstinado, incansável, algumas das vezes dispersivo, vem carreando sim, alguns benefícios para Divinópolis. Está mais além de seus congêneres locais.
Cumpre dizer que no momento acompanha uma agenda de oposição ao governo federal, papel do seu partido no processo de defenestrar Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. Assim, com absoluto empenho, vem exercendo seu mandato na Câmara Federal.
Mas é aproximar-se novo período eleitoral e lá vem o deputado Domingos Sávio Campos com mais um de seus acenos incertos. Trouxe agora à cidade o vice-governador prometendo duplicação para a MG-050. O nobre deputado sabe que este é assunto velho, dissecado, e que não haverá duplicação em tempo algum.
O projetista da “duplicação” da MG-050 mora exatamente do outro lado da rua onde fica o seu escritório político do Costa Rangel. E esse projetista nos garante que nos planos da Nascentes das Gerais está a duplicação de alguns pequenos trechos e terceiras faixas em locais de afunilamentos perigosos; nunca a duplicação total.
Para que a gente continue acreditando no deputado, não seria melhor que ele fizesse cumprir a promessa de Antônio Anastásia de asfaltar as estradas faltantes? Como por exemplo, a que vai do Karrão a Igaratinga, nos poupando do pedágio Aécio Neves em Itaúna? Fica aí a sugestão.
Novidade
Falar em Nascentes das Gerais, toda vez que atravessamos a ponte da MG-050 sobe o rio Pará, nos vem à mente o célebre boletim de campanha da reeleição de Vladimir, “45 motivos para dizer sim” onde ele garantia que dentre as conquistas do seu primeiro mandato estava a construção daquela obra. No contra-boletim “45 motivos para dizer não”, dissemos que aquilo era uma novidade, porque a gente pensava que a ponte estava sendo construída com os recursos da Nascentes, dinheiro arrecadado de todos nós através de pedágios. No tal boletim, mais de 90% era tudo balela. Como a inauguração da UPA da Ponte Funda que até hoje está inacabada e com o mato tomando conta.
Dudu
Na última quarta-feira recebemos a visita de Dudu, filho do Euler (Carneirinho) e da Fatinha, passando merecidas férias em Divinópolis, depois de estafante trabalho de cobertura da seleção brasileira na Suíça e Londres, com direito a escala em Néviorque. Dudu começou sua carreira cobrindo o Guarani para o jornal Super, de BH, na ocasião em que era presidente do Bugre, o seu tio, José Maria Carioca. Depois de transferir-se para a capital não demorou muito para ganhar o Rio de Janeiro e o mundo. Estamos eufóricos de ver o Dudu em plena ascensão profissional.
Como funciona o parlamento
De início a maioria se fecha com o prefeito da vez. Em seguida começam a acontecer as dissensões, diante da demora ou recusa em atender os pedidos marotos. Geralmente são cargos para os acólitos ou obras em suas bases eleitorais. No segundo e terceiro anos já alguns bandeiam de vez para as oposições. No ano eleitoral é garantido: cada um pra si e Deus para todos, na ânsia de garantir o naco.
O badalado da hora é o secretário de obras Simonides Quadros, estrategicamente plantado ali para garantir sua eleição a vereador, cargo que jamais conquistou, por ser um elemento anti-popular.
Mas no momento alguns vereadores tecem os maiores elogios a esse emérito manipulador de pedras para calçamento, visto que precisam de seus (nossos) tratores para agradar as clientelas. Mas não se avexem não, ano eleitoral é ano eleitoral.
O que eles disseram:
“Se eu beijo, não penetro, se eu penetro, não beijo!”
Fofão (ex-gordo)
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