Repentinamente, depois que os tais “xiitas radicais” a ocuparam para protestar e coletar assinaturas para tentar “impitimar” o prefeito da cidade. Em regime de urgência a demolição da Praça no quarteirão fechado virou prioridade número um das autoridades municipais – Segundo um “determinado” jornal, na reunião que ocorreu na Câmara de Divinópolis na última sexta-feira (26) entre o presidente da Câmara, Rodyson do Zé Milton e a sociedade civil organizada, leia-se representante do CDL, presidente da Acasp, membros da Frente Popular (muito a contra-gosto do presidente da Câmara) e as forças de segurança como o comandante do 23º BPM, mais uns poucos moradores vizinhos da Praça, um dos moradores teria afirmado: “Não tem como dormir por causa da cantoria. Meu tio levanta cedo, começa a andar pela casa, meu marido fica estressado e isso interfere no tratamento. Precisamos de uma solução – disse, afirmando ser favorável a abertura total da rua”.
Outro morador teria relatado que além do barulho outros problemas são a prostituição e os canteiros que se tornaram esconderijo para as drogas.
Até que finalmente, entram no cerne da questão do sofá traidor: “Já que é um bem público que ele seja utilizado igualmente por todos. Mas o que percebemos é que alguns usufruem de forma PREJUDICIAL. A MANIFESTAÇÃO POPULAR CRAVADA NO ESPAÇO HÁ QUASE UM MÊS. ELA É LEGITIMA, MAS ATRAPALHA OS MORADORES…” teria relatado Geraldo, o incomodado vizinho dos “barulhentos xiitas”
*Atemporal, pois se a administração pública não tem dinheiro sequer para manter o Pronto Socorro sem faltar remédios básicos entre outras necessides. E ter encerrado as atividades de vários centros de apoio sociais, deixando crianças, jovens e idosos ao relento. Além de não ter concedido um níquel do aumento pretendido pelos servidores municipais, como então tem recursos para uma obra que não é tão urgente assim? Mais outras dezenas de mazelas, como mato, buraco e dengue para todos os lados da cidade. Fazer uma rua semelhante à Rua Halfeld em Juiz de Fora, se não consegue resolver sequer o problema da Rua Caratinga, o Buracão da Paraná. È ou não uma obra atemporal, um contra-senso. Uma obra surreal diante de tantas outras necessidades básicas da cidade?
É melhor não jogar fora o sofá. Se a cidade e os cidadãos se sentissem amados, eles não teriam traído.
Deixe a Praça quieta no lugar e que o governo reformule o conceito de amor. E jamais será traído.
![]() O SOFÁ TRAIDOR |







