Vereador em pronunciamento meio inflamado e meio confuso diz que Divinópolis recebeu meia universidade e que a cidade tem habito de fazer meias coisas

Publicado por: suporte


Como o médico goiano afirmou que Divinópolis tem o habito de fazer as coisas pelas metades. Faz um meio isso, um meio aquilo. Resolvemos transcrever literalmente o pronunciamento do vereador para que o leitor tenha um melhor entendimento do significado literal da palavra “meio”, que não é inteiro, que não é conectado.

“Eu tenho um fato importante a comunicar, nem vai ser preciso que eu vá a prefeitura, eu fiz isto mais cedo, como membro da Comissão de Saúde, hoje ela é composta por mim, Adilson Quadros e Nilmar Eustaquio”

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“A formação médica se torna importantíssima, por que é um fato de extrema importância para manutenção da vida. A gente tem aqui hoje no plenário Maria Cândida que é mãe e neta de médico e sabe na carne, como eu, o que foi a formação de filha, de neta e chegar a onde chegaram com dificuldade. Não apenas financeira, por que a gente nem fala na parte financeira, mas na parte psíquica que é parte mais importante da formação médica”.

“Instalar uma Universidade Federal em Divinópolis sem a mínima estrutura de condição estagiaria não é problema municipal é problema federal – A Universidade se chama, Universidade Federal de São João Del Rei, ela não chama Universidade de Divinópolis”.

“A responsabilidade de se instalar uma Universidade de Medicina ela necessita de parâmetros, que o Ministério de Educação e Cultura assine um termo: ela está liberada – Se assinou este termo de liberação, significa pra mim, médico formado na Universidade Federal, que passou por todo um processo licitatório, seja de estagio, seja de professores, mestrado, doutorado e foi aprovado”.

“Agora obvio que como um vestibular de medicina é um funil. E aí não se pode dar bomba mais. Todo mundo passa, todo mundo passa. Não existe preocupação mais, o sujeito entra na quarta série ele vai sair no segundo grau. Sem sombra de dúvida em qualquer escola que ele estiver. Agora quero ver se ele vai passar no vestibular. Aí o que acontece. O afunilamento marginaliza, primeiro começando as universidades…licença de estágio, não é possível fazer isso. É impossível fazer a liberação de uma universidade federal num local a onde era obvio pra todo mundo, onde essa moçada de 60 pessoas vai fazer estágio. Eu vou responder para vocês onde é que eles achavam que iam fazer: no Hospital Falido São João de Deus, mas o Hospital Falido São João de Deus não tinha condição também de receber 60, mais 60 de Itaúna que serão 120 estagiários. Mas o Ministério de Educação e Cultura do Governo liberou, e agora. Gente, cada um tem a sua responsabilidade. Não estou com isto retirando a responsabilidade hora alguma da prefeitura por que ela também é beneficiaria de um estagiário de medicina no pronto socorro, é importantíssimo que ele esteja ali por que muitas curas e eu ouvi isto enquanto eu fui estudante”.

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“Eu era muito mais curioso que meus professores. Os professores através do cansaço do dia a dia e dos ano de faculdade e de estudo não tinham as vezes aquela vontade e primordial de descobrir a cura, mas o estudante, mas o estudante tinha ele levava a vontade. Mas como é que vai haver se não tem pela universidade federal, não é de Divinópolis. Local de estagio para a Universidade Federal instalada em Divinópolis”.

“Mas Divinópolis tem um negócio, vamos fazer tudo pela metade. Vamos comprar meia cadeira depois a gente inteira a outra meia. Vamos fazer uma meia faculdade depois a gente inteira a outra metade da faculdade”.

“ Vamos instalar uma faculdade de medicina, por que é bonito. É bonito, já imaginou, Divinópolis tem Universidade Federal, com Faculdade de Medicina. É bonito demais. 230 mil habitantes, 130 mil eleitores, é maravilhoso”.

“Mas Divinópolis faz meia ponte, Divinópolis faz meio calçamento, Divinópolis capina meia estrada. Tudo pela metade. Aí quando o negócio afunila aí o problema é só de um responsável. O problema não é só municipal não. Não estou aqui defendendo a parte municipal, estou aqui defendendo, os responsáveis que trouxeram essa universidade pra cá sem a estrutura mínima para ela se estabilizar – Mas é característica divinopolitana fazer pela metade. A hora e o momento que isto vai acabar, eu não sei. Vai acabar, como diz o nobre vereador ali, e também adepto as causas do estudante, que amanhã vai ter uma paralisação deles. Vai ter uma, vai ter duas, vai ter dez, vai ter vinte. Mas eles tem que paralisar não é só no Santuário e nem na Rua Goiás não, eles tem que chamar aqui o Ministério da Educação e Cultura que permitiu que uma faculdade dessa fosse aberta sem estrutura por que queria que o estagio fosse feito no Hospital Falido chamado São João de Deus”.

“E aí vocês falar assim, falido por que?Na época que a faculdade foi instalada ele era falido? Não! E agora os estudantes tem culpa? Nenhuma. A culpa não é do estudante e todos tem o mesmo direito. E a única discordância que eu faço do nobre colega vereador é que mesmo os que pagam R$ 1.300, R$ 1.400 ou R$ 2.000 mil passaram no vestibular da mesma forma. E todos tem direito de exercer a medicina plena. Porque não se entra em um consultório médico, não esta pregado na cadeira que eu fui formado na Universidade Federal ou fui formado em uma Universidade Particular. Existem exemplares médicos de Divinópolis formados em escolas particulares que dão show em estudantes formados pela Universidade Federal. Por que quem faz o estudante não é a faculdade é o próprio estudante e a vontade de querer ser alguém na vida”.

“Então é muito importante que cada um assuma sua responsabilidade. É muito importante que todos tenham acesso ao estágio e é mais importante ainda que paremos de culpar ou dar culpa, a quem a gente acha que tem a culpa”.

“O que tem o prefeito, ele tem sim a culpa dele, o que ele tem com os estagiários que hoje não tem local para estagiar, por qual motivo? Porque não houve uma previsão do Ministério da Educação e Cultura que liberou a Universidade Federal em Divinópolis. É muito difícil formar um médico. De cada 4 estagiários precisava de 16 pacientes – Eu na minha época eu tinha um cadáver para 16 estagiários. Sabe o que a gente fazia gente? Dividíamos os pedaços. Talvez seja por isso que hoje temos o médico da cabeça, o medico do pescoço, o ortopedista do dedinho, o ortopedista da perna, o ortopedista do joelho, não é o médico mais não”.

“É importantíssimo a participação popular, mas mais importante é defendermos esta parte estudantil, eles têm sim que lutar pelos seus direitos. Eles têm direito plenos e eu aqui defendo mais a Universidade Federal pelo seguinte fato, a Universidade Federal, nós todos que estamos aqui somos responsáveis por que pagamos por ela, todos formados pela Universidade Federal, devemos e temos um compromisso social, todos nós que um dia passamos por ela – Porque em toda compra que a gente faz, em tudo que é feito nós contribuímos para que o estudante da universidade federal receba o nosso aval para que ele continue a estudar, por que é do nosso imposto. Da universidade particular é menor a parte social, mas não tira do estudante de medicina que um dia estudante de medicina é medico, um dia estudante de enfermagem, é enfermeiro, um dia estudante de advocacia, é advogado”.

“Entrou dentro da universidade para fazer um curso, seja ele qual for você pode saber, a primeira pessoa a se beneficiar é o seu familiar, seja sua vó, ou seu vizinho vai querer que você olhe o exame pra ele, mesmo que seja formado ou não. Se você seja advogado ou não ele vai te perguntar sobre uma causa. Mesmo se você entenda de planta ou não se você for agrônomo ou não ele vai te perguntar sobre algum problema, mesmo se você sabe tirar foto ou não se a foto ta bonita. Então cada um de nós tem a nossa responsabilidade. Contem conosco todos os estudantes dessa universidade, seja ela federal, seja ela particular, todos tem o direito de exercer a medicina plena. Nós precisamos de melhorar a qualidade de educação, mas não é apenas um problema municipal, o problema ele é uma cadeia. Como eu disse, Divinópolis tem a característica de fazer as coisas pela metade”

Este é literalmente o discurso/pronunciamento do vereador Dr. Delano. Acessem o link da Câmara ouçam ou vejam.
 


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