Ranking Veja dos parlamentares que fizeram a diferença em 2012 – Dois deputados de Divinópolis. Um em 16º e outro em 49º lugar – Senador presidenciável em apenas 14º lugar

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O que é de se espantar na análise da Revista Veja, no caso especifico de dois parlamentares que possuem base eleitoral na Região Centro-Oeste, mais especificamente com predominância de votação no município de Divinópolis é que, um deputado, no caso Domingos Sávio (PSDB), em seu primeiro mandato como deputado federal e apenas no meio da legislatura (2011-2014), já em 2012 apareça bem na frente do deputado Jaime Martins (PR) que está em seu 5º mandato e consta na lista apenas em 49º lugar. Levando ainda em consideração que o deputado Domingos Sávio é oposição rasgada e literal ao PT e não tem os mesmo “privilégios” no governo federal. Enquanto o deputado Jaime Martins, embora tenha se queimado bastante com o governo federal ao mudar de lado nas últimas eleições ao apoiar em Divinópolis um candidato, Vladimir Azevedo (PSDB) ao invés de um petista (Beto Cury). Antes, Jaime, em 2011 e em anos anteriores, nadou de braçada nas emendas parlamentares e nunca teve o destaque que o deputado tucano teve em 2012. A 49ª posição para um parlamentar com tantos mandatos, que almeja o senado e até mesmo ser vice-governador de Minas, convenhamos, é vexatória em comparação ao estreante na Câmara Federal,  Domingos Sávio. Há de se pensar e fazer uma análise e auto-analise do por que desta disparidade.

Pontuando no ranking à frente de Domingos Sávio (levando em consideração que existem mais de um parlamentar que ocupa a mesma posição. Por exemplo: Domingos Sávio consta seu posicionamento em 16º lugar, contudo, nesta mesma posição existem outros dois deputados, Efraim Filho e Paulo Piau) estão os deputados Felipe Maia (DEM), Hugo Leal (PSC), Eduardo Azeredo (PSDB), Paulo Vitor (PRB), Gilmar Machado (PT), Izalci (PSDB), João Dado (PDT), César Colnago (PSDB), Jonas Donizete (PSB), Fabio Trad (PMDB), Vieira Cunha (PDT), Eduardo Cunha (PMDB), Rose Freitas (PMDB), Sibá Machado (PT), André Fiqueiredo (PDT), Carlinhos Almeida (PT), Felipe Pereira (PSC), Zeca Dirceu (PT), Armando Vergilio (PSD), Valmir Assunção (PT), Miguel Correa (PT), Otavio Leite (PSDB), Paulo Pereira da Silva (PDT), Darcisio Peramdi (PMDB), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Stepan Nercessian (PPS) e Edinho Araujo.

À frente do deputado Jaime Martins Filho (PR) aparecem, a partir da 16ª colocação, o jogador Romário (PSB) na 20ª posição; o ex-candidato ao governo de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB); A histórica petista que foi governadora do Rio Benedita da Silva em 26º lugar; O presidente do PT de Minas, Reginaldo Lopes em 31º lugar; Eros Biondini (PTB) em 34º; O relator do Mensalão, o também petista Odair Cunha, em 34º lugar; O lutador Acelino Popó (PRB) também esta na frente de Jaime em 41º lugar; O BBB Jean Wyllys (PSOL) aparece em 44º lugar. Até Paulo Maluf (PP) em 46º lugar e o polemico e ex-governador de Minas Newton Cardoso (PMDB) em 47º pontuam à frente de Jaime Martins que em 49º lugar obteve a avaliação 4,2 – Tiririca ficou em 56º lugar com a avaliação 3,5.

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Outros parlamentares, tidos como “ícones” da política ficaram na rabeira da avaliação da Revista Veja, como exemplo Miro Teixeira, em 56º lugar, Hugo Napoleão, 58ª; Marcos Pestana 52ª; entre outros.

Já a avaliação no Senado, a Veja classificou o senador e ex-governador de Minas Gerais, apenas em 14º lugar. Poderia ter uma avaliação um pouco melhor já que pretende ser Presidente do Brasil. Tomara que não menosprezem, por conveniência a avaliação feita pela revista, afinal, segundo a oposição à esquerda, Veja é de direita e faz parte do PiG, Partido da Imprensa Golpista. Então, a sua avaliação, pela direita. Tem que ser levada a sério.

À frente de Aécio Neves, ficaram os senadores, respectivamente do 1º ao 13º lugar, Eunicio Oliveira (PMDB); Romero Juca (PMDB); Sérgio Souza (PMDB); Vital Rego (PMDB); O senador peessedebista melhor classificado foi Álvaro Dias, que saiu recentemente de um escândalo envolvendo atraso de pensão alimentícia para uma filha. Luiz Henrique (PMDB); Kátia Abreu (PSD) – O ex-vice-governador de Minas Gerais, no primeiro mandato de Aécio Neves, o agora senador Clésio Andrade do PMDB, foi o mineiro melhor classificado no ranking, ficou em 6º lugar com a avaliação de 8,1. Continuando o ranking aparecem os senadores, Ronan Calheiros (PMDB), Casildo Malder (PMDB); Cicero Lucena (PSDB); Paulo Baver (PSDB); Eduardo Braga (PMDB); Epitacio Cafeteira (PTB); João Durval (PDT); Pedro Simon (PMDB); Gim Angelo (PT do B), Inácio Arruda (PC do B) e finalmente Aécio Neves em 14º lugar com a nota 7,0.

Leia a matéria reproduzida a partir da Revista Veja

O Congresso que empurra o Brasil para o futuro

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Edição de VEJA desta semana mostra quem são os parlamentares que mais trabalharam em 2012 em favor de um Brasil mais moderno e competitivo

O modo mais adequado de medir o desempenho de um parlamentar em favor de um Brasil mais moderno e competitivo é aferir a qualidade de seu ativismo, em palavras e votos, em relação a questões vitais em tramitação na Câmara e no Senado. Em reportagem publicada esta semana, VEJA apresenta a segunda edição (a primeira foi no final de 2011) do que chamamos de ranking do progresso, a partir do posicionamento de deputados e senadores em relação a nove eixos fundamentais. Eles começam por uma carga tributária menor e sistema tributário mais simples, passam pela diminuição da burocracia e chegam à proposta de leis trabalhistas que respeitem igualmente empregadores e empregados.
 
  
Os nove temas selecionados por VEJA foram afetados de alguma maneira no Congresso por 142 projetos de lei e medidas provisórias cuidadosamente analisados. Em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), VEJA classificou os deputados e senadores de acordo com o posicionamento deles em relação às proposições.
Ética – Antes de envolver o Necon, VEJA aplicou uma “cláusula de ética”, expurgando previamente os parlamentares envolvidos em escândalos ou de reputação duvidosa. Foram excluídos da análise, majoritariamente, aqueles que se enquadraram na Lei da Ficha Limpa – ou seja, os condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, como os tribunais de Justiça.
 
A Ficha Limpa só passou a vigorar, em eleições, a partir de 2012 – por isso VEJA a usou agora como critério de corte. É, sem dúvida, a mais sobejamente aceita ferramenta de controle do acesso ao Congresso de políticos comprovadamente desonestos.
Por exigir decisões definitivas, a Ficha Limpa permitiu o ingresso, no ranking deste ano, de parlamentares que em 2011 ficaram de fora apenas por serem alvo de processos ainda sem veredicto final (evitamos comparações de desempenho entre o levantamento atual e o do ano passado, dada a quantidade de deputados e senadores que reingressaram no ranking).

Relevância – Os pesquisadores do Necon aplicaram a todos os deputados e senadores listados um rigoroso modelo de análise que permite classificá-los em um ranking. O passo inicial foi selecionar as proposições mais relevantes entre as centenas de medidas provisórias, projetos de leis ordinárias e complementares e propostas de emendas à Constituição que tramitaram no Congresso em 2012, as 142 que compõem o estudo.
Cada uma das proposições foi classificada como “favorável” ou “desfavorável”, de acordo com seu impacto positivo ou negativo sobre os nove eixos definidos por VEJA.

O segundo passo foi selecionar as ações parlamentares. A saber: a) pareceres em relatoria;

b) apresentação de emenda; c) posicionamento em votação nominal e d) pronunciamentos em plenário e comissões. Para cada atividade foi estabelecido um peso. Os pareceres têm peso

4, pois são a base da tomada de decisão. Os pronunciamentos, embora mais visíveis ao público leigo, têm peso 1, pela ineficiência da retórica gratuita.

Galgaram posições no ranking os parlamentares que, em seu cotidiano legislativo, defenderam as propostas a favor dos nove temas centrais estabelecidos por VEJA – perderam pontos aqueles que estiveram contra essas ideias em favor de um Brasil mais moderno e competitivo.

Alguns exemplos de proposições exemplificam a montagem do ranking. Ganhou pontos o parlamentar cuja atuação favoreceu a aprovação do novo Código Florestal, depois de parcialmente vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Preservação – O código, que substitui o anterior, promulgado há 47 anos, longe de agradar a todo mundo, é um instrumento jurídico que garante a preservação sem minar o vigor do agronegócio brasileiro, ao equilibrar medidas de proteção às florestas com a instalação de condições justas para a produção agrícola.

Ganhou pontos, também, o parlamentar que apoiou a emenda que determina o voto aberto para a perda de mandato de deputados e senadores – magnífico instrumento de vigilância da sociedade. Perdeu pontos, no entanto, quem tentou barrar uma ótima ideia: o detalhamento do valor dos tributos pagos nas notas fiscais, o fim do imposto invisível. São iniciativas que fazem o Brasil olhar para o futuro com inteligência – e os parlamentares que batalham por essa postura merecem ser acompanhados com atenção.

 

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