A cerimônia ocorreu no Ginásio Poliesportivo na tarde desta terça-feira (01/01), sob um calor causticante. A grande maioria dos presentes eram parentes, amigos e cabos eleitorais dos 17 vereadores eleitos. Pessoas ligadas aos partidos e ao governo reeleito.
O deputado federal Domingos Sávio (PSDB) do mesmo partido do Prefeito, claro que lá esteve presente assim como o deputado federal Jaime Martins (PR) que apoiou incondicionalmente a reeleição de Vladimir Azevedo (PSD), indicando o seu vice-prefeito, Rodrigo Resende (PDT) e o deputado estadual Fabiano Tolentino (PSD) que por ser da base do governador também o apoiou.
Em 2008 o atual prefeito reeleito assumiu o governo com um “pic” total, prometendo mundo e fundos. Desenvolvimento, trazendo empresas para se instalarem na cidade. Não trouxe nenhuma. Um dos maiores fiasco foi a badalada Proema que alimentou o noticiário por vários meses. Que estava desta ou daquela forma para no final não dar as caras. Outras empresas também foram anunciadas como uma tal de Atomic. Tudo micou.
Viagens também para o exterior foram algumas, segundo release divulgados na época tinham o objetivo de buscar negócios para a cidade. Nunca se concretizou. Para a Inglaterra. No país de Gales teve até certo James que viria ao Brasil falar sobre o aproveitamento da areia que é usada em fornos de siderurgia. Deu em nada. Mas a cada dia era feito um alarde que estava chegando esta ou aquela empresa. E todos os dias a secretaria de adjunta de comunicação enchia as caixas postais dos veículos de comunicação com excesso de informações.
O prefeito assinava dezenas de ordens de serviços fazia uma entrevista coletiva atrás da outra, chamava a imprensa e a sociedade civil organizada. No que deu? Em nada. Como os críticos do governo federal dizem sobre décadas perdidas, foi um quadriênio perdido.
Exceto pelas obras e verbas do governo federal com algumas obras, sendo a principal o mega projeto, que ajudou e muito a reeleger Vladimir, o Minha Casa Minha Vida seria o “Quadriênio perdido”, em que o próprio prefeito admite, como se isto fosse politicamente possível, aprender fazendo a população sofre. Agora ele diz que está mais maduro. Mas suas primeiras ações não demonstram nada disse. Saiu nomeando uma pessoa que não tem perfil alguma para ser secretário de saúde.
Existe uma máxima na existencialidade do ser humano que diz que até determinada idade, a pessoa pensar ser “Deus” e que as coisas acontecem somente segundo a sua vontade, é o “Deus” pleno. Com o caminhar do tempo, chega um pouquinho de maturidade e a pessoa com certa “humildade” chega a conclusão que não é “Deus” e que não manda em tudo, mas continua a mandar pelo menos metade e as coisas para acontecer precisa da sua intervenção, da sua vontade. A maturidade verdadeira chega quando o individuou atinge a plenitude e concluiu que não é dono de nada, e que tudo acontece segundo a vontade soberana de Deus, e que ele é apenas um instrumento. E, nesta fase podemos assegurar que não está Vladimir Azevedo. Ele ainda pensa que manda em tudo, que junto com sua equipe é o “Deus” terreno.
Foram muitos erros e poucas realizações. Obras prometidas e não executadas. Obras executadas com baixa qualidade. Gestão equivocadas, gastos desnecessários com prioridades invertidas, que afetaram vidas e mais vidas, principalmente de crianças que tiram que abandonar os diversos centros de convivências sociais. Gastos que afetaram as contas do município para privilegiar a publicidade, não a social a educativa, mas a de auto promoção e de ajuda para a mídia parceira “do eu fiz, eu vou fazer”que afetaram o fechamento de suas contas. Muita festas, muitos shows em detrimento da compra de insulina e outros remédios necessários ao bom funcionamento das farmácias.
A sociedade tem a expectativa que neste segundo mandato Vladimir Azevedo tome juízo como ele propala que aconteceu, já que está com 40 anos, a paternidade e a experiência que ele adquiriu dos erros cometidos, do que não deve ser feito e atue como um verdadeiro estadista, um gestor sério de uma cidade que todos os ingredientes para crescer. Mas, crescer alicerçado na verdade e não nas mentiras que até então tem sido prometidas ditas para a população.
Que as esparrelas, os arroubos, as armações e artimanhas políticas e principalmente as mentiras que eles tentam transformar em verdade sejam deixadas de lago e ele deixe de ser um governante menino sem a síndrome de Peter Pan






