a) O acesso aos serviços básicos (postos de saúde e PSF.s) é pouco disponível. Aqueles que conseguem um atendimento, via de regra, não solucionam o seu problema e acabam recorrendo a outro serviço, estrangulando o sistema.
b) -O atendimento especializado (Policlínica) é insuficiente em número de profissionais e de especialidades.
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O agendamento de consultas leva meses e o atendimento, quando ocorre, poderá encontrar seqüelas irreparáveis decorrentes da longa espera.
c) O atendimento de urgência/emergência (UPA Central e Sersam) está desfigurado. Faltam profissionais (principalmente médicos) e não existe gerenciamento. Isto é muito grave em unidades de saúde que trabalham com um limiar muito tênue entre a vida e a morte.
d) O tratamento hospitalar é calamitoso. Assistimos os nossos doentes serem encaminhados para cidades de menor envergadura do centro oeste, pois aqui não lhes é oferecido o recurso necessário (Divinópolis aderiu à “ambulancioterapia”). O hospital público, que alguns transformaram em panacéia, no ritmo atual, demanda ainda dois anos para entrar em pleno atendimento.
e) Os recursos humanos da Semusa estão esfacelados e desmotivados, frutos de uma gestão que priorizou a contratação de quadros advindos de conchavos político-eleitorais.
Terminada a gestão Rosenilce Cherie Mourão, que seguramente não deixará saudades,
teve o Prefeito Vladimir a oportunidade de dar a volta por cima. Aproveitar a majoração considerável do salário do secretário municipal e convocar um sanitarista experiente, com discurso consistente e com autoridade para convocar os servidores a reerguerem o sistema público de saúde de Divinópolis. Infelizmente, mais uma vez, faltou-lhe coragem e sobrou clientelismo.
Vladimir disse que tudo está muito bom e o que não está é culpa do denuncismo da oposição. Por fim, indicou um nome que, no mínimo, deixou todos apreensivos e inseguros. Parece-nos que o prefeito imagina que o problema da saúde em Divinópolis é financeiro e para tal o melhor é escolher alguém que saiba fazer o dinheiro render.
Ledo engano. O nosso problema é muito mais sério e não será solucionado sem:
01)Uma política de recursos humanos que reconquiste a confiança da equipe e reestruture os serviços de saúde. O servidor está cansado de discurso divorciado da prática.
02)Uma equipe que consiga planejar a nossa política de saúde a curto, médio e longo prazo. Não dá para passar o resto da vida apagando fogo. Assim, não há dinheiro que pague.
03)Reestruturar a rede de atendimento básico. Divinópolis tem a pior cobertura de PSF.s do Estado e isto congestiona a UPA e causa forte impacto nos poucos leitos de internação.
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04)Reestruturar a UPA Central e o Sersam. A qualidade do atendimento nestas unidades precisa ser melhorada.
05)Redefinir o uso do prédio da UPA Ponte Funda. Divinópolis não tem demanda nem recurso financeiro para bancar duas unidades de urgência e emergência.
06)Intervir no sentido de apressar a inauguração do hospital público regional. Nossos doentes não podem ficar a mercê das crises cíclicas do Hospital São João de Deus.
Intrincam-se com estes problemas macros uma infinidade de ações menores e temos
dúvidas se o gestor indicado é sabedor desta realidade e dispõe de recursos técnicos para ser um timoneiro seguro neste mar revolto.
Estamos receosos, também, que esta indicação do prefeito Vladimir seja fruto do seu desconhecimento da real gravidade da situação e acabe penalizando, ainda mais, os sofridos usuários do SUS.
Queira Deus que estejamos errados!
Tadução: “Conversa fiada não bota panela no fogo”




