Policia Federal paulista “fura olho” de ministro e quase provoca sua demissão

Publicado por: suporte

Logo após o estou da operação a presidenta Dilma pediu Dilma pediu para localizar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mas ele não atendia aos telefonemas. Irritada, a presidente só conseguiu falar com o ministro duas horas depois, quando soube que ele não tinha conhecimento de nada.

A operação não foi comunicada para nenhum dos dois chefes da PF, o ministro Cardozo e nem o chefe da Polícia Federal, Leandro Daiello, foi de surpresa sem comunicar Brasilia. A decisão foi tomada pela superintendência da Policia Federal de São Paulo, que não gosta de nenhum dos dois.

Continua depois da publicidade

A independência da PF começou com uma mudança na estrutura da autarquia feita na gestão de Tarso Genro (2007-2010) descentralizou as grandes operações. As superintendências regionais ganharam competência para promover ações sem avisar Brasília. Sob Márcio Thomaz Bastos (2003-2007), os trabalhos eram centralizados. O então diretor do órgão, Paulo Lacerda, tinha um responsável pela inteligência e um pela atuação.

As ações deviam ser autorizadas por um dos dois e sempre saíam de Brasília – o governo era avisado na véspera. De início, a descentralização foi considerada positiva. Mas ela veio acompanhada de uma restrição orçamentária que praticamente engessou a PF.

No governo, a Operação Porto Seguro foi interpretada como um “recado” da PF paulista, que não gosta do gaúcho Daiello (considerado um interventor e criticado pela rigidez com que comandou a superintendência paulista entre 2008 e 2010) nem de Cardozo (que deixou a segurança da Olimpíada e da Copa para as Forças Armadas). Questionado por emissários do governo, o superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon, negou que a operação tenha tido motivação política.

OUTRA MATÉRIA SOBRE ASSUNTO

No momento em que agentes da Polícia Federal entravam no gabinete da presidência da República em São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estava em Fortaleza. Foi chamado às pressas a Brasília, para uma reunião com a presidente Dilma e depois enviado a São Paulo para apurar o teor da Operação Porto Seguro. Clima na instituição é explosivo.

Ainda que este seja um desejo de vários delegados e agentes federais, a Polícia Federal, no Brasil, ainda é uma instituição subordinada ao Ministério da Justiça. É o ministro, por exemplo, quem escolhe o superintendente da PF, que não tem mandato fixo e, portanto, não desfruta de independência completa.

Portanto, em última instância, o chefe da Polícia Federal é o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ontem, no momento em que agentes da Polícia Federal entravam no gabinete da presidência da República em São Paulo, Cardozo estava em Fortaleza, onde participava de um encontro de ministros da Justiça do Mercosul.
Foi chamado às pressas a Brasília, para uma reunião com a presidente Dilma, que não havia sido informada sobre o teor e o alcance da Operação Porto Seguro, um caso explosivo que ronda o ex-presidente Lula. Em seguida, foi enviado a São Paulo para levantar informações sobre o caso, junto ao diretor-geral da PF, delegado Roberto Troncon.
Cardozo poderá reproduzir o discurso do ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, de que a Polícia Federal é uma instituição republicana , de Estado e não de governo. Mas o fato é que tanto ele como a presidente não estavam devidamente informados sobre uma operação tão delicada. E isso num momento em que há uma queda-de-braço entre a PF e o governo federal – delegados e agentes entraram em greve recentemente, pedindo reestruturação da carreira, mas o Ministério do Planejamento não cedeu às pressões.
Hoje, o clima na instituição é explosivo. E o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP), egresso da PF, recolhe assinaturas para uma CPI da instituição. É preciso abrir a caixa-preta da Polícia Federal , diz ele, que tem o apoio do sindicato da categoria. É preciso reestruturar urgentemente as carreiras internas da PF , diz Francisco Garisto, ex-presidente da Fenapef. Hoje, o clima entre agentes e delegados é tenso e vai acabar morrendo gente lá dentro , avisa.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados