Mesmo sem citar diretamente Aécio – pré-candidato do PSDB na eleição presidencial em 2014 -, Dilma acusou o tucano de ter uma “visão mesquinha da vida” e afirmou que, durante a ditadura, saiu de Minas para escapar da perseguição política, não para “passear” ou “ir à praia”, em clara referência à residência que o senador mantém no Rio de Janeiro. Com expressão grave, a presidente disse várias vezes que queria dar algumas respostas a críticas que havia recebido.
Na segunda-feira, Aécio, principal cabo eleitoral da campanha à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), declarou que a “população conhece melhor que qualquer estrangeiro” em quem deve votar. “Eu nasci em Belo Horizonte (…) aqui em Belo Horizonte aprendi uma coisa importante, que os mineiros sempre tiveram: a capacidade de lutar por seu País. Aprendi a lutar aqui. Como sou estrangeira, se saí daqui porque lutei contra a ditadura? Não saí para ir à praia, não saí para passear. Saí porque começou aqui um forte processo de perseguição. Quero dizer a vocês aqui que na minha veia corre o sangue de Minas Gerais. Por isso sou presidente de todos os brasileiros”, discursou, sob gritos de “Dilma, Dilma, Dilma”.
“Nunca antes na história do nosso Estado a política foi tão pequena. Me chamam de estrangeira por não ser do partido deles”, disse a presidente, em discurso inflamado de cerca de 25 minutos.
Resposta. Em declaração divulgada por sua assessoria, Aécio considerou “lamentável” que a presidente gaste “a maior parte do seu tempo tentando convencer os mineiros de que ela é mineira de fato”. “Ser mineiro vai muito além da certidão de nascimento”, afirmou, classificando como “injustificável que depois de dez anos de governo do PT, questões essenciais para Minas(citou obras e os royalties do minério)” não tenham ainda solução. “Sou forçado a concordar com o ex-presidente Lula. Como ele já disse: ‘A gente tem uma gaúcha governando esse País…”’






