HOJE EM DIA: Ricardo, da Eletro, é condenado a cadeia

Publicado por: suporte

O auditor, Einar de Albuquerque Pismel Júnior, também foi condenado a 4 anos de prisão. A decisão é do juiz Hélio Egydio Nogueira, da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O processo corre em segredo de justiça, sob o número 00107342320104036181.

Ricardo Nunes já recorreu da sentença e responde ao processo em liberdade. As escutas telefônicas, feitas pela Policia Federal, com autorização da justiça, flagraram Ricardo e o auditor combinando a entrega da propina. As ligações indicaram que o montante foi pago na sede da Ricardo Eletro em Indianópolis, bairro de São Paulo.

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A Polícia Federal prendeu, no ano passado, Albuquerque em flagrante com R$ 50 mil e outros U$ 4 mil, em espécie, na saída da loja. Ao cumprirem mandado de busca e apreensão na casa do auditor, os agentes federais encontraram, ainda, outros R$ 109 mil, U$ 47.600 dólares e € 110 mil.

Albuquerque e outros auditores fiscais lotados em São Paulo eram investigados pela corregedoria-geral da Receita Federal por suspeita de enriquecimento ilícito. As investigações apontaram que o patrimônio dos servidores eram incompatíveis com seus salários.

A superintendência da Receita, em Belo Horizonte, recebeu denúncia de que os tributos da Ricardo Eletro eram sonegados por meio de uma maquiagem nas contabilidades da empresa. Os auditores fiscais descobriram que o valor gasto com a compra de mercadorias era superior ao declarado ao fisco pela Ricardo Eletro.

O grupo Ricardo Eletro tem hoje quase 500 unidades em nove Estados. A empresa prepara para abrir seu capital na bolsa de valores. Ricardo Rodrigues Nunes adquiriu a rede baiana Insinuante e a City Lar, do Centro Oeste do país, e também a pernambucana Eletro Shopping.

Ricardo é um empresário diferente. Ansioso e agitado, ele não tem e-mail, nem participa de redes sociais e nunca leu um livro de administração. Criou a própria cartilha de gestão, que tem se mostrado um sucesso de vendas.

As lojas Ricardo Eletro já haviam sido alvo, no Espírito Santo, de uma CPI de Roubo de Cargas e Sonegação Fiscal criada pelos deputados capixabas. A comissão solicitou documentos lojas Ricardo Eletro e depois convocou o proprietário para depor, mas nenhuma irregularidade foi encontrada.

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Fonte: Hoje Em Dia
Amaury Ribeiro Jr 

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