A loja, inaugurada em junho de 2011 como a primeira franquia da marca francesa Valisère no Centro-Oeste, abriga também um “cantinho do fetiche”, com peças mais ousadas e produtos de sex-shop, como vibradores, algemas e chicotes.
“Agora tá faltando muita coisa, estamos esperando a reposição do estoque”, contou ao Terra uma funcionária da loja, que não quis se identificar. A funcionária disse que Andressa nunca foi de aparecer muito no estabelecimento, mas espaçou mais as visitas após a eclosão da Operação Monte Carlo. “Antes, ela vinha de dois em dois meses, mas a gente se fala mais por telefone ou ela manda mensagens de e-mail”, diz. Segundo a moça, quem sempre administrou a loja foi uma irmã de Andressa, Andréia.
Ainda de acordo com a funcionária, várias clientes aparecem por saber que a loja é de Andressa e se mostram interessadas na intimidade daquela que é considerada “musa da CPI do Cachoeira”. “Muitas chegam aqui e perguntam qual destas peças a Andressa usa, ou gosta”, detalhou. Segundo a funcionária da Valisère, essa frequência de curiosas sobre a mulher do bicheiro aumentou muito desde o primeiro semestre deste ano.
Na semana passada, Andressa pagou R$ 100 mil para não ser presa. O juiz Alderico Rocha denunciou a empresária por ter tentado chantageá-lo: ela teria um dossiê sobre o magistrado, em troca do qual teria pedido a liberdade de Cachoeira. O Ministério Público Federal a investiga agora por integrar a quadrilha do marido. Rocha julga o processo contra o empresário e os outros réus em Goiás.
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram diversos contatos entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO), então líder do DEM no Senado. Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais, confirmou amizade com o bicheiro, mas negou conhecimento e envolvimento nos negócios ilegais de Cachoeira. As denúncias levaram o Psol a representar contra Demóstenes no Conselho de Ética e o DEM a abrir processo para expulsar o senador. O goiano se antecipou e pediu desfiliação da legenda.





