Veja comete suas c. , mas o invés de ir a público esclarecer os fatos ou solenemente pedir desculpas aos seus leitores, pede a sua co-irmã Globo que a defenda, atacando os Collor da vida como no episódio de Rosane, ex-mulher de Collor.
Uma das vitimas da Revista foi Erenice Guerra, que a Folha, membro honorária do time do PiG, segundo o 247 noticiou nesta quarta-feira que o inquérito contra Erenice foi arquivado por falta de provas de que ela recebia dinheiro. O pior a denúncia ocorreu em plena campanha para presidente da República que alterou o resultado e fez Dilma Rousseff ir para o segundo turno das eleições.
A Veja, que se continuar no mesmo rumo, daqui a alguns dias poderá mudar o nome para “Espia”, fez uma estranha matéria chamada “Caraca! Que dinheiro é esse?”, relatando a entrega de pacos de R$ 200 mil dentro da Casa Civil, comandada na época pela quase irmã de Dilma, Erenice Guerra. E no jornalismo “verdade” de Veja, tudo a partir de relatos em off (quem garante que não foi inventado tais relatos).
O 247 diz que Euripedes Alcântara publicou até editorial com o pomposo nome de “O dever de publicar” em que afirmava que o papel da imprensa era ter coragem de noticiar – mesmo que pudesse vir a ser acusada de tentar influir em resultados eleitorais.
Mais recentemente, soube-se que Veja engavetou uma entrevista com José Roberto Arruda, também no período eleitoral, porque o ex-governador do Distrito Federal acusava o ex-senador Demóstenes Torres de tentar obter vantagens no GDF.
Da Folha, as acusações também foram inacreditáveis. Um sujeito que se apresentava como consultor, chamado Rubnei Quícoli, mas tinha extensa ficha criminal, afirmava que o filho de Erenice lhe cobrava uma propina de 5% para liberar um empréstimo bilionário no BNDES para uma empresa de fundo de quintal.
Para evitar danos maiores à campanha presidencial, Erenice Guerra foi demitida, ainda que as acusações fossem totalmente inconsistentes, tanto é que foram arquivadas.
Este caso chegou até a ser abordado pelo ex-presidente Lula, numa crítica recente ao comportamento eleitoral de parte da imprensa. “Erenice foi execrada, acusada de tudo quanto é coisa”, disse ele. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”.
Na reportagem desta quarta-feira, a Folha reconhece que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”.
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