CASO HSJD: Sindicato denuncia precariedade de atendimentos aos pacientes do Hospital São João de Deus “O centro cirúrgico está suspendendo cirurgias. Existe risco de morte”

Publicado por: suporte

A indignação dos profissionais que trabalham no Hospital São João de Deus é grande, a começar com uma questão de ordem trabalhista, já que o depósito do FGST deles não é depositado desde o mês de novembro de 2011. E, com as demissões ocorridas eles tem sido submetido a uma grande carga de trabalho. O pior é que, estão trocando especialistas de uma determinada área para outra sem que o profissional tenha o total domínio para onde foi transferido e na visão deles, isto gera riscos para os pacientes.

Eles resolveram falar depois que houve uma reunião da diretoria do hospital com a comunidade, onde foi passado um panorama sob o prisma do lado patronal. Contudo como empregados que servem à instituição há algum anos com dedicação esmero e amor, eles se vêem na obrigação de informar para a sociedade a visão do problema do HSJD pelo ponto de vista do sindicato da categoria.

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A diretoria do sindicato explicou que a crise antecede a chega do ex-superintendente do Hospital, Frei Ronan, mas que em sua gestão os problemas se acentuaram e muito. Não têm certeza se houve ou não qualquer tipo de desfalque, pois os gestores dizem não conseguirem detectar e provar a existência de algum ilícito administrativo financeiro.

Afirmam que já viram este mesmo filme antes, entre 2005 e 2006. “Meio parecido”, mas que agora o filme está mais violento que naquela época.

Naquela época (2006) foi instalada uma greve da categoria e foi negociada, inicialmente com o irmão Augusto e posteriormente com o médico Alair Rodrigues. Nesta atual crise, amanhã (28/07) haverá uma assembléia com os trabalhadores e eles decidirão que atitudes irão tomar, mas, é certo, que do que jeito que está não pode ficar. “Tem que ter uma solução” afirmou uma das diretoras.

Além da sobrecarga de horários de alguns profissionais e as trocas de profissionais qualificados de um setor para o outro, tem faltado medicamentos básicos, como dipirona, tilenol, plasil entre outros. Tem sido comum que o acompanhante de um paciente tenha que sair à farmácia mais próxima para comprar tais medicamentos além de fraldas descartáveis.

Acreditam que o atual superintendente, Euler xx, tem competência para gerir a crise, mas é preciso muito mais. E, todos os membros da diretoria de forma uníssona desafiaram os políticos do município em especial os três deputados (Jaime Martins, Domingos Sávio e Fabiano Tolentino) a resolverem o problema, “que eles se virem e resolvam, o fato é que o HSJD não pode fechar e deixar de atender não só a cidade como a região – Nós votamos neles e esperamos deles é atitude e não discursos”

Relataram ainda a dificuldade que está sendo a realização de cirurgia no centro cirúrgico, que está sendo necessário suspender cirurgias, adiando-as até que os materiais necessários cheguem, para os planos de saúde, chegam mais rápido e para as cirurgias do SUS demoram um pouco mais. Não quiseram admitir abertamente, contudo, entre olhares de frases entrecortadas, ficou claro que tais adiamentos colocam alguns pacientes em risco de morte.

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Finalizando, a diretoria calculou que até então foram demitidos cerca de 50 funcionários do hospital e que novas demissões não ocorrem por falta de capacidade financeira do hospital em fazer o acerto de contas. E, que a diretoria do hospital chegou a solicitar que os funcionários não peçam demissão, pois não existe dinheiro para pagar.

Um dos presentes afirmou de forma taxativa: “O que acontece na saúde atualmente é que existe um sucateamento da saúde pública em detrimento da particular”.

Não foi dito explicitamente pelos diretores do Sindicato, as a impressão que foi passada é que existem dois hospitais em um. Um dos convênios onde as coisas funcionam quase que normal e o outro na total precariedade que é o atendimento pelo SUS.

As entrevistas foram concedidas por Renato Henrique, Janete Batista e Maria Parecida, dirigentes do SINDEESS.

VIDEOS / ENTREVISTAS

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