O líder do PT, Rogério Correia, lembrou que os problemas que surgiram a partir de contratos dessa natureza, como as obras do Mineirão que correm o risco de serem embargadas pelo Ministério Público Federal e a recuperação da MG-050.
Mas, voltando a PPP firmada pela COPASA, Além dos membros que compõem a comissão, o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB) também participou, assim como líderes sindicais da CUT, na figura da presidenta Beatriz Cerqueira e membros do Sindágua e Sindeletro. A PPP do Manso, como está sendo chamada pelos sindicalistas, preocupa lideranças políticas e sindicais, porque a Copasa, hoje, tem quatro ações movidas pelo Ministério Público, exatamente por contratos com empreiteiras.
Os sindicalistas questionaram a real necessidade dessa ampliação agora. “O sistema Rio Manso ainda opera muito aquém da sua capacidade máxima, o que não justifica investimentos prescritos para um aumento de demanda prevista para 2032 e evento sazonal da Copa do Mundo”, afirmou José Maria dos Santos, diretor presidente do Sindágua (Sindicato dos Empregados do Saneamento no Estado de Minas Gerais).
O Diretor de Novos Negócios da Copasa, Cláudio Doti, tentou explicar a escolha desse modelo de contrato alegando que se deu por causa da transferência das responsabilidades, como endividamento e garantias junto aos bancos etc. ”Essa PPP estará sempre atrelada à uma prestação de serviço, e o prazo de vigência poderia ser de 5 a 35 anos, mas nós escolhemos o prazo de 15 anos, porque nessa data já teremos um bom tempo para avaliar como tudo aconteceu”, explicou Doti. Segundo o gestor de empreendimentos da Copasa, Paulo Farnezi, “Um dos motivos da real necessidade é o crescimento da demanda do setor norte, por causa da Cidade Administrativa e do aeroporto de Confins. Com essa ampliação teremos como ofertar água à população até 2032”.
Fonte: Minas Sem Censura





