MINAS SEM CENSURA: Saúde em Minas Gerais em Estado de abandono

Publicado por: suporte

O jornal O Tempo publicou nesta segunda feira a história de pacientes de câncer que não receberam nenhum tipo de ajuda da Secretaria de Estado de Saúde para a compra de medicamentos que chegam a custar até 10 mil reais. Vale lembrar que, além disso, o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais anunciou greve da categoria para o próximo dia 14 de junho, por reajuste salarial igual para todos, plano de carreira, pagamento de direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho, dentre outros pontos.

O Governo Anastasia e o TAG colocaram a saúde mineira em situação de desespero. Acompanhe na reportagem do O Tempo a saga daqueles que ainda precisam contar com a saúde pública em Minas Gerais:

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Pacientes recorrem à Justiça por tratamento contra câncer
Remédio contra um tipo raro de tumor cerebral chega a custar até R$ 10 mil
Publicado no Jornal OTEMPO em 10/06/2012
LORENA MARTINS

Há pouco mais de um ano, o aposentado Antônio de Pádua Barreto, 77, teve convulsões e perdeu o sentido até constatar, por meio de uma tomografia, que estava com um tumor no cérebro. Para lutar contra a doença e contra o tempo, o aposentado passou por uma cirurgia com sucesso, no fim de março do ano passado. Mas o que o aposentado não imaginava é que o problema estava longe de terminar.

Dois meses depois, ele teve crises de vômito e precisou ser socorrido às pressas. Foi aí que Antônio de Pádua descobriu que estava com um tipo gravíssimo de tumor, o glioblastoma multiforme, conhecido também pela sigla GBM. Após sessões de quimioterapia e radioterapia, os médicos diagnosticaram que seria necessário fazer uso do medicamento conhecido como temozolomida.

Segundo sua mulher, Márcia Patrícia David, 43, o medicamento custa muito caro (cerca de R$ 10 mil por mês). Mesmo com o laudo médico indicando o uso emergencial do remédio, ele não conseguiu o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vetou o benefício. “Eles alegaram que o tratamento não é obrigação do Estado. Não consigo me conformar quando se trata de vida humana. Um descaso”, desabafa Márcia.

Antônio e a mulher passam por um drama comum em pacientes que lutam para conseguir na Justiça medicamentos que são totalmente inviáveis financeiramente para a maior parte das famílias brasileiras. O temozolomida faz parte dos remédios que não são catalogados pelo SUS.

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Em maio passado, depois de oito meses de luta na Justiça, Márcia conseguiu a liberação de algumas caixas do medicamento. A quantidade, conta ela, ainda não é suficiente para o tratamento e só no fim deste mês ela terá a resposta para um novo pedido feito à Justiça. No recurso, apresentado em março, ela apresentou outro laudo médico confirmando a indicação pela medicação oral ao paciente.

A mulher do aposentado lembra que entre setembro e a primeira autorização judicial para ter o temozolomida passou por momentos de ansiedade e sofrimento. Com a ajuda de parentes de outros pacientes que já usaram o temozolomida, Márcia havia conseguido algumas caixas do medicamento.

Servidor cria entidade para ajudar doentes
Com a mesma doença de Antônio de Pádua Barreto, o empresário Anthony Christian Duarte Alves, 33, descobriu em 2010 que tinha glioblastoma multiforme. Ele também não conseguiu o remédio através da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e contou com a persistência do pai, o funcionário público Antônio Alves da Silva, que entrou com um pedido na Justiça e fundou uma associação para ajudar outros pacientes.

Anthony enfrentou recurso da SES contra o benefício. Hoje, o filho tem o tratamento garantido pela Justiça. (LM)

(FONTE: O Tempo)

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