Até esta quinta-feira (17), quando foi iniciado o movimento, a adesão era de 29 instituições federais. A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Veja as universidades e institutos federais que têm professores em greve
Universidade Federal do Amazonas (AM)
Universidade Federal de Rondônia (RO)
Universidade Federal Rural do Amazonas (PA)
Universidade Federal do Pará (campus Central e Marabá) (PA)
Universidade Federal do Oeste do Pará (PA)
Universidade Federal do Amapá (AP)
Universidade Federal do Maranhão (MA)
Universidade Federal do Piauí (PI)
Universidade Federal do Semi-Árido (RN)
Universidade Federal da Paraíba (campus João Pessoa, Patos e Cajazeiras (PB)
Universidade Federal de Campina Grande (PB)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (PE)
Universidade Federal de Alagoas (AL)
Universidade Federal de Sergipe (SE)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (MG)
Universidade Federal de Uberlândia (MG)
Universidade Federal de Viçosa (MG)
Universidade Federal de Lavras (MG)
Universidade Federal de Ouro Preto (MG)
Universidade Federal de São João Del Rey (MG)
Universidade Federal do Espírito Santo (ES)
Universidade Federal do Paraná (PR)
Universidade Federal do Rio Grande (RS)
Universidade Federal do Mato Grosso (campus Cuiabá e Rondonópolis (MT)
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (RJ)
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (MG)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (PR)
Instituto Federal do Piauí (PI)
Instituto Federal de Minas Gerais (MG)
Universidade Federal do Recôncavo Baiano (BA)
Universidade Federal do Vale do São Francisco/Juazeiro (BA)
Universidade Federal de Pernambuco (PE)
Universidade Federal do Acre (AC)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (RJ)
Minas Gerais
Em Minas, na Universidade Federal de Lavras (Ufla), segundo a assessoria de imprensa, 9 mil alunos estão sem aulas devido à paralisação de cerca de 500 professores. A Ufla tem 30 cursos de graduação (seis deles à distância) e 48 de pós-graduação, 28 de mestrado e 20 de doutorado.
A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) também participa do protesto nacional da categoria. Segundo David Pinheiro Júnior, presidente da Associação dos Docentes da Ufop (Adufop), os grevistas farão, às 15h desta quinta-feira, um ato público no centro de Ouro Preto. Pinheiro Júnior afirmou que os professores farão uma passeata em em direção à reitoria da Ufop para entregar a pauta de reivindicações nacionais ao reitor.
A Universidade Federal de Itajubá faz nesta quinta uma paralisação de 24 horas, e decidiu aderir à greve nacional a partir da segunda-feira (21).
No Sul de Minas, a Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla) decidiram aderir à greve nacional da categoria. Na Unifal, será realizada uma manifestação de docentes na tarde desta quinta-feira (17). Alunos de alguns cursos entraram com pedidos para que as aulas não sejam suspensas. Os pedidos serão analisados nos próximos dias.
Na Unifal, apenas os serviços de laboratório e odontologia para o público externo continuam funcionando no campus de Alfenas (MG). Uma reunião com o colegiado está marcada para a próxima segunda-feira (21).
Na Ufla, a greve foi aprovada na assembléia reailzada na última segunda-feira (14). A adesão é de toda a classe. Uma reunião vai avaliar os rumos que o movimento deve tomar. Professores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) decidiram não aderir à greve.
Em Divinópolis, mais de 100 professores aderiram à greve e cerca de 1.300 alunos do campus Dona Lindu da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ) vão ficar sem aula por tempo indeterminado.
Já em Uberaba, de acordo com a assessoria de comunicação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), os educadores estão em reunião para decidir o comando da greve. A manifestação vai acontecer nesta quinta-feira (17), das 14h às 18h.
Em Uberlândia, segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu), mais da metade dos professores aderiu ao movimento. Ainda de acordo com a Adufu, só este ano a categoria fez três paralisações na cidade para chamar a atenção do Governo, que não atendeu as reivindicações da classe que incluem unificação das carreiras com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso salarial de R$ 2.329,35 e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) também entraram em greve. De acordo com o sindicato que representa os docentes do campus localizado em Diamantina, a maioria da classe aderiu à greve, afetando cerca de 3,5 mil alunos. Dentre as reivindicações estão a melhoria das condições de trabalho e a contratação de professores. A paralisação é por tempo indeterminado, segundo o sindicato.
Já no campus em Teófilo Otoni, os professores estão em estado de greve há dois dias, segundo a Associação dos Docentes do Mucuri. A entidade informou que, nesta terça-feira (22), haverá uma assembleia para decidir sobre a paralisação. Além da pauta unificada, a categoria pede melhorias na estrutura do campus e a contratação de professores. Segundo a associação, o acesso ao campus fica inviável com as chuvas devido à falta de pavimentação. Ele reclama também da falta de restaurante e dormitórios para os alunos.
De acordo com a assessoria da Universidade Federal de Juiz de Fora, os professores vão aderir à mobilização a partir de segunda-feira (21). Mais de 20 mil alunos estudam na universidade. Em Viçosa e São João del Rei, professores também aderiram ao movimento.
Em Belo Horizonte, as aulas foram normais nesta quinta-feira (17) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), segundo a assessoria da universidade. Os docentes são representados pelo Sindicato de Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros, conhecida como APU-BH. A entidade informou que não está ligada à Andes, que fez a convocação para a greve nacional, e que vai aguardar o governo apresentar uma proposta final para a carreira dos docentes. Caso o prazo seja adiado para depois de 31 de maio ou se a proposta não for satisfatória, a entidade defende a adesão à greve, de acordo com o presidente da APU-BH, José Siqueira.
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