Michele Correa, separada, de 29 anos com cinco filhos (12,9,7,4 e 2 anos) morava no Alto São Vicente com sua mãe, Leonidia de 63 anos, como a casa estava em área de risco em março de 2011 a família foi removida do local pela Usina de Projetos, outras famílias também foram removidas para uma casa no Bairro Afonso Pena com o aluguel pago pela Prefeitura.
Só que em novembro do ano passado (2011) chegou a primeira carta da Somar Imóveis, avisando que o aluguel estava atrasado e que era para ser regularizado.
A correspondência foi entregue, segundo ela, para o pessoal (Monica) do PAC (Usina de Projetos), a funcionária disse para ela não se preocupar que a Prefeitura atrasa, mas depois acaba pagando, era assim mesmo que as coisas funcionavam.
Ela reclamou de várias irregularidades na casa alugada que eles nunca tomaram providências em consertar, e um dos problemas era o vazamento de água. Tanto é que uma das contas de água chegou ao astronômico valor de R$ 600,00 e outras duas R$ 120 e R$ 115.
Ela entregou as contas para a Usina de Projetos que lhe assegurou que iriam pagas as contas. Resumo da opera: as contas não foram pagas e a Copasa foi na residência de Michele, cortou o fornecimento de água e recolheu o relógio.
Depois de muitas idas e vindas a Defesa Civil mandou dois caminhões em datas distintas para encher a caixa de água da sua residência. Acontece que depois parou de mandar e os meninos sem condições de tomarem banho pararam de ir para escola. Com isto o Conselho Tutelar chamou atenção de Michele para que ela não deixasse de enviá-las para a escola.
A desabrigada Michele contou ainda que em Janeiro duas funcionárias, Monica e Dayane do PAC foram até sua residência e disseram que ela teria que desocupar o imóvel pois o proprietário estava querendo a retomada do imóvel. Ela contou que procurou alguns imóveis nas imediações, mas não conseguiu porque ninguém está querendo alugar para a Prefeitura devido aos atrasos.
Michele conta que o pior de tudo é que a casa da sua mãe no Alto São Vicente foi demolida pela Prefeitura e eles não tem nenhuma documentação da demolição que foi feita. Em situação desesperadora disse que tentou falar diretamente com o Prefeito Vladimir Azevedo, mas ele não a recebeu. A secretária avisou que ele esta em uma importante reunião.
O Divinews entrou em contato com a Somar Imóveis, e obteve a confirmação que os alugueis, não só da Michele Correa, mas de outros imóveis estão realmente em atraso.
A média de atraso dos imóveis é de três meses. Segundo informações a Usina de Projetos, comandada por Lúcio Espindola prometeu liquidar todos os atrasos hoje, quarta-feira (04),
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