“Parece que a razão cedeu lugar a mágoa, ao ódio e ao ressentimento” afirmou Rui Falcão a respeito do artigo do Senador Aécio Neves no jornal Folha de São Paulo

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Para melhor entendimento da entrevista do presidente do PT, é preciso inicialmente, ler o artigo do senador Aécio Neves, publicado hoje no Jornal Folha de São Paulo. (veja a seguir)

O presidente Rui Falcão se disse impressionado com o conteúdo do artigo do senador mineiro Aécio Neves e explicou: “Porque as medidas que nós tomamos agora com relação aos aeroportos são para facilitar a vida não só do povo brasileiro mas aqueles que andam por nossos aeroportos – Aeroportos que sofreram problemas porque durante anos não havia investimento em infraestrutura, como não houve em portos, em ferrovias, em rodovias e o governo Lula e agora Dilma retomaram esses investimentos”

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Rui Falcão, continuou sua entrevista, afirmando que a situação dos aeroportos é em conseqüência da melhora do poder aquisitivo do brasileiro propiciado pelos governos do ex-presidente Lula e da Presidenta Dilma.

Elucidou que o que está sendo feito é uma concessão, uma outorga dos aeroportos e que não é uma privatização, que é a entrega do Patrimônio como os tucanos fizera com a Vale do Rio Doce.

Ele exemplificou com o aeroporto de Guarulhos em São Paulo, dizendo que foi recebida uma proposta de outorga de R$ 16,4 bilhões de reais, representando cerca de R$ 10 bilhões de dólares, e que a Vale, a 4ª maior mineradora do mundo foi vendida por R$ 3 bilhões de dólares, “e vamos receber pela concessão de um aeroporto três vezes mais que isto”, finalizou

 

O PT e as privatizações

 

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Folha de S.Paulo, 13/02/2012

Aécio Neves

Toda mudança para melhor deve ser saudada. Por isso, devemos reconhecer como positiva, ainda que com o atraso de uma década, a privatização dos aeroportos.

Porém, uma pergunta é inevitável: por que, afinal, esperamos tanto? O governo, por inércia, permitiu que se instalasse o caos nos aeroportos e só reagiu diante da aproximação da Copa, alimentando a ideia de que só age sob pressão e tem na improvisação uma de suas marcas.

Talvez isso explique terem privatizado sem exigir garantias mínimas compatíveis com operações desse porte. Pouco parece importar se há entre os vencedores crônicos inadimplentes em outros mercados ou mesmo quem não tivesse condições de conseguir financiamento junto ao mesmo BNDES, em operação de muito menor porte.

Privatizaram fingindo não privatizar e ignoraram a oportunidade de buscar contrapartidas óbvias que pudessem garantir, em um mesmo lote, a modernização de aeroportos mais e menos rentáveis. Prevaleceu a lógica do maior ágio e do interesse comercial dos grupos privados em detrimento das populações de regiões onde os investimentos serão menos atrativos.

Por tudo isso, é desleal o ataque histriônico do PT às privatizações do governo FHC. Desleal porque em nenhum momento o programa de concessões ou privatizações foi interrompido. São as leis brasileiras que obrigam o uso de concessões em determinados serviços e não a ideologia petista, como tentam fazer crer, em risível contorcionismo verbal, alguns líderes do partido.

No governo FHC também foram feitas concessões como na área de energia elétrica. Da mesma forma que nos aeroportos, ao final do prazo de outorga os ativos retornarão à União. Aliás, é exatamente o que se discute agora -a renovação ou não de outorgas concedidas naquele período.

O episódio da privatização dos aeroportos, no qual serão usados recursos públicos do BNDES e dos fundos de pensão, prática demonizada pelo PT, que neles via um mero instrumento de financiamento do lucro privado, traz à tona uma outra indagação cada vez mais comum entre os brasileiros: afinal, o que pensa e qual é o PT de verdade? O do discurso ou o da realidade? O que lutou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer e o Plano Real ou o que os elogia hoje?

O PT dos paladinos da ética ou o do recorde de ministros derrubados por desvios? O que ataca as privatizações ou o que as realiza? O que, na oposição, defende de forma indiscriminada todo tipo de greve ou o que, no governo, reage a elas?

No mais, vale registrar: a insistência do PT em comparar modelos de privatização é bem vinda. Até porque não deixa de ser divertido ouvir o PT discutir quem privatiza melhor.

Entrevista de Rui Falcão sobre artigo do Senador Aécio Neves (PSDB)

 

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