Há uma empresa denominada Floresta Empreendimentos Ltda. fundada em 01/07/2004, dedicada à bovinocultura de corte, ainda em plena atividade, com sede na Rua Gorutuba, 364, em Janaúba. O capital registrado foi de R$ 644 mil e a sócia majoritária é Alcina Lúcia Gonçalves Machado, que ocupa o cargo de administradora, segundo atualização feita em 15/12/2009. A mesma Alcina é sócia majoritária ( 99,8%) da Sunrise Participações Ltda. sediada na Avenida Amazonas, 638, bairro Belvedere, em Divinópolis, Minas Gerais.
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A empresa é uma holding e o espólio de Ricardo Antônio Moreira Renno tem a ridícula participação de 0,1%. O capital da empresa registrado é de R$ 1.624.000,00. e desde 27/08/2011 ela é a sócia-gerente. Na mesma cidade a empresária detém 95% do controle acionário da TV Cidade Produções Ltda. com sede na Rua Rio de Janeiro, 786, no centro.
O capital social é modesto, apenas R$ 80 mil. Os outros 5% pertencem a Eliane Gonçalves Machado de Almeida. Apesar da desproporção no investimento, ambas se dizem gerentes. Eliane tem 70% das ações da TV Vídeo Cabo de Montes Claros.
A incansável Alcina também tem vinculações com a Intervelox Serviços Ltda. com sede na capital paulista – Avenida Prestes Maia, 241, sala 3.110, centro, que pertence (60%) ao espólio de Ricardo Antônio Moreira Renno.
A Intervelox é uma “provedora de acessos às redes de comunicação”. Na Geplan – Gerência Planejada de Negócios Ltda. o espólio detém 50% das ações e a empresa se dedica a “atividades de consultoria e auditoria contábil e tributária”.O endereço é Rua Osvaldo Machado Gontijo, 1.106, no centro de Divinópolis.
Há ainda outra ramificação. No dia 15/07/20l0 surgiu a Jacuecanga Participações S.A. com atividade declarada de “holdings de instituições não-financeiras”, e escritório na Rua da Alfândega, 90, sala 601, no centro do Rio de Janeiro. No dia 13/09/2011 houve uma Assembléia Geral Ordinária, com a presença da acionista detentora da totalidade do capital – que por sinal é a Sunrise Participações Ltda. – quando se decidiu pela mudança de endereço para a Rua Lauro Muller, 116, sala 1.604, no Botafogo, Rio de Janeiro, que a administração da sociedade passará a ser exercida isoladamente por Hortência Ferreira Fernandez, advogada e que a única sócia declara estar ciente da necessidade de restabelecer a pluralidade de sócios no prazo de 180 dias.
Paraíso fiscal
As investigações comprovam que o paraíso fiscal usado pelos grileiros seria o Uruguai e que existem muitas empresas envolvidas na operação fraudulenta. Uma dela é a Sunrise, que teria a participação acionária não declarada de Marcos Machado, mais conhecido como Marcos Ganso, que aparece ainda como um grande operador de uma conexão internacional.
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A empresa Floresta Empreendimentos Ltda. tem mais de 98% do seu capital pertencente à Sunrise Participações, cujo capital social está registrado em nome da Wiles Internacional S/A, com sede em Montevidéu, que, segundo o Ministério Público, “abriga parte dos volumosos recursos públicos desviados ou subtraídos das administrações públicas do Brasil”, conforme trecho da ação do MP.
Há no inquérito registro de diálogos telefônicos ouvidos com autorização judicial confirmando que, sob o patrocínio das empresas Vale S/A e Floresta os grileiros Altemar Alves Ferreira e Breno Rodrigues, disfarçados de empresários e corretores de terras, tinham como principal objetivo arranjar a documentação utilizada nas fraudes e proceder as invasões, expulsando das terras, sob violência e graves ameaças, antigos e modestos agricultores que lá habitam e sobrevivem. Um deles foi expulso com a família de uma fazenda em Rio Pardo de Minas.
A investigação também mostrou que a Floresta agiu para desalojar outras famílias que ocupavam cinco mil hectares de terras no Norte de Minas. O ex-secretário de Regularização Fundiária, Manoel Costa, apontado como líder do grupo, ainda não explicou a aquisição de quatro imóveis por “valores simbólicos”. Todos teriam sido registrados em nome de “laranjas” e um dos imóveis foi comprado por R$ 164.
Quando estourou a bomba as referências aos milhões encheram as manchetes dos jornais. Inicialmente falaram em R$ 7 milhões, mas esse valor era apenas a parte rateada entre os grileiros Ricardo de Carvalho Rocha e Orozino Marques Carvalho. O total pulou para R$ 41 milhões, mas esse dinheiro se referia apenas a uma das operações que a mineradora Vale teria pago em dinheiro vivo pela transação.
E fácil, fácil, se chegou aos R$ 200 milhões, pois quando o dinheiro é público, as goelas se alargam. Uma ação civil pública exige que os envolvidos paguem uma multa de R$ 600 milhões, três vezes o dano causado ao erário. As dúvidas permanecem: onde está a dinheirama? Alguém vai cumprir pena? E a multa será paga?
Enquanto isso, vamos continuar ouvindo “não sei de nada”, não fiz nada, sou um homem sério e quero continuar servindo ao meu povo”. E ainda há quem duvide de lobisomem.
Fonte: site Minas Norte News






