Prestem atenção como começam os pronunciamentos de alguns vereadores, que fazem parte da base aliada do governo de Vladimir Azevedo (PSDB). Dificilmente, vocês terão oportunidade de ver tais edis indignados, falando com veemência. Com o “dedinho” em riste. O discurso é quase padrão na formatação.
E por ai vai com muito cuidado, tateando, vai e volta, volta e vai, morde e assopra. Meio que assim, assim.
É comum, mas nem tanto, em uma reunião o parlamentar se indignar (morder), bater feio no Executivo, e na reunião seguinte, elogiar (assoprar), morrer de amores.
Quando o vereador é do mesmo partido do governo (PSDB) o elogio é de grupo político, que defende mesmo e ponto final. Pode estar muito ruim que ele vê coisas muito boas. Mas, quando é apenas base aliada, a relação é a “La Leandro e Leonardo”, entre tapas e beijos.
Fez rápido o que o vereador solicitou são beijos, não fez, são tapas (mas dentro de um limite, porque ninguém é bobo, muito menos políticos).
Os calçamentos, asfaltamentos, capina, passar trator, entre outras inúmeras realizações de varejinho, são as Emendas.
Parlamentares dos milhares de vereadores pelo Brasil afora. É a moeda de troca, usada entre o Executivo e o Legislativo.
Infelizmente é assim que funciona em todo Brasil. Nas Câmaras Municipais e na Câmara Federal, nas Assembléias, no Senado e até mesmo com os governadores que comandam suas bancadas na Congresso. E pressão, birra igual a de crianças.





