Veja o perigo: uma forte chuva e lá vão as casas morro abaixo
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Como sempre falamos, a Inês agora é morta. O terreno foi comprado com o aval da Prefeitura de Divinópolis e pago pela Caixa Econômica Federal com o dinheiro, como sempre, do contribuinte, porque a CEF é estatal e mesmo tendo receita própria e até dando lucro, ela pertence ao povo brasileiro. E o dinheiro dela, não é dela.
Mas vamos ao enrolado caso: no local em que foi construído o conjunto habitacional de casas do projeto Minha Casa Minha Vida, chamado Vila das Roseiras, era uma fazenda denominada Fazenda da Chácara, o proprietário, que já havia feito o seu desmembramento, há cerca de 10 anos vendeu algumas chácaras para cerca de 14 pessoas, nos fundos do terreno que ele vendeu para a CEF construir as casas do Minha Casa Minha vida. (veja o mapa)
Acontece que para alguns compradores das chácaras o proprietário das terras, Moacir Ferreira da Silva, passou a escritura definitiva apenas para uns e para outros existe só o documento de promessa de compra e venda. Eles reclamam que com a não existência dos documentos que legalizam aquela área (Capão da Lagoa), a CEMIG não faz a ligação da energia no local e eles estão sem energia elétrica.
O mais grave, contudo, se é que possa existir coisa mais grave do que ficar sem energia e sem água, são as conseqüências da construção do conjunto habitacional para o meio ambiente, naquele local. Segundo os moradores a agressão à natureza foram praticadas no atacado, foram muitas. Vai desde o aterro de várias nascentes, passando pelo assoreamento de córregos e lagos, chegando às queimadas e erosão. (veja fotos e vídeos)
No local, o mestre de obras da Construtora D´Avila Reis, de Belo Horizonte, Pedro Everaldo, disse que a sua empresa não tem nenhuma responsabilidade. O projeto foi aprovado e ela está apenas executando o que foi aprovado pelos profissionais da Caixa Econômica Federal com o aval da Prefeitura de Divinópolis. Entretanto, deixou escapar: “Nós sabíamos que aquilo estava errado, mas eu cumpro ordens e executo o projeto”.
Quando indagado porque o dissipador está direcionado para uma área de APP, ele disse que para água de chuva não há problema, o que não pode é esgoto. “O esgoto está indo lá para o Novo Paraiso”.
Um dos proprietários de uma chácara no Capão da Lagoa informou ao Divinews que o IEF – Instituto Estadual de Floresta havia interditado a obra, fato este não confirmado por ninguém.
Ao ser contactado pelo Divinews, relatando o problema encontrado no Vila das Roseiras, o superintendente de Obras e Projetos Especiais , Lúcio Espindola, afirmou que iria entrar em contato com a Caixa Econômica Federal e tão logo tivesse alguma resposta retornaria a ligação para Divinews (São 17 horas e até o presente momento nenhum contato).
O secretário Municipal do Meio Ambiente, Pedro Coelho, em retorno ao contato do Divinews, disse também não tinha conhecimento do problema e que vai pedir que um fiscal da prefeitura vá até o local para verificar o que está acontecendo, e se houver alguma irregularidade vai dar conhecimento ao IEF através de relatório.
Entretanto, a informação do secretário, senhor Pedro Coelho, de que sua secretaria não tinha conhecimento, não procede, veja a seguir, porque.
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