Segundo informações de familiares, o empresário Lindolfo Fagundes faleceu em conseqüência de complicações de saúde, ele tinha diabetes pressão alta e há algum tempo fez uma cirurgia cardíaca.
Lindolfo recebeu alta nesta terça-feira (30) na parte da manhã, mas ao chegar em casa teve uma parada cardíaca e voltou imediatamente para o hospital, onde faleceu.
O velório será a partir de 14 horas no Parque da Serra e o enterro, segundo informações atualizadas neste momento (13 horas) ocorrerá somente amanhã, quarta-feira (21) na parte da manhã, no mesmo local. Segundo o diretor de Comunicação da Câmara Flávio Ramos, o presidente da Casa Legislativa, vereador Paulo César deverá decretar luto oficial por três dias.
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Recando das Letras – Veja no site www.recantodasletras.com.br
| Nasci em Andrelândia no Sul de Minas. Meu pai era Olympio Fagundes do Nascimento, de tropeiro a comerciante; minha mãe, Alice Silva Fagundes, doméstica, e uma pessoa tão doce quanto o mel. Fiz o primário na minha terra, onde estudei, também, com meu tio Zizico, irmão de minha mãe. O Admissão – existia naquela época – fi-lo em São João del Rei, no saudoso Colégio Santo Antônio dos frades holandeses. O Ginásio, novamente na minha terra com os frades americanos. Mudei para Divinópolis em 1954 onde cursei Contabilidade e depois a Faculdade de Direito (FADOM). Sempre me dediquei a escrever, a falar em rádio e fazer teatro, como autor ou como ator até fins da década de 50. Estou aposentado e vivo da aposentadoria e algumas rendinhas. Como diria meu pai, estou “tocando anú pra canta galo”. E tá danado de bom. Sou católico e vacinado contra uma porção de doenças, inclusive a da preguiça, mas essa acho que a vacina estava vencida. Sou autor de vários livros, todos esgotados, exceto Chapéu Roxo que foi reeditado. Sou fanático por futebol e torço para o Cruzeiro, e membro da ADL – Academia Divinopolitana de Letras – onde fui presidente por dois mandatos. Edito com o professor Mercemiro e com minha filha Sandra, a revista LINteratura que circula em boa parte do país. Sou escorpiano, por isso bravo, e casado com a Cida,isso que é mulher brava! |
Academia Divinopolitana de Letras do qual ele era membro.
| JOSÉ-LINDOLFO FAGUNDES
Nascido na cidade de Andrelândia, MG, no dia 09 de novembro de 1936, veio para Divinópolis, na qualidade de bancário, no ano de 1954. Aqui, casou-se com Maria Aparecida Soares Fagundes, que lhe deu os filhos Sandra, Ronaldo, Denis e Válber, este já falecido. Enquanto estudava contabilidade na tradicional Escola Técnica de Comércio São Geraldo e praticava o jornalismo de forma amadorística, um dos primeiros colunistas do “Diário do Oeste”, criou e dirigiu o rádio-teatro, da Rádio Cultura. Semanalmente, escrevia uma peça, reunia os atores, ensaiava e mandava ao éter, pela onda da Cultura. Eram esquetes de média duração, geralmente abordando temas do momento. Fez também teatro no palco, numa boa fase do Grupo de Teatro Gente Nossa e, com outros, criou uma revista que teve boa aceitação, enquanto durou. Paralelamente a tantas atividades, veio a exercer o magistério como professor secundário, lecionando Matemática. Partindo do colunismo periódico e da revista de variedades, sua atividade literária foi bastante produtiva na dramaturgia, rádio-teatro e palco. Pena que, na desocupação de um antigo depósito para a construção do Theatron, a obra de seu idealismo, uma canastra de sua produção para teatro foi, inadvertidamente, destruída. Mas de novo, voltou a escrever visando a inauguração de seu teatro, daí passando à publicação do primeiro livro, que lhe abriu as portas da ADL, entidade que já teve oportunidade de presidir, promovendo sua inserção definitiva no conceito da sociedade. Como empresário de sucesso, atuou no ramo da distribuição de bebidas, hoje dedicando-se ao fabrico de papel e de doce de leite. A indústria de papel funciona mais na base da reciclagem, fato que a coloca na linha do preservacionismo ambiental. Continua depois da publicidade Formou-se em Direito, pela FADOM , em 16/12/78, e, na política, foi vice-prefeito de Divinópolis. Sua obra, além de antologias “As Quatro Estações” (1997, conto), “Anthocrônica” e “ADL 2000” (2000, conto) e anuários da ADL, inclui: “A Barragem”(1996), “Chapéu Roxo”(1994), “Tabaréu”(1996), “NegÓCIO na Europa”(1998), “A Folhinha do Chefe”(2000), “Dicionário de Rir”(2001), as peças “A Capela”, encenada em 1989; “O Seqüestro”, 1991; “Heranças”, 1995; e tem em preparo vários outros trabalhos de fôlego, mas sua ânsia de produzir tem-no feito pular de um projeto para outro, antes de terminar o primeiro. Colaboração em periódicos: Diário do Oeste, A Semana, Jornal Agora, Folha da Diocese
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