Tonho e sua esposa vivem as margens do Rio São Francisco. Ele um pacato sitiante que não consegue vender sua pequena colheita de milho. Questionado por sua mulher Inha, que o milho vai acabar estragando quando ele diz que irá vender o milho nem que seja para o capeta, e quem bate na porta? O próprio. Com a venda realizada, Tonho gasta o dinheiro, que acaba sempre voltando pra sua casa. A pequena cidade de Porto Real passa então a viver em polvorosa.
O padre quer o dinheiro para obras da igreja, o prefeito quer que Tonho financie sua campanha para Governador.
O espetáculo leva o espectador pelo fantástico mundo caipira, cheio de religiosidade, simplicidade, ética e muito humor.
“O diabo também faz milagre” é um texto do mineiro, de Belo Horizonte, Mauro Alvim, que resgata os valores e costumes do povo do interior de Minas Gerais, vivendo às margens do tão generoso rio São Francisco. A história é um grande “causo” mineiro, recheada de diversos outras estórias contadas e vividas ainda hoje por uma gente simples do sertão. Vários medos e superstições são relatados no texto, além do cotidiano das figuras fundamentais nessas regiões como o sertanejo, o compadre, o padre e o prefeito, além da sempre exótica figura do “forasteiro” que chega à cidade, alterando a vida da comunidade. Tudo isto regado à simplicidade, brejeirice e desconfiança do típico mineiro.
Argumento:
Uma das características da modernidade é a grande evasão do homem do campo e inchaço das cidades. Junto a este fato, o corre-corre da vida nas cidades leva as pessoas a uma certa automatização e, muitas vezes, a perda de valores simples e de referências de sua própria identidade cultural. É justamente neste ponto que a arte atua, desrobotizando o homem e o aproximando de sua identidade cultural.
Seguindo este pensamento, a montagem do espetáculo “O diabo também faz milagre” justifica-se por resgatar valores de nossa identidade cultural mineira, trazendo à cena o cotidiano do homem sertanejo, que muitas vezes é tomado como o representante da alma essencialmente mineira, que carrega costumes e tradições que o identifica dentro de uma cultura particular. O texto não só proporciona um espetáculo que resgata essas tradições de “causos” e tipos populares, como também reforça essa identidade cultural no homem da cidade, muitas vezes afastado daquelas tradições, mas que carrega, através da infância ou dos antepassados, os laços que o formam culturalmente.
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Em meio a tantas montagens que abordam o cotidiano urbano contemporâneo, seja através de comédias ou dramas, “O diabo também faz milagre” traz uma proposta de espetáculo de resgate às raízes de nossa formação cultural, usando da ingenuidade, desconfiança e até mesmo malícia dos personagens, para contar a estória.
Assim, o Projeto justifica-se por ser um texto de um autor mineiro, falando de assuntos de mineiros, para um público mineiro, feito por uma equipe mineira, resgatando a cultura mineira.
FICHA TÉCNICA PROFISSIONAL:
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Texto
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Mauro Alvim
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Direção e Produção
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Pádua Teixeira
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Produção Executiva
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Mazarelo Teixeira
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Elenco
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Cidah Viana
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João Bosco Alves
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Raimundo Farinelli
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Breno Gagliard
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Bruno de Moura
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Daniel Rodrigues
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Cenário e Figurino
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Dilson Mayron
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Cenotécnica
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Centro de Apoio Técnico da Fundação Clóvis Salgado
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Trilha sonora original
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Eduardo Mendes
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Ass. Direção
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Fred Coelho
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Iluminação
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Luis Henrique Moura
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Projeto Gráfico
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Márcio Miranda
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Fotografia
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Nello Aun
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Operador de Som
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Fred Coelho
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Assessor de imprensa
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Cidah Viana
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