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Somente os artistas com a sua sensibilidade de interpretar e ver o lúdico e o surreal nas “coisas” entendem de imediato que a ferrugem do pórtico representa o tempo, os cem anos da cidade. A maioria dos seres humanos mortais, a toda hora tem que ser explicado, que aquilo não é ferrugem, representa O TEMPO.
“O TEMPO” dá até para explicar e eles até entendem, só não tem explicação, dentro do contexto dos 100 anos, é o abandono da praça, pasmem, que fica em frente a Câmara dos Vereadores, no coração político e financeiro da cidade. Praça mal cuidada, sem grama que serve mesmo de residência para mendigos.
A visão do Camelódromo, principalmente quando ainda não existe movimento, é uma lástima, lonas e toldos improvisados, pendurados pelas barracas. Isto sem levar em consideração que o local abriga alguns cães que tem até vasilhas com ração e água. Eles não querem outra vida.
Tudo isto, voltamos a frisar, acontece no coração político e financeiro do município, bem embaixo do cronometro digital que faz a contagem regressiva do centenário de Divinópolis.
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