Em um vídeo, a cooperação entre o site famoso por divulgar informações sigilosas de governos e o Pública é confirmada. Postado na página inicial do site da agência, o filme com as declarações de Assange sobre o acordo já foi assistido mais de duas mil vezes. “O material publicado até agora sobre o Brasil não é tudo. Há muito mais documentos a serem lançados”, declarou o editor do site de vazamentos de informações secretas.
Natalia Viana, co-fundadora da agência brasileira, conta durante o filme que a agência já está analisando documentos da embaixada norte-americana em que o Brasil é mencionado. Jornalistas independentes foram convidados para participar da apuração e “escrever as reportagens que ainda precisam sair para o público brasileiro ficar conhecendo esta parte muito importante de sua História”, diz Natália.
Ressaltando a importância histórica da divulgação dos documentos, a parceria é firmada em meio à polêmica discussão da Lei do Sigilo. Muitos documentos ainda desconhecidos para o público são mantidos confidenciais, devido a lei que permite revogar a publicação dessas informações indeterminadamente. Uma nova proposta de lei para limitar o prazo e permitir o acesso aos dados foi submetida ao Senado, mas sofre impasse nas plenárias e está ameaçado de não passar na Casa.
A partir desta segunda-feira (27) é possível acessar na página da Pública os documentos repassados pelo WikiLeaks, e que passaram ignorados pela imprens
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