Escolas de Divinópolis não estão preparadas para a imprevisível violência de psicopatas – Sistemas preventivos de segurança são falhos

Publicado por: suporte

Roberto Carneiro

A reportagem chegou por volta da 09 horas. Todas as portas e portões estavam trancados. A seguir chegou um prestador de serviço que entrou na escola, mas o portão continuou entreaberto. Não tivemos dificuldades em entrar, mas logo a seguir um porteiro já na parte de dentro perguntou o que queríamos. Nos identificamos somente verbalmente sem mostrar nenhum documento, e ele também não pediu. Indagamos porque o portão estava entreaberto, ele explicou que estava com defeito, mas que já havia sido providenciado o conserto.

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O portão continuou entreaberto, esperando por uma pessoa saísse. Logo depois da saída desta pessoa uma funcionária nos encaminhou até o gabinete da diretora. Também para esta funcionária nos identificamos verbalmente sem mostrar nenhum documento.

Ficamos aguardando, cerca de 15 minutos, em uma recepção, que a diretora (Iza Menezes) pudesse nos atender. Neste momento saímos da recepção olhamos alguns lugares e voltamos a sentar para esperar.

Ao sermos recebido pela diretora. Ela externou sua preocupação de agora em diante e explicou que existe um porteiro que tem formação em segurança e trabalha de 8 as 19 horas, ela disse que chega as 6 horas e os alunos as 7 horas.

Iza falou também que naquele momento, estava na internet, em um fórum sobre segurança e a direção já estava discutindo esta questão.

Pontos positivos

Todas as demais entradas, portas e portões estavam fechadas, inclusive a área de esporte e piscina (no outro lado da rua), mesmo tendo atividades. Existir cerca elétrica.

Falhas de segurança
A identificação é feita do lado de dentro e não é exigido um documento que comprove de fato de onde é a pessoa – Quem vai acessar a área administrativa passa pela ala onde ficam localizadas as salas de aulas, no térreo e no segundo andar – Não existe circuito interno de captação de imagens – O horário de chegada do porteiro/segurança é depois que os alunos já chegaram.

Integral

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Ao chegar na recepção, por volta das 10h40min, e procurar pelo diretor da escola, Eanes Silva, dissemos que estávamos fazendo uma matéria sobre segurança, mas nenhuma identificação foi pedida. O diretor pedagógico, Anísio Azevedo, quem nos atendeu, mas também não pediu identificação alguma para comprovar a veracidade do que dissemos.

Para chegar à sua sala passamos por locais freqüentados pelos alunos, corredores de salas de aula, cantina. Em todos os locais havia alunos.

Anísio lamentou o ocorrido no Rio de Janeiro e disse que os pais esperam que os filhos estejam seguros na escola.

Tentou demonstrar que existia uma sistema de segurança na escola, dizendo que existe um circuito interno que permitia visualizar a entrada da escola, mas não conseguimos ver nenhuma câmera em nenhum local.

Disse que existe um funcionário que na hora da saída controla o fluxo da saída e que sempre tem gente acompanhando os alunos até na esquina.

Pontos positivos
Muito pouco, ou quase nada. Somente a abordagem da funcionária. Quando chegamos e tentamos entrar por uma porta blindex, a funcionária perguntou o que queríamos.

Falhas de segurança
O portão principal de ferro, na entrada da rua fica constantemente aberto no período de aula. A recepção é vulnerável, o balcão é baixo e sem nenhuma proteção, qualquer um pode pular e entrar. A ligação da recepção com a área das salas de aulas é feita por uma porta, que basta apertar um interruptor ou pular uma janela baixa. Não existe segurança e nem porteiro, pelo menos naquele horário, somente duas funcionárias que estavam na recepção.

Para falar com algum funcionário do administrativo passa-se pela área das salas de aula – Anísio disse que existe uma entrada independente, mas nós passamos pela área dos alunos.

Os alunos, na faixa de 14 as 18 anos, embora exista cantina na escola, podem sair para comprar lanches onde quiserem.

Escola Estadual São Francisco de Assis

A visita à escola estadual São Francisco de Assis, ocorreu as 9h40min, na hora do recreio. O interfone foi tocado de uma posição que ninguém nos visse, sem perguntar quem era o portão foi aberto, posteriormente a diretora disse que o interfone está com defeito, não da para ouvir o que as pessoas falam.

A diretora Nerli Ferreira, disse que não pensa ter que ter um aparato de segurança, câmeras, seguranças, guardas. Afirmou que a prevenção é que precisa ser trabalhado, a questão social.

Pontos negativos
A abertura existente no portão para tocar o interfone é grande o suficiente para passar grandes objetos – Os muros são baixos, embora exista arame farpado sobre ele, em uma tentativa de evitar que alguém pule.

Um dos grandes problemas de quase todas as escolas é o não isolamento da área administrativa, dos funcionários que lindam com fornecedores, do restante da escola. O acesso é fácil às salas de aula. Na Escola São Francisco do térreo para o 1º andar existe uma grade antes da escada que pode ficar trancada durante as aulas, mas não fica. Não existem câmeras de segurança instaladas em nenhum local.

Escola Estadual Mendes Mourão


Também foi fácil o acesso à área interna da escola com identificação apenas verbal. Existe um portal que protege a secretaria da área que ficam as salas de aulas. O portão estava fechado, mas com a chave na fechadura. O muro de acesso à área externa da escola é baixo.

Escola Presbiteriana


Não entramos nesta escola porque ela só funciona na parte da tarde, entretanto, conversamos com o diretor geral da escola, pastor José Roberto de Oliveira, que disse que a partir de agora vai redobrar a vigilância, colocando câmeras em pontos estratégicos da escola, interfone também com câmera, além de uma profissional vigia com treinamento em segurança em uma “guarita” existente no local.

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