Campus Dona Lindu busca vacina contra a esquistossomose

Publicado por: suporte

Sob coordenação da professora do Campus Centro-Oeste Dona Lindu (CCO) da UFSJ, Débora de Oliveira Lopes, o grupo de pesquisas na produção de vacina inovadora contra a esquistossomose conseguiu importantes apoios para suas atividades neste ano. A equipe formada por graduandos, mestrandos, professores de universidades brasileiras e da Espanha, além de funcionários da Secretaria de Saúde de Divinópolis e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), obteve da Fapemig, CNPq e Ministério da Saúde a soma de R$600 mil.

A esquistossomose faz parte da lista das principais doenças negligenciadas e causa mortalidade em todo o mundo. O desenvolvimento de uma vacina anti-esquistossomótica é considerada uma solução definitiva no controle desta endemia, já que a doença continua em expansão.

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Nas últimas décadas, os avanços da ciência envolvendo os projetos genomas e transcriptomas tem fornecido muitas informações importantes na identificação de antígenos para o desenvolvimento de vacinas e diagnóstico. “Estas informações, associadas ao advento da bioinformática, da modelagem molecular e aos avanços da química, nos proporcionaram, em conjunto, a formação de um grupo multidisciplinar”, explica Débora de Oliveira.

Para desenvolver a nova vacina contra a doença, os pesquisadores da UFSJ, UFMG, UFOP, USP, UFPA e da Espanha estão na fase que busca a síntese e modelagem da nova molécula. Os primeiros experimentos de imunização estão previstos para serem realizados na Fiocruz no mês de junho.

São pesquisadores da UFSJ envolvidos na pesquisa, os professores Gustavo Henrique Ribeiro Viana, José Augusto Ferreira Perez Villar, Hérica de Lima Santos, Eduardo Sérgio da Silva, Leandro Augusto de Oliveira Barbosa, Luciana do Santos Lara, Michele Conceição Pereira, Moacyr Comar Junior e Alex Taranto.

Esquistossomose

No nosso país a esquistossomose é causada pelo Schistossoma mansoni. O principal hospedeiro e reservatório do parasita é o homem sendo a partir de suas excretas (fezes e urina) que os ovos são disseminados na natureza. Possui ainda um hospedeiro intermediário que são os caramujos, caracóis ou lesmas, onde os ovos passam a forma larvária (cercária). Esta última dispersa principalmente em águas não tratadas, como lagos, infecta o homem pela pele causando uma inflamação da mesma. Já no homem o parasita se desenvolve e se aloja nas veias do intestino e fígado causando obstrução das mesmas, sendo esta a causa da maioria dos sintomas da doença que pode ser crônica e levar a morte.

Os sintomas mais comuns da esquistossomose são: diarréia, febres, cólicas, dores de cabeça, náuseas, tonturas, sonolência, emagrecimento, endurecimento e o aumento de volume do fígado e hemorragias que causam vômitos e fezes escurecidos.

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O combate a esta doença passa necessariamente por medidas de saneamento básico. Águas e sistemas de esgoto devem ter sempre as águas tratadas. Os caramujos, hospedeiros intermediários do parasita, devem ser eliminados. Ao entrar em águas paradas ou sujas, deve haver uma proteção nos pés com botas de borracha.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UFSJ

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