A três anos da Copa do Mundo, as obras de modernização do Mineirão avançam sobre os pilares da segurança, meio ambiente e gestão de qualidade. A mão de obra empregada pela Minas Arena, empresa formada pelas construtoras Construcap, Egesa e Hap, responsável pelas obras do Mineirão nesta terceira etapa, recebe treinamentos que seguem padrões estritos de um sistema integrado de gestão e representam um dos maiores legados do Mundial para o Estado.
“O mais importante foi aprender a salvar vidas”. Assim definiu Darvisson Barra da Silva, 20 anos, sobre o que aprendeu para exercer a função de supervisor de tubulão. Ele recebeu 14 horas de treinamento padrão e mais 40 horas de capacitação específica para o trabalho em espaços confinados. Sua função na obra é verificar se há presença de gases em escavações profundas e garantir a segurança dos operários. “Passei a ter outra visão sobre segurança do trabalho. O que aprendi aqui vai servir para sempre. Agora sei trabalhar como deve, sei lidar com a vida do outro e resgatar companheiros, no caso de uma emergência”, atesta. Darvisson recebeu aulas que incluíam temas como qualidade do serviço, primeiros socorros e medição de gases.
Diferentes tipos de treinamento estão sendo oferecidos a todos os operários que, assim como Davirsson, hoje trabalham nas obras do Mineirão. Cada função tem sua capacitação correspondente. O cumprimento das normas de segurança, qualidade e sustentabilidade – em concordância com as exigências das certificações ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS – contribuem para a minimização de riscos e padronização de todo o sistema de trabalho. “Tem operário que vem nos agradecer diretamente pelo conhecimento adquirido”, destaca Valéria Florindo, coordenadora do departamento de QSMA (Qualidade, Segurança e Meio Ambiente).
Meio Ambiente
Além das análises de risco, os operários estão aprendendo a lidar ainda com reciclagem de material e com a melhoria no desempenho de suas atividades. O modelo de gerenciamento da obra prevê o reaproveitamento dos resíduos. Todos os materiais terão destinação inteligente, do gramado ao aço, passando pelas cadeiras e material de demolição, que se transforma diariamente em matéria-prima para atividades internas e externas. Atualmente, há cerca de 200 operários na obra, mas esse número deve chegar a 2 mil no momento de pico da reforma e modernização do estádio.
“Estamos certos de que a forma que conduzimos a capacitação dos funcionários não permitirá somente a boa execução do empreendimento, como também, representará um legado profissional a cada um dos operários envolvidos. Estamos contribuindo para a qualificação da construção civil em nosso estado”, conclui Ricardo Barra, diretor presidente da Minas Arena.
Fonte: Agência Minas






