O Divinews publicou matéria semelhante em 22 de fevereiro, afirmando que, o prefeito, para o bem do Rio Itapecerica, não tinha e não tem outra saída a não ser o antidemocrático decreto. Mas não lhe poupou por ter mudado tão rapidamente de opinião.
Leia o editorial do “determinado” jornal na íntegra
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Municipalizar ou privatizar
Que venha o tratamento do esgoto, seja por meios próprios, privatização, Copasa, ou qualquer outra empresa. Divinópolis não pode mais ficar à deriva quanto ao sistema de esgotamento doméstico, porque compromete mortalmente as águas do Itapecerica. Desde que as tarifas sejam cobradas concomitantemente à prestação dos serviços, não há porque dilatar mais o prazo. Decisões dessa magnitude não podem estar vinculadas às veleidades oposicionistas, ao sabor do denuncismo de quem não oferece alternativas.
A saúde do rio, e por consequência a do município, são maiores do que a obscuridade da crítica obtusa. Todos se lembram de quando o ex-prefeito Aristides Salgado, em sua macrovisão, transferiu o terminal rodoviário para o bairro Santa Clara. Era a antevisão de uma nova microrregião que nascia com vigor. Mas todos também se recordam de como os críticos e comodistas abjuraram a iniciativa, a ponto de a rodoviária ser transformada em depósito de caixões, tal era a desídia política em relação ao prefeito visionário. Agora vem problema análogo de cuja decisão depende a coragem do prefeito Vladimir Azevedo. Que se ontem era contra a entrega para a paraestatal, hoje é a favor. E é a favor porque os tempos mudaram, porque o município não tem arrecadação suficiente para administrar com eficiência uma empresa particular desse porte. E principalmente porque não tem como cobrar de forma eficaz as tarifas a serem geradas. E se não viu isso antes, viu agora. E quem fica parado é poste. Transferir o sistema de fornecimento de eletricidade para a Cemig foi outro problema na época. Dr. Sebastião (ou era Dr. Luiz Fernandes?) pagou alto preço político pela troca do sistema de luzes bruxuleantes de Licínio Notini (com postes no meio das ruas) pela eficiência da Cemig. Pedro X. Gontijo quase foi linchado por exigir a extinção dos criatórios de porcos no centro da cidade. E a mesma coisa se deu com a Copasa quando assumiu o tratamento e fornecimento de água. Quando os críticos se referem à não reeleição de Antônio Martins dando por causa principal a entrega da água à Copasa, regridem a um tempo de pouco conhecimento, de mentes conservadoras, atrasadas, e principalmente de pessoas que repeliam tudo o que pudesse desenvolver e modernizar. O Itapecerica não pode esperar. A decisão final tem de ser tomada sem mais delongas. Batatas para os críticos vorazes. |
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