Matéria provoca setor médico – Alberto Gigante pede publicação de entrevista realizada

Publicado por: suporte

Falando em nome da Diretoria Clinica do Pronto Socorro, ele abordou temas relativos ao sistema de saúde do município, trazendo preocupação a todos: a Semusa, que ainda não acertou o rumo. Ele, entre outras coisas disse que, a construção da UPA não é a prioridade e o hospital público corre perigo.
   

Continua depois da publicidade
As suas declarações sinalizam que o senhor não acredita na equipe que está à frente da Semusa?

Não é falta de crédito, é falta de resultado. Passados dois anos de gestão, todos perguntam onde estão as mudanças prometidas em campanha? É tempo mais que suficiente para mostrar serviço. Hoje, eu  - e muita gente – estamos convencidos que o Professor Vanir, apostando nos profissionais de carreira, fez muito mais pela nossa saúde pública. A atual secretária “politizou” a gestão da saúde e isto e fatal. Saúde e educação, para não citar outras pastas, são áreas técnicas e cobram soluções nesta esfera                                                                                                                     
  

Seja um pouco mais claro

Vou falar do Pronto Socorro, onde estou há 22 anos, mas julgo que no restante do sistema a situação não difere. Coisas objetivas como a falta de medicamentos, a falta de médicos, os alarmantes índices da dengue, a revolta dos profissionais de saúde com as atuais condições de trabalho, agendamentos de consultas e exames com até um ano de espera, uma fila de espera que nunca anda para as cirurgias eletivas, a falta de vagas para tratamento hospitalar e o descontentamento dos usuários – tudo isto nunca foi tão crítico. Faça uma pesquisa na rua e você vai sentir na prática o que eu estou dizendo.
  

Porque é errado investir na construção de uma Unidade de Pronto Atendimento?

Eu disse que a nossa prioridade não é construir Unidade de Pronto Atendimento. O que precisamos é melhorar o nosso desempenho na rede básica. Enquanto os centros de saúde e os PSF.s não mostrarem resultado, UPA nenhuma vai solucionar o problema.
  

Continua depois da publicidade
A construção de uma UPA não vai ajuda a aliviar o congestionamento do pronto-socorro?

 Não! O que pode diminuir a grande demanda do Pronto Socorro é a unidade básica de saúde solucionando o problema do morador de sua localidade. Estão querendo tratar as conseqüências e esquecendo de corrigir as causas. Aí eu te pergunto: pelo salário que a Prefeitura oferece não estamos conseguimos médicos para cobrir a escala de plantões do Pronto Socorro. Onde a Semusa pretende arrumar médicos para trabalhar na UPA? É bom ter cautela, pois uma nova UPA corre o risco de virar um elefante branco.
  

O senhor na tribuna falou que a construção do hospital público está atrasada. Mas, a administração municipal afirma que está em dia.

Sugiro a você procurar o arquivo da Câmara de Vereadores e lá vai encontrar a ata da audiência pública da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa. Esta reunião ocorreu em março de 2009 e foi marcada para anunciar a construção do hospital público regional . Durante a reunião o Prefeito informou a liberação do dinheiro pela Secretaria do Estado da Saúde e prometeu que em 24 meses entregava a obra concluída. Faltam três meses para o prazo estipulado e estamos na fase de terraplanagem. Escute a gravação desta reunião e você vai ver quem está falando a verdade.
  

A administração deu como prazo de entrega o segundo semestre de 2012. E até lá?

Voltamos ao arquivo do nosso Legislativo. Em setembro de 2009, como a construção do hospital público estava na estaca zero, a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores realizou uma audiência pública para discutir o andamento das obras. Nesta reunião eu disse do meu temor sobre a protelação do início das obras, pois poderia ser uma forma de coincidir a inauguração do hospital com o período eleitoral de reeleição do prefeito. Ocorrendo isto, não há como não levantar suspeita. Isto é muito triste, pois existem pessoas morrendo sem acesso ao necessário tratamento hospitalar.
  

Na tribuna livre o senhor disse que ainda teme sobre a data da inauguração do hospital publico. Por quê?

Você conhece a planta do hospital? Os profissionais de saúde da Prefeitura não conhecem, mesmo sabendo que muitos deles vão trabalhar lá. A Prefeitura informou que o hospital será administrado por uma fundação. Qual? Ninguém sabe! E isto só pode ocorrer através de lei específica autorizando a cessão de um bem público, a ser administrado por terceiros. Nossos legisladores nunca foram chamados a discutir tal assunto e isso demanda um bom tempo.  A Prefeitura justifica que faltam remédios porque a licitação é morosa e demora meses. Qual o tempo necessário para discutir a aquisição de todos os aparelhos e equipamentos do hospital? Não sabemos, mas não é pouco. São apenas algumas perguntas que estão sem respostas. É bom começar a discuti-las, sob risco de protelar mais uma vez a data da inauguração, porque as metas não foram enfrentadas no momento correto.
  

Criticar é fácil. E se o senhor fosse o Secretário de Saúde, o que faria para melhorar a situação?

Eu constituiria uma comissão de médicos e demais profissionais que atuam na rede pública que fariam deste desafio o seu trabalho prioritário. Seriam servidores que conhecem a nossa realidade, coordenados por alguém experiente, que saiba cobrar os resultados necessários nos momentos corretos, evitando os crônicos fracassos das comissões que nada resolvem. Este grupo precisa unificar protocolos para as principais doenças e para os procedimentos mais realizados; precisa definir as responsabilidades e melhorar a inter-relação entre as várias unidades do sistema; precisa definir metas que os gerentes das unidades seriam obrigados a seguir. Este grupo precisa ser reconhecido pelos servidores das unidades e ter a sensibilidade para comprometê-los com as suas orientações. Constato que pessoas já discutiram este assunto, mas o fizeram como tarefa secundária, desprovida do rigor que a gravidade do problema exige. Como eu disse, é preciso arrojo. Tem que ousar. Sair da mesmice.       
  

Lembrando que a entrevista foi em dezembro – Finalizando, em sua opinião, a secretária, fica ou sai?

Não sei. Eu não tenho acesso a estas informações. Apesar de tudo, é melhor permanecer. Prefiro continuar acreditando que a Rosenilce Mourão tenha condições de colocar o carro nos trilhos. Mudanças de comando no meio do percurso sempre atrasam o processo e a gravidade da situação exige pressa.
 


 

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados