A matéria continua, dizendo que apesar do lançamento oficial, ainda é cedo para se garantir que Mabel levará mesmo sua candidatura até o fim. Em outros anos, deputados já lançaram candidaturas para negociar outras vantagens depois. Isso aconteceu, por exemplo, com Severino Cavalcanti (PP-PE) em anos anteriores ao que acabou se elegendo presidente. Mesmo que leve sua candidatura até o fim, suas chances hoje parecem pequenas. Mabel só tem apoios avulsos. Nenhum dos partidos com representação na Câmara fechou com ele.
“A partir de hoje, entro na luta. Vou ser o próximo presidente desta Casa, com muita fé em Deus. A Casa vem num ritmo de alguns anos e precisamos dar uma sacudida em algumas coisas”, disse Mabel, na entrevista em que lançou sua candidatura.
Ao finalizar a matéria, o jornalista Rudolfo Lago, escreve que para convencer a maioria dos deputados, Mabel apostará no fato de ser empresário, dono de uma conhecida fábrica de biscoitos (que fabrica as rosquinhas Mabel). Dirá na campanha que a Câmara precisa mais da experiência de um administrador que da habilidade de um político. Ele também prega a necessidade da disputa para estimular o debate interno. “Uma candidatura única num parlamento? É preciso conversar, é preciso ter discussão de idéias. Não se pode ter apenas uma candidatura numa casa que é a casa do debate”.




