Um dos maiores exemplos, mais recentemente, de dinheiro jogado na lata do lixo foi quando o vereador Vanilson Rocha ocupou a presidência e resolveu controlar a entrada da população ao recinto mandando colocar catracas de controles de acesso. Não demorou muito para elas serem retiradas e desaparecerem.
A idéia em si, até que era boa. O ruim foi ter feito o investimento e depois desfeito. E, qual foi o paradeiro final das catracas? Perguntei a algumas pessoas da Casa e ninguém soube responder.
Existe uma confusão estabelecida de interpretação de que a Câmara por ser a casa do povo, é também a casa da mãe Joana. As pessoas entram a qualquer hora e em qualquer local sem serem identificadas e anunciadas previamente e o pior procedem no plenário de forma inadequadas, também confundido a democrática liberdade de expressão, com falta de educação, grosseria mesmo. Alguma norma neste sentido só será colocada em prática quando houver um grave incidente, enquanto isto segue a situação como se a cidade ainda fosse uma corrutela.
Já ex=vereador e também ex-presidente, Marcos Vinicius, mudou toda fachada da Câmara, alterando a rampa de acesso e colocando vidros fumê verdes.
Edmar Rodrigues, o ex-presidente mais recente, alterou o tamanho da sala dos vereadores, adequando-os à realidade da Lei da existência de treze parlamentares. É provável que em 2012, com absurdo e surrealístico número de 21 (vinte e um vereadores), as salas tenham que encolher novamente ou outra solução seja dada.
O fato é que, a exemplo da prefeitura, que “luta” para ter seu centro administrativo próprio, espera-se que dentro de uma arquitetura moderna para em pouco tempo não ter que ficar fazendo “puxadinhos” e “obrinhas”. A Câmara de Divinópolis também precisa ter um espaço adequado, com uma planta que supra todas as necessidades administrativas e políticas dos Edis
Mas, vamos à noticia título. A implicância oposicionista, camuflada com cara de crítica cívica da preocupação do gasto do dinheiro público, é política, pois se fosse outro o presidente eleito, seguindo a praxe, outras obras aconteceriam com certeza, se não fossem as mesmas obras que agora são executadas pelo novo presidente da Câmara, Paulo César (PRB).
O valor pode até ser questionado, R$ 69 mil reais. Mas, a necessidade de algumas das obras no nosso entendimento não. O presidente explicou para o Divinews que as modificações se fazem necessárias.
– Serão modificados os dois banheiros do plenarinho, adequando-os para pessoas portadoras de necessidades especiais. O próprio vereador Anderson Saleme (PR), por exemplo, por ser paraplégico não pode usar o banheiro daquele local, nos dias que tem sessões precisa se deslocar para outros locais. Isto sem levar em consideração quando existem visitas e a própria legislação. Então no nosso entendimento é questão fechada que é uma obra necessária.
– Será criada uma sala de imprensa com toda estrutura necessária ao trabalho dos jornalistas que fazem a cobertura das sessões plenárias da Câmara em busca das noticias políticas. Só quem exerce esta função sabe da dificuldade que é fazer uma entrevista com os vereadores no plenarinho logo após as sessões plenárias. Se for um bom layout, com espaço para entrevista e pontos de conexão com a internet: ponto para o presidente.
– Com as modificações dos banheiros e a criação da sala da imprensa, o layout interno de acesso ao plenarinho e dele para o plenário será modificado. É conseqüência.
– As outras duas modificações, são as trocas dos pisos da sala da presidência e do plenarinho. Será que existe realmente esta necessidade?
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