Gilberto Machado, vereador do PSDB, o mesmo partido do Prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), foi o autor da Lei 7.013, aprovada há cerca de um ano. Através desta Lei toda e qualquer empresa que venha a receber doação de terreno da prefeitura, tem por obrigação de reserva 10% do quadro de funcionários aos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho, daí o nome “Primeiro Emprego”
Acontece que na época da votação do projeto até sua aprovação quando se transformou em lei, ninguém reclamou, nenhum empresário e nem o Prefeito. Somente agora após um ano e pode ser uma mera coincidência, Beto Machado, como candidato à Presidência da Câmara, o prefeito que não vê com bons olhos a sua candidatura, com o raciocínio um pouco “retardado” querer derrubar uma Lei que ele sancionou.
Isto porque as entidades patronais que tanto pregam e divulgam seus cuidados com os jovens recém formados, da dificuldade em inseri-los no mercado, chegaram a conclusão, um ano depois, que a Lei estaria afugentando empresas que queiram se instalar no município.
Beto Machado ao falar nesta quarta-feira com o Divinews, primeiramente achou estranho, como autor da Lei, que não tivesse sido convidado para a reunião que falou sobre o assunto. A seguir discordou que o Poder Público esteja tendo qualquer ingerência na iniciativa privada.
Já o diretor de Comunicação da Câmara, Flavio Ramos, falando em nome de todos os vereadores, disse ser legitima a ingerência, a partir do momento que as empresas procurem o Poder Público para qualquer tipo de doação de terreno, quer seja onerosa ou não.
A reclamação das entidades só faria sentido, segundo Flávio, por exemplo, se a empresa ao chegar ao município, ela comprasse o seu terreno diretamente de um particular, sem a necessidade de solicitar qualquer beneficio do Poder Público. O diretor finaliza achando um contra-senso a postura das entidades, pois se preocupam com a formação do jovem e na hora de colocá-lo no mercado começam a ver dificuldades.
Já o vereador Edson Sousa, afirmou que qualquer assunto que venha envolver interesses do povo, a Câmara passa sim a ter legitimidade de ingerência.
Alguns empresários do setor de comunicação e alguns jornalistas não entenderam a presença de uma pessoa de um único veículo de comunicação em uma reunião, onde supostamente os demais presentes representavam legitimamente determinadas classes empresariais.
O fato é que, qualquer mudança nesta Lei, ao chegar ao conhecimento dos jovens em idade de trabalhar, e também de votar, a reação deles poderá ser bastante negativa em 2012 para quem dificultar o seu “Primeiro Emprego”





