Divinópolis: Cidadão questiona atuação dos Edis – As picuinhas, pendências e o excessos de Leis

Publicado por: suporte

Deviam era resolver as pendências que já temos na prefeitura, como Leis e CPIs que deram em pizza do que ficar cada dia criando uma lei e outra que no final das contas termina em Pizza ou em seções cheias de ausências. Brincadeira não?

Analise as fotos se puder, apesar de má resolução, é muito parecido com o da prefeitura.

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Boa tarde.

O e-mail acima, enviado ao Divinews, por um cidadão que não autorizou a divulgação do seu nome, foi em consequencia do recebimento de um outro e-mail, do gabinete da Vereadora Heloisa Cerri, com o seu pronunciamento ocorrido ontem (09) na tribuna da Câmara.

Pronunciamento – 09/11/2010
 
Exmo senhor presidente, nobres colegas, imprensa, pessoas que nos visitam, cidadãos que nos assistem pela TV Câmara, tenham todos uma boa tarde.
 
Senhor presidente,
 
Fiquei muito honrada e feliz quando no dia 21 de outubro, esta Casa, por unanimidade dos vereadores presentes, votou e aprovou o Projeto de Lei de minha autoria que proíbe a capina química em nossa cidade. A iniciativa, senhor presidente, tem caráter ambiental dos mais importantes, pois a capina química é a grande responsável pela mortandade de peixes e pelo envenenamento das águas do Rio Itapecerica e de nossas nascentes.
 
A composição química é altamente nociva à saúde e após jogada no chão para acabar com o mato ela é levada para o leito do Rio e para nossas nascentes provocando mortandade de peixes, contaminação das águas e, por conseguinte, atingindo nossa população.
 
Hoje, senhoras e senhoras, quero fazer um veemente protesto contra o que vou chamar de irresponsabilidade e descompromisso total com o nosso povo, com nossa cidade. Descompromisso com a dignidade. Total irresponsabilidade de quem deveria dar bons exemplos.
 
O projeto ainda não foi transformado em lei, pois depende da regulamentação da lei. Porém, senhor presidente, se houvesse responsabilidade de nossas autoridades, responsabilidade de empresas que deveriam ser exemplo para o país, a norma já estaria sendo respeitada. E o que assistimos é totalmente o contrário.
 
O projeto foi aprovado no dia 21 do mês passado e no dia seguinte a Ferrovia Centro-Atlântica mandou jogar veneno ao longo da linha em grande parte da área urbana. A capina química foi executada pela Ferrovia, que deveria ser exemplo de empresa. É bom que se diga que a Ferrovia Centro Atlântica só se preocupa com um pequeno trecho por onde passam seus trilhos e isso na região central. No restante da cidade, o mato encobre os trilhos e a ferrovia serve para consumo e tráfico de drogas, esconderijo de marginais, ajuntamento de animais peçonhentos, já que a Centro-Atlântica não dá a mínima, absolutamente não mostra nenhum tipo de preocupação com a cidade.
 
E não foi apenas a Ferrovia Centro-Atlântica que mostrou sua irresponsabilidade. A Prefeitura também deu o mau exemplo. O filme que vou mostrar agora foi feito hoje de manhã no bairro Esplanada. (durante o pronunciamento foi exibido um filme motrando a capina química) Num claro descompromisso com as questões ambientais, tão urgentes de serem resolvidas, hoje de manhã a prefeitura mandou homens e máquinas ao bairro Esplanada, onde foi realizada uma criminosa capina química. A chuva, que certamente cairá ainda hoje, levará todo o veneno para o Rio e não se surpreendam se amanhã, uma grande quantidade de peixes aparecerem mortos boiando no Rio.
 

 
 
Senhor presidente,
 
Estamos caminhando para o final de 2010 e creio que já podemos fazer uma avaliação do que foi este ano para esta Casa. De uma coisa, tenho certeza: as questões que mais afligem nossa população foram temas de discussão e encontros, abrindo debates importantes que estavam adormecidos. Esta é uma das funções deste parlamento. Trazer ao debate questões que carecem de solução, colocando o povo à frente das discussões.
 
Ontem mesmo, por iniciativa da nossa Comissão de Saúde, tivemos a oportunidade de voltar a discutir a situação do Rio Itapecerica. Desde o início desta legislatura que tenho batido nesta tecla, chamando a atenção de nossas autoridades e da comunidade para o risco que a cidade corre de perder o seu bem maior, em razão da falta de políticas públicas voltadas para a defesa do Rio.
 
Ao longo dos últimos anos, e para fazer justiça é bom dizer que esta não é atitude tão somente deste governo, o Rio Itapecerica tem sido usado da maneira mais sórdida possível pela política. Não houve um prefeito sequer, eleito nos últimos anos, que não tenha usado em sua campanha falsas promessas de recuperação do Rio.
 
A realidade aí está. O Rio foi usado na caça aos votos e nada, absolutamente nada foi feito, com o objetivo de despoluir o Rio e garantir água para a cidade.
 
Nos últimos dias temos ouvido informações vindas do Executivo de que o prefeito Vladimir Azevedo está a caça de verbas em Brasília para cuidar do Rio. Torço, mas torço muito, para que seja verdade. Ainda não esqueci a viagem feita pelo prefeito no ano passado aos Estados Unidos, quando a prefeitura noticiou que o objetivo era buscar dinheiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento para aplicar na recuperação do Itapecerica. Notícia falsa, apenas para justificar o passeio do prefeito, que todos se lembram, deixou a cidade em estado de alerta diante possível ataque do vírus H1N1. Buscamos informações e o BID nos informou que não há nenhum processo de liberação de recursos para Divinópolis.
 
Desta vez, esperamos que o prefeito tenha sucesso. Espero mesmo. Que ele obtenha os recursos e aplique na salvação do Rio, porque já é tarde demais. E vamos parar de brincar com o povo, porque estamos aqui exatamente para manter a vigilância, pois não se permite mais brincadeiras em nome do Itapecerica.
 
Sobre a audiência pública de ontem, tenho a dizer que o governo municipal nos envergonhou. O secretário de Meio Ambiente nos trouxe aqui belas fotos de Rios da Europa. E de que adiantou?
 
E pior, senhor presidente: o senhor Lúcio Espíndola, representando o governo municipal, nos apresentou um belo projeto de recuperação do Rio. Mas, pasmem: segundo suas palavras, a implantação desse projeto, depende de uma verba que Divinópolis está disputando com outras cidades, podendo ganhar, ou não.
 
Isso é por demais preocupante, senhor presidente. O que o reapresentante do prefeito deixou claro aqui é que tem-se um projeto, mas não se sabe se haverá dinheiro para isso. E eu volto a perguntar: o dinheiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento que o prefeito foi buscar nos Estados Unidos era mesmo de verdade ou de mentirinha?
 
Vamos continuar orando pelo rio, como pediu o vice-prefeito. E orando mais ainda para que Divinópolis ganhe esta verba que disputa com outras cidades.
 

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